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Páscoa dos militares espíritas é celebrada na Comunhão Espírita de Brasília

01/06 | Editado por: Fernanda Pinheiro
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Na manhã da última quinta-feira (30), a Comunhão Espírita de Brasília realizou evento alusivo à Páscoa dos Militares espíritas, com a participação de integrantes das Forças Armadas, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal.

A comemoração surgiu, inicialmente, com a volta dos expedicionários da Campanha da Itália. Foi celebrada, pela primeira vez, em 1945, no Rio de Janeiro, no retorno da guerra, para aqueles que não tinham participado da Páscoa no tempo normal da Semana Santa.

Constituiu o agradecimento a Deus pela missão cumprida e a prece pelos que ficaram em solo italiano. Desde então, é comemorada fora de época, e visa preservar a história do final da Segunda Guerra Mundial, quando a Força Expedicionária Brasileira (FEB) retornou ao Brasil.

A apresentação de abertura do evento ficou a cargo do violinista Jakson Bauer. Iniciando com a prece de abertura, logo depois o tenente Coronel da Aeronáutica Rodrigo Piedade fez a leitura do Evangelho Segundo o Espiritismo e expôs reflexões em torno dos temas “Por que estamos aqui” e “A importância dos nossos antepassados”.

Ao proferir palavras de agradecimento, o presidente da Comunhão, Adilson Mariz, afirmou que a Casa tem trabalhado diariamente para levar a palavra do Cristo a todos os corações. Segundo ele, às vezes, as pessoas perguntam porque uma casa espírita recebe uma comemoração da Páscoa, já que não é comemorada pela Doutrina, como em outras religiões.

“Acontece que nós vivemos a Páscoa não em uma época, mas diariamente. Ela é um convite a nossa mudança diária. O espírita que a conhece e estuda busca dentro dele ser exatamente essa mudança: ser hoje melhor do que foi ontem para que amanhã seja melhor do que hoje. Buscamos vivenciar Jesus todos os dias e não podemos perder jamais essa oportunidade de falar do Mestre e de seus ensinamentos”, explica Mariz.

Já a palestra de abertura ficou a cargo o general Marco Aurélio, que trouxe a passagem do Evangelho “Meu reino não é deste mundo”, enaltecendo os princípios espíritas para o crescimento interior de cada pessoa e a construção de uma vida futura. “Nós podemos fazer a escolha de seguir Jesus”, afirmou o palestrante.

O general e conferencista espírita falou que se passaram dois mil anos desde a vinda de Jesus à Terra, e que pouca coisa mudou, pois, até hoje, a proposta do Mestre, que é investir tudo em uma vida futura, estudar e se melhorar, não foi entendida.

“A proposta é que nós espíritas possamos entender o significado da semana da Páscoa onde o bem confrontou o mal e aparentemente venceu, mas a cruz colocada apontada para o alto nos conclama para a vida futura, para trabalharmos para construir o hoje e mudar as nossas estruturas mais íntimas, revisando as nossas condutas, postura e propostas”, revelou.

Ao final da palestra, o Arcebispo do Ordinariato Militar do Brasil, Dom Fernando Guimarães , proferiu algumas palavras. Segundo ele, “cada um de nós, independente de nossas convicções religiosas, temos uma missão. E essa missão, nunca poderemos realizar sozinhos, individualmente. A Fé é algo muito pessoal, mas ela nos joga numa dinâmica que é, necessariamente, uma dinâmica comunitária. É juntos que caminhamos. Às vezes, por caminhos diferentes, mas são caminhos, que todos levam a uma meta ou respondem a um designo de Deus”, disse o religioso.

Por Isabel Carvalho

 

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