Notícias sobre: ‘Ciência’

Cientistas descobrem planetas com tamanhos parecidos ao da Terra em sistema a 40 anos-luz

quinta-feira, fevereiro 23rd, 2017 355 views

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A Nasa descobriu novos planetas no sistema planetário da estrela TRAPPIST-1, localizada a 40 anos-luz do Sol. Segundo artigo publicado na revista “Nature” nesta quarta-feira (22), o sistema tem sete planetas com um tamanho próximo ao da Terra localizados em uma zona temperada, ou seja, com temperatura entre 0ºC e 100ºC. É um recorde de planetas deste tamanho e nessa zona de temperatura, afirma a agência espacial americana.

Em maio de 2016, o astrofísico Michaël Gillon, da Universidade de Liège, na Bélgica, com a ajuda de colaboradores, havia relatado a existência de três destes exoplanetas que transitavam ao redor da estrela anã. Essa foi a primeira pista para os autores investigarem mais a fundo o sistema.

Cientistas descobrem sistema solar com planetas parecidos com a Terra

Desde a detecção desse primeiro trio de exoplanetas há quase 10 meses, os pesquisadores monitoraram a TRAPPIST-1 a partir do solo, com o Telescópio Liverpool, e do espaço, com a ajuda de equipamentos da agência espacial dos Estados Unidos. Com isso, as estimativas iniciais apontam que os seis planetas mais próximos da estrela anã têm massas que são semelhantes à da Terra, além de possivelmente terem estruturas rochosas.

“Existir esse sistema com sete planetas é realmente incrível”, disse Elisa Quintana, astrofísica da Nasa. “É possível imaginas quantas estrelas podem estar próximas e abrigar muitos e muitos planetas”.

De acordo com a Nasa, todos orbitam a uma distância que possibilita a existência de água líquida em algum ponto de sua superfície, o que abre a possibilidade para que o sistema tenha condições de abrigar vida.

Gillon e seus colegas apontam que as características e a interação do sétimo planeta com os mais próximos à estrela precisam ser esclarecidos. De qualquer forma, o grupo também disse que observações adicionais são necessárias para afirmar com mais certeza quais são as propriedades de cada um desses novos planetas.

Detalhes preliminares

1 – O sistema da TRAPPIST-1 fica na constelação de Aquário. Essa estrela é mais fria e vermelha que o Sol, de um tipo muito comum na Via Láctea.

2 – Ele contém sete planetas, que foram chamados de b, c, d, e, f, g e h.

3 – O telescópio espacial Spitzer, da Nasa, observou a TRAPPIST-1 durante 21 dias em 2016.

4 – O trânsito do planeta h, mais longe da estrela anã, só foi visto pelo Spitzer uma vez.

5 – O planeta b precisa de 1,5 dia da Terra para completar a órbita do TRAPPIST-1.

6 – Os maiores planetas, o g e o b, são cerca de 10% maiores que a Terra.

7 – Já os menores, o d e o h, são cerca de 25% menores que o nosso planeta.

Fonte: G1



Programa Entre Dois Mundos fala sobre transplante de órgãos

sexta-feira, agosto 19th, 2016 319 views

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Pesquisas demonstram que serem humanos são afetados pelas energias do ambiente

sexta-feira, julho 15th, 2016 306 views

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Reportagem publicada Revista Superinteressante discute com informações científicas sobre os seres humanos serem afetados constantemente pelas energias do seu ambiente. O estudo feito com algas pela cientista Olivia Lee Bader demonstra o que acontece com as plantas marinhas também acontece com os seres humanos. Uma outra pesquisa da Universidade de Bielefeld na Alemanha indica que as plantas são capazes de absorver energia proveniente de outras plantas ao seu redor.

 

A reportagem pode ser lida no link:

Ciência comprova, os seres humanos absorvem energia uns dos outros



Cientista divulga evidências do “Planeta Nove”

quarta-feira, abril 13th, 2016 368 views

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Concepção artística divulgada pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) mostra o provável novo planeta do sistema solar

(R. Hurt/Caltech/IPAC/Reuters)

 

 

Fonte: Veja.com

 

O astrônomo americano Mike Brown, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, publicou em sua conta do Twitter, no fim de março, o que alega ser uma nova evidência de que o sistema solar tem um nono planeta. Trata-se da descrição de um objeto celeste localizado pelo telescópio Canadá-França-Hawaii, que conduz o projeto Outer Solar System Origins Survey (OSSOS) sobre a evolução do sistema solar.

 

Por sua órbita incomum e a região onde foi encontrado – o Cinturão de Kuiper, nos confins do sistema solar -, Brown acredita tratar-se de um corpo sob influência do chamado “Planeta Nove”. O estudo ainda não foi publicado em revistas científicas nem checado por outros especialistas – o telescópio havaiano está conduzindo novas observações para averiguar a veracidade das descobertas de Brown.



Médicos incluem espiritualidade em tratamentos

terça-feira, março 29th, 2016 473 views

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Por Jorge Luiz Amaral Teles
Fonte: Revista Isto É – www.ceak.com.br

 

 

 

Há uma revolução em curso na medicina que mudará para sempre a forma de tratar o paciente. Médicos e instituições hospitalares do mundo todo começam a incluir nas suas rotinas de maneira sistemática e definitiva a prática de estimular nos pacientes o fortalecimento da esperança, do otimismo, do bom humor e da espiritualidade.

 

O objetivo é simples: despertar ou fortificar nos indivíduos condições emocionais positivas, já abalizadas pela ciência como recursos eficazes no combate a doenças. Esses elementos funcionariam, na verdade, como remédios para a alma – mas com repercussões benéficas para o corpo. No Brasil, a nova postura faz parte do cotidiano de instituições do porte do Instituto do Coração (InCor), em São Paulo, da Rede Sarah Kubitschek e do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), no Rio de Janeiro, três referências nacionais na área de reabilitação física. Nos Estados Unidos, o conceito integra a filosofia de trabalho, entre outros centros, do Instituto Nacional do Câncer, um dos mais importantes pólos de pesquisa sobre a enfermidade do planeta, e da renomada Clínica Mayo, conhecida por estudos de grande repercussão e tratamentos de primeira linha.

 

A adoção desta postura teve origem primeiro na constatação empírica de que atitudes mais positivas traziam benefício aos pacientes. Isso começou a ser observado principalmente em centros de tratamento de doenças graves como câncer e males que exigem do indivíduo uma força monumental. No dia-a-dia, os médicos percebiam que os doentes apoiados em algum tipo de fé e que mantinham a esperança na recuperação de fato apresentavam melhores prognósticos. A partir daí, pesquisadores ligados principalmente a essas instituições iniciaram estudos sobre o tema.

 

Hoje há dezenas deles. Um exemplo é um trabalho publicado na edição da revista científica BMC Câncer sugerindo que o otimismo é um fator de proteção contra o câncer de mama. “Verificamos que mulheres expostas a eventos negativos têm mais risco de contrair a doença do que aquelas que apresentam maiores sentimentos de felicidade e positivismo”, explicou Ronit Peled, da Universidade de Neguev, de Israel, autor da pesquisa. Na última edição do Annals of Family Medicine – publicação de várias sociedades científicas voltadas ao estudo de medicina da família – há outra mostra do que vem sendo obtido. Uma pesquisa divulgada na revista revelou que homens otimistas em relação à própria saúde de alguma forma ficaram mais protegidos de doenças cardiovasculares. Os cientistas acompanharam 2,8 mil voluntários durante 15 anos. Eles constataram que a incidência de morte por infarto ou acidente vascular cerebral foi três vezes menor entre aqueles que no início estavam mais confiantes em manter uma boa condição física. Provas dos efeitos da adoção da espiritualidade na melhora da saúde também começaram a surgir. Nos estudos sobre o tema, a prática aparece associada à redução da ansiedade, da depressão e à diminuição da dor, entre outras repercussões.

 

A partir de informações como essas, os cientistas resolveram identificar o que levava a esse impacto. Chegaram basicamente a duas razões. Uma é de natureza comportamental. Em geral, quem é otimista, tem esperança e cultiva alguma fé costuma ter hábitos mais saudáveis. Além disso, essas pessoas seguem melhor o tratamento. “Uma postura positiva leva a gestos positivos. Os pacientes se cuidam mais, alimentam-se bem, fazem direito a fisioterapia, mesmo que ela seja dolorosa”, explica a clínica geral carioca Cláudia Coutinho.

 

A outra explicação tem fundamento biológico. Está provado que a manutenção de um estado de espírito mais seguro e esperançoso desencadeia no organismo uma cadeia de reações que só trazem o bem. “Se o paciente é otimista, encara um problema de saúde como um desafio a ser vencido. Nesse caso, as alterações ocorridas no corpo poderão ser usadas a seu favor”, explica o pesquisador Ricardo Monezi, do Instituto de Medicina Comportamental da Universidade Federal de São Paulo. O bom humor, por exemplo, é capaz de promover o aumento da produção de hormônios que fortalecem o sistema de defesa, fundamental quando o corpo precisa lutar contra inimigos. Além disso, o riso provoca relaxamento de vários grupos musculares, melhora as funções cardíacas e respiratórias e aumenta a oxigenação dos tecidos.

 

É esse arcabouço de informações que permite hoje o uso, na prática, da espiritualidade, do otimismo, da esperança e do bom humor como recursos terapêuticos dentro da medicina. Nos Estados Unidos, por exemplo, pesquisadores da Universidade do Alabama preparam-se para começar a aplicar um tratamento batizado de “terapia da esperança”. O sistema consiste em ajudar os pacientes a construir e a manter a esperança diante da doença. “O primeiro passo é auxiliá-los a encontrar um objetivo importante que dê sentido a suas vidas. Depois, aumentar a motivação para alcançá-lo e orientá-los sobre os caminhos a serem seguidos”, explicou à ISTOÉ Jennifer Cheavens, da Universidade de Ohio e participante do grupo que desenvolveu a novidade.

 

Desde que recebeu o diagnóstico de câncer no intestino, no ano passado, a consultora de marketing carioca decidiu que manter o bom humor seria sua grande arma. “Claro que em alguns momentos eu fiquei triste. Mas resolvi que não me deixaria abater e que continuaria a rir muito”, lembra ela, autora do livro Câncer: sentença ou renovação?

 

Essa construção é feita com base em técnicas usadas na terapia cognitivo-comportamental, cujo objetivo é treinar o indivíduo a pensar e a agir de forma diferente para conseguir lidar de modo mais eficiente diante de condições adversas. O treinamento é feito com duas sessões semanais realizadas durante dois meses. A terapia será usada em portadores de deficiências visuais e nas pessoas responsáveis por seus cuidados. “Acreditamos que ela ajudará muito na redução da depressão e de outros problemas associados à perda da visão. Os pacientes ficarão mais motivados a lutar contra as dificuldades e a participar dos trabalhos de reabilitação”, explicou à ISTOÉ Laura Dreer, professora do departamento de oftalmologia da Universidade do Alabama, nos EUA.

 

No Brasil, a inclusão da ferramenta na prática médica está mudando a rotina dos hospitais. No Instituto de Ortopedia, no Rio de Janeiro, por exemplo, o trabalho médico é acompanhado pelo suporte psicológico, dedicado especialmente a fortalecer uma atitude mais positiva. O trabalho, claro, não é simples. Os pacientes costumam ser vítimas de traumas medulares ocorridos em situações como acidentes ou quedas. De uma hora para outra, têm a vida totalmente limitada. “Por isso, precisamos ajudá-los a enfrentar a nova situação. Eles têm de passar por uma reabilitação física e emocional”, explica a psicóloga Fátima Alves, responsável pelo grupo. E quem faz isso usando o otimismo e a esperança como armas sai ganhando. “Mostramos principalmente aos mais descrentes que a postura positiva no enfrentamento da doença é um remédio”, afirma Tito Rocha, coordenador da unidade hospitalar do instituto. Em breve, eles abrirão um grupo para incentivar o cultivo da espiritualidade pelos doentes.

 

Talvez o símbolo mais emblemático do fim do preconceito da medicina ocidental contra questões relativas à emoções e espiritualidade seja o que está acontecendo na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), a mais tradicional do País. A instituição sediou um evento para mostrar aos profissionais de saúde a importância de recursos como a espiritualidade e o bom humor na recuperação de pacientes. O curso foi ministrado pelo geriatra Franklin dos Santos, professor de pós-graduação da disciplina de emergências médicas da universidade. No programa, houve um bom espaço para ensinar os médicos e enfermeiros a usarem essas ferramentas. “Discutimos como isso deve ser aplicado na prática”, diz o médico, que tem dado palestras pelas escolas de medicina do País inteiro.

 

Nos Estados Unidos, também há um esforço para treinar os profissionais de saúde. Só para se ter uma idéia, o Instituto Nacional de Câncer americano criou uma espécie de guia para orientar médicos, enfermeiros e psicólogos sobre como usar a espiritualidade do paciente a seu favor. Todo esse interesse é o sinal mais patente de que a revolução vai durar. Por isso, ninguém deve se surpreender se quando chegar ao consultório médico for indagado sobre suas condições de saúde, obviamente, mas também sobre sua relação com a espiritualidade ou disposição de esperança.

 

“Questões como essas devem começar a ser cada vez mais levantadas”, defende Brick Johnstone, professor de psicologia médica da Universidade Missouri-Columbia, nos EUA.