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Filme “Não Estou Morto” estreia na Comunhão com auditório lotado

04/02 | Editado por: Ana Cristina Sampaio Alves | Atualizado por: Aline Czezacki
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“Nossa Senhora, será que ele morreu?” Essa foi a primeira pergunta que a personagem Maria fez ao se deparar com o desespero de Paula, esposa de Luciano, ao perceber que ele está paralisado e com o corpo frio na cama do casal.

A dúvida, o espanto, o desespero e a mensagem consoladora do espiritismo deram o tom da narrativa do curta Não Estou Morto, que estreou sábado (2) na Comunhão Espírita de Brasília.

Com o salão Bezerra de Menezes lotado, o filme do roteirista e diretor Fernando Mendes acertou em cheio ao trazer à tona temas de grande profundidade com leveza e uma certa pitada de humor.

 Em apenas 9 minutos de duração, o curta conseguiu apresentar várias questões que fogem à compreensão do senso comum, como a transitoriedade da matéria, a imortalidade da alma, a vida no mundo espiritual, a mediunidade, entre outras.

Exibido antes da palestra da oradora espírita Mayse Braga, o filme provocou espanto, suspense, medo e alívio. Mas também arrancou risos e aplausos da plateia.

“Meu intuito é divulgar a Doutrina Espírita de forma mais leve, proporcionando ao público o conhecimento de questões do espiritismo, como a sobrevivência da alma após a morte do corpo físico”, explica Fernando Mendes.

Antes da exibição do filme, ele falou sobre seu contentamento em estrear Não Estou Morto na Comunhão Espírita de Brasília, local que frequenta há mais de 30 anos.

“Eu estou vivo”   

A narrativa do curta prossegue com o desespero de Luciano — que não consegue ser ouvido nem pela esposa nem por Maria — e o veredito do médico (Marcelo) de que ele está morto.

 O desespero atinge o auge quando chega o serviço funerário na casa do casal. “Vocês vão me enterrar vivo!”, grita Luciano.  “Eu tou vivo, moço, eu tou vivo!”

Finalmente, um fio de esperança. O empregado da funerária, que é médium, consegue se comunicar com o morto. “Graças a Deus alguém me ouviu”, suspira Luciano, sem se dar conta da sua nova realidade.

Humor na medida certa

Nesse momento, a trama recorre ao humor para quebrar o clima de tensão da cena e o desconforto que o tema provoca.

“Não precisa gritar, moço […] Todo mundo fala a mesma coisa […] até na hora em que o coveiro está lá jogando terra, vocês estão lá… eu tou vivo, eu tou vivo”, repete o empregado da funerária, arrancando risos da plateia.

“Vou contar um segredo. Isso só acontece comigo e nos filmes”, acrescenta o personagem, provocando nova onda de risos. E completa: “eu vejo gente morta, e o tempo todo”.

Acolhida no mundo espiritual

“Tá vendo essa luz branca? Siga ela e vá com Deus”, orienta o médium. Nesse momento da trama, o recém-desencarnado e o público são convidados a encarar as questões espirituais sob uma nova perspectiva: a certeza de que a vida continua após a morte do corpo físico.

Na cena final, Luciano é surpreendido pela presença generosa dos pais, já no plano espiritual. “Vamos para casa””, convidam. E segue rumo a uma vida nova, eterna e imortal.

Abordagem para público de todas as idades   

Na plateia, o filme prendeu a atenção de crianças, adolescentes e adultos.

João Pedro com os pais Nara e Julius: “dou nota 10 para o filme”

 “Dou nota 10 para o filme. Aprendi que muitos espíritos quando desencarnam pensam que estão no corpo físico”, opinou João Pedro Lopes, 11 anos, aluno da evangelização na Comunhão Espírita de Brasília.

O vocabulário do filho surpreendeu a mãe Nara Lima, que até pouco tempo não acreditava na abordagem espírita sobre a morte. Foi o marido, Julius, quem apresentou o espiritismo para ela.

Sobre a mensagem deixada pelo curta Não Estou Morto Nara responde: “A vida não acaba e o espírito é imortal”.

Janice com o filho Marcos: “abordagem muito útil para adolescentes”.

Entre o público, muitos estavam ali pela primeira vez.  É o caso de Janice Alves da Costa e o filho Marcos Vinícius, 13 anos. “Achei a abordagem do filme diferente. O tema foi tratado com leveza, o que é muito bom para os adolescentes também”, disse, apontado para Marcos.

Para ela, o curta passou uma mensagem positiva, pois “mostrou que o processo da morte não é tão doloroso assim, pois vai ter gente lá para nos receber”.

Roseane, voluntária da Comunhão: “a mensagem do curta é consoladora”

Compartilhando da mesma opinião, Rosane Martinez, voluntária da Comunhão, destacou a mensagem de esperança e consolo do filme: “O personagem percebeu a presença dos pais e se sentiu consolado ao se dar conta de que a vida continua”.

Sobre o diretor

Cineasta, publicitário e fotógrafo, Fernando Antonio Mendes, 63, é pós-graduado em Comunicação para Instituições Públicas, pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (USP); e em Cinema, pela Universidade Gama Filho.

Atuou como professor de Fotografia na UniCeub. Atualmente, trabalha como diretor e roteirista na produção de filmes e vídeos.

Entre os seus trabalhos atuais estão os curtas “Não Estou Morto” e “Tempo de Perdoar”, além do programa Minuto com Mayse e filmes institucionais para o abrigo Lar Jesus Menino, em Sobradinho (DF).

Clique nos links para assistir ao curta Não Estou Morto, já disponível no Youtube.

 Tempo de Perdoar conta a história de dois casais que perdem seus cônjuges e começam a sofrer a influência espiritual deles. A busca de ajuda, em uma instituição espírita, esclarece os encarnados sobre o que está acontecendo.

Leia também:  Confira a entrevista com o diretor do curta “Não Estou Morto” que estreia sábado (2) na Comunhão

Texto: Arlinda Carvalho

Fotos: Rodrigo

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