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Minuto DED: Por que os espíritas não fazem o sinal da cruz?

27/03 | Editado por: Ana Cristina Sampaio Alves
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O sinal da cruz é um ritual pertencente a grande parte das Igrejas cristãs. Ele simboliza a fé trinitária, ou seja, que Deus é um em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo.

Segundo a Doutrina Espírita, só há um Deus, que não possui outras personalidades. Jesus não é Deus, mas um Espírito de alta evolução que nos foi enviado como guia e modelo. Não há um único Espírito Santo, arauto de Deus, mas uma infinidade de Espíritos criados por Ele. Desta forma, não seria adequado a um espírita convicto utilizar um símbolo de uma fé que não professa.

Sendo um gesto ritual, também não convém utilizá-lo porque o Espiritismo não utiliza símbolos, como velas e amuletos, nem realiza cerimônias, como eucaristia e missas.

Conforme o Livro dos Espíritos, a adoração a Deus não necessita de manifestações exteriores porque a verdadeira adoração é a sincera, que vem do coração.(1) Ademais, ao ser perguntado se era útil iniciar as sessões espíritas com preces e atos exteriores de devoção, Kardec afirma que os Espíritos ensinam que é,”não apenas útil, mas necessário, rogar, por uma invocação especial, por uma espécie de prece, o concurso dos bons Espíritos. (…) Já o mesmo não se dá com os sinais exteriores de culto, pelos quais certos grupos crêem dever abrir suas sessões, e que têm mais de um inconveniente, a despeito da boa intenção com que são sugeridos.”

Apesar do sinal da cruz ser um ritual que os espíritas não utilizam em suas práticas, ele deve ser respeitado enquanto convicção íntima pois o Espiritismo respeita todas as crenças e reconhece como boas as preces de todos os cultos, quando ditas de coração. (3).
📖 Referências:
(1) O livro dos Espíritos questão 653
(2) Viagem Espírita em 1862. Instruções particulares dadas aos grupos em resposta a algumas questões propostas XI.
(3) O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXVIII, ítem 1.
Texto: Iara Paiva

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