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“O suicídio jamais é solução porque a vida não cessa”, diz Neuza Zapponi no Fala Mocidade

16/09 | Editado por: Ana Cristina Sampaio Alves
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Com 800 mil suicídios por ano no mundo, já a segunda causa de morte atrás da violência, e número não menos estarrecedor no Brasil, onde já é a quarta maior causa da morte de jovens entre 15 e 29 anos, o programa Fala Mocidade entrevistou, neste sábado (15), a psicóloga e atendente fraterna Neuza Zapponi. O evento fez parte da campanha Setembro Amarelo, que busca prevenir o suicídio.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), entre 2000 e 2016 houve aumento de 73% nos casos entre jovens e idosos no mundo. Para abordar o assunto,  a apresentadora Carolina Braga, da Mocidade Espírita de Brasília, reuniu perguntas dos jovens da Comunhão dirigidas à psicóloga.

Abordada sobre o porquê do aumento do número de suicídios apesar da evolução material no planeta, Neuza Zapponi explicou que, ao ultrapassar o nível das necessidades básicas, boa parte da humanidade volta-se agora para questões de pertencimento, amor e reconhecimento. “Os jovens hoje não suportam frustrações, pois foram criados com super proteção e conforto. Isso, aliado à visão materialista do mundo, baseada em posses e aparências, tem levado à depressão”, disse a psicóloga.

E o que fazer com quem já tem conhecimento da vida após a morte e ainda assim tira a própria vida? A essa pergunta Neuza Zapponi afirmou: “O suicídio jamais é solução porque a vida não cessa. Realizar a jornada a que nos propusemos é a única opção”.

Os jovens questionaram como auxiliar alguém que fala em se suicidar. A palestrante respondeu que a primeira regra para ajudar quem está em profundo sofrimento é deixar que fale. “Ouvir sem julgamentos, com atenção e amorosidade, alivia a pessoa”. Em segundo lugar, oferecer amizade, calor humano, hoje escasso em tempos de redes sociais. Por fim, convidar a pessoa para participar de grupos de forma a sentir-se valorizada. “São medidas baseadas no Evangelho”, garantiu.

Sobre sentir-se frustrado porque tentou ajudar uma pessoa e mesmo assim ela cometeu suicídio, Neuza afirmou ser importante reconhecer o livre arbítrio de cada um. “Nosso trabalho é nos prestarmos a estar junto. Não sabemos se alguma semente está sendo lançada e vai geminar”, sublinhou.

Por Ana Critina Sampaio Alves

Assista à palestra completa no link abaixo:

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