Leia mais notícias...

Geral

Religião e saúde (artigo)

09/07 | Editado por: Sionei Leão
Este post já recebeu 297 views
Baixe este post em PDF

Julio Capilé

A ciência da saúde que cuidava só da parte orgânica, de uns tempos para cá vem mudando conceitos, compreendendo que os pacientes religiosos têm recuperação mais rápida e, no caso de não haver cura para seu mal, aceitam o fato com melhor entendimento e, assim, sofrem menos que os materialistas ou agnósticos. Os médicos organicistas têm poucos recursos para confortar os portadores de doenças graves e duradouras. Atualmente a ciência já aceita e até preceitua o uso da prece como auxiliar importante. São raros os que pensam ao contrário.
Sendo a prece um meio psicológico e espiritual para a manutenção da saúde, deve-se saber como usá-la. Jesus ensinou que de nada adianta as longas orações sem o sentimento e as obras. A prece nos deve ligar com o Criador. Fórmulas decoradas passam a ser pronunciadas automaticamente sem nenhum sentimento e sem unção. Nenhum valor, ou quase, resulta para a paz interior. Sempre fica o sofrimento sem o consolo desejado e a entrega do resultado à vontade de Deus. E de nada adianta a pessoa ser religiosa, fazer preces e não vivenciar aquilo que pensa ou que diz. Mesmo pessoas “doutas” em fazer pregações e dar conselhos espirituais se não viverem de acordo com seus pensamentos é “como o sino que ressoa” no dizer Paulino.
Existem os religiosos de fim de semana ou de outro dia programado, mas sua vida em nada demonstra sua religiosidade. Penso que, em sendo religioso, deve estar sempre religado com Deus, com Jesus ou com os Espíritos Bondosos, ou, para os de outras denominações religiosas, com os Santos, com Anjos ou com Avatares. A vida de um religioso deve ser uma prece constante, de tal forma, que não haja tempo para pensamentos vadios, maledicências, ódio, mágoa, rancor, imoralidades e amoralidades em geral. Dirão: mas isso é ser santo! Mas não. Com treinamento nós iremos aos poucos conseguindo eliminar os defeitos que estão a tisnar, por séculos ou milênios, nosso inconsciente, ou seja, o perispírito. É interessante notar o quanto evoluem determinados espíritos, quando fazemos pesquisas paralelas à terapia de vidas passadas. Uns dão um salto grandioso rumo à perfeição e outros permanecem quase no mesmo estágio. Disso se deduz que depende do esforço que cada um faz em prol de sua saúde verdadeira, isto é, bem estar orgânico, mental, psicológico e espiritual. E isso se consegue ao fazermos de nossa vida uma prece.
“Porfiai por entrar pela porta estreita, pois espaçosa é a porta que leva à perdição”. Jesus nos ensinou isso, mas a grande maioria prefere aquela fácil ao viver a vida descuidada com o progresso espiritual. Mesmo muitos religiosos vivem a dormir e a gozar a vida sem utilizar as horas em que podem dedicar para meditações a fim de descobrir os vícios e defeitos que podem ser eliminados e, assim, preparar futuras reencarnações mais amenas e criar maior facilidade na subida da eternidade rumo à perfeição. A esta nós nunca chegaremos, mas alcançaremos elevados graus de pureza e de luz espiritual. Se algum dia seremos anjos, inexoravelmente, que nos esforcemos para esse desiderato. Um pouco de esforço em cada encarnação, não custa nada.

Leia mais notícias...

Você deve logar para postar um comentário.