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Livro relata cura espiritual e reforça união entre ciência e religião   

16/05 | Editado por: Ana Cristina Sampaio Alves
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A Comunhão Espírita de Brasília tem sido palco de estudos e debates sobre vários temas que estimulam a reflexão e a mudança de mentalidade nessa fase de transição planetária. No último sábado (11/5), mais um assunto foi trazido à tona com o lançamento do livro “Uma cura espiritual – Ciência e religião devem andar de mãos dadas”, de autoria de Adolfo Marques da Costa.

O evento, que teve início às 19h, no salão Bezerra de Menezes, contou com o relato da experiência de cura vivida pelo próprio escritor, e do depoimento do cardiologista Adegil Henrique Miguel da Silva.

É ele quem acompanha a evolução clínica de Adolfo desde o primeiro dia em que este foi internado, no Instituto do Coração do Distrito Federal (Incor-DF), após sofrer um infarto e uma série de outras complicações cardíacas. Era abril de 2011.

Ainda internado, Adolfo sofreu mais três infartos, uma grave hemorragia e várias inflamações no coração.  “Tudo ocorreu em um curto espaço de 20 dias. Depois de 40 dias de internação na UTI, recebi alta sem nenhuma esperança de recuperação”, conta Adolfo, que é advogado e trabalhador espírita.

Com diagnóstico de isquemia cardíaca, sua vida estava por um fio. Dois anos depois, a cura seria comprovada com exames que apontavam ausência de isquemia, além da normalidade no teste de esforço físico.

Antes, porém, entre 2011 e 2012, ele passou por seis angioplastias e várias internações. Como a cirurgia não resolveria o seu problema, Adolfo recebeu alta com um tratamento “conservador”, à base de medicamentos. Mas as dores eram intensas e comprometiam sua qualidade de vida.

Visita de benfeitores espirituais

 Até que, em março de 2013, ocorreria uma reviravolta. Contrariando orientação médica, ele resolveu acompanhar sua esposa, Régia Marques, em uma viagem a Teresina (PI) e São Luís (MA).

No litoral piauiense,   o casal se hospedou em  Luís Correia. Cansado, Adolfo adormeceu. Acordou de madrugada quando, de repente, percebeu que algo estava acontecendo.

“Senti um torpor no corpo e me vi em desdobramento espiritual. Foi quando surgiu um espírito. Era uma mulher morena, tinha os cabelos presos para trás com um fita verde-água e a roupa da mesma cor”, conta Adolfo, emocionado.

A cura   

“O espírito pediu para que eu tivesse calma e começou a introduzir uma seringa com um líquido leitoso, que eu identifiquei como ectoplasma, no mesmo lugar onde passava o cateter”, recorda-se.

“Depois, esse espírito foi embora sem se identificar, e logo em seguida apareceram outros dois; usavam uma roupa branca com adorno esverdeado. Então, eles introduziram a mão em meu coração, fazendo o líquido leitoso circular”, relembra, com detalhes.

Adolfo conta que um dos espíritos disse que se chamava Christiaan Barnard (1922-2001) — o primeiro cirurgião a realizar um transplante de coração no mundo. O segundo espírito se identificou como Bezerra de Menezes (1831-1900).

“Eles só me disseram que era para divulgar aquela experiência”, relata. “Voltei a dormir e, ao despertar, contei tudo para a minha esposa.  Curiosamente, eu estava disposto e não sentia nenhuma dor”.

Confirmação da cura

A confirmação médica da cura viria logo em seguida, a partir de 15 de março (uma semana depois da visita dos benfeitores espirituais), quando Adolfo compareceu à consulta médica no Incor.

“Relatei tudo para o meu médico. Ele solicitou novos exames que, para surpresa de todos, não acusaram a isquemia cardíaca”. Para confirmar o resultado, o doutor Adegil solicitou novo exame, com outro profissional. De fato, não havia sinais de isquemia.

Vida normal

“Os exames médicos cardiológicos que faço periodicamente continuam confirmando a cura”, destaca Adolfo, hoje com 66 anos de idade. “Vários medicamentos foram suspensos e levo uma vida normal”, contenta-se.

Seis anos depois da cura espiritual, ele frequenta a academia de ginástica todos os dias sem restrições, enfrenta uma rotina de trabalho intensa como advogado, participa de grupo de passe espírita, profere palestras, ministra cursos na Comunhão Espírita de Brasília e ainda preside uma associação de produtores rurais.

Esse relato emocionante foi contado com boa dose de humor por Adolfo, arrancando aplausos da plateia e do público que  acompanhava a programação ao vivo pela TV web da Comunhão.

Depoimento do médico

O cardiologista Adegil Henrique o ouvia atentamente, balançando positivamente a cabeça, enquanto aguardava a hora de dar o seu depoimento.

 “Eu nunca vi um caso como esse. Não dá para explicar essa cura com os fenômenos científicos conhecidos”, afirmou o médico.

Perguntado sobre o posicionamento da classe médica quanto ao casamento entre a fé e a ciência, ele respondeu: “Já existem vários estudos que comprovam o benefício da crença religiosa, sem necessariamente abordar a existência ou não de Deus. Então, quando o paciente abre esse espaço, a maioria dos médicos estimula a religiosidade”.

Desde então, médico e paciente tornaram-se parceiros para divulgar os benefícios da união entre ciência e religião, tão necessária em tempos atuais.

Sobre o cardiologista   

Dr. Adegil Henrique Miguel da Silva, 38 anos, é graduado em Medicina pela Universidade de Brasília. Fez Residência em Clínica Médica pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e em Cardiologia, pelo Instituto do Coração do Distrito Federal.

Acumula diversos títulos na área, entre os quais se destacam Especialista em Cardiologia pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, em Insuficiência Cardíaca e Transplante Cardíaco pelo Instituto de Cardiologia do DF, e em Medicina Intensiva pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB).

Atualmente, é coordenador-médico do Curso Advanced Cardiac Life Support (ACLS) pela American Heart Association; médico-assistente do Programa de Transplante Cardíaco e Insuficiência Cardíaca do IC-DF; coordenador-adjunto da Unidade de Dor torácica do IC-DF e supervisor do Pronto-Socorro do DF-Star.

 Texto e fotos: Arlinda Carvalho

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