Notícias sobre: ‘Ciência’

Três décadas de difusão doutrinária e idealismo espírita

segunda-feira, dezembro 21st, 2015 351 views

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Sionei Ricardo Leão

Fonte:  Jornal Libertação – Ano 30, n. 11, dezembro de 2015

 

 

 

O ano era 1963. Roberto Beck, um dos fundadores da Comunhão, tinha em mão o livro Libertação, de André Luiz. Veio daí sua inspiração para o nome do Jornal que, a princípio, tratava-se de um boletim informativo, mimeografado e distribuído aos confrades pelo próprio Beck.

 

 

Noticiava, mensalmente, dias e horários das reuniões e demais atividades da Casa, mensagens contidas em livros de Emmanuel, psicografadas por Chico Xavier, e outras de vultos do Espiritismo, além de fatos relacionados aos trabalhos espíritas na nova Capital, Brasília. A diretoria do Jornal era composta por Roberto Beck, diretor presidente, Francisco Scartezine, diretor redator, e Acácio Ramos, secretário.

 

 

Estas lembranças foram relatadas pela ex-presidente da Comunhão, Heloísa Magalhães, na edição de agosto de 2010, em celebra- ção ao retorno do Jornal Libertação, com novo projeto gráfi co e editorial, temático e impresso em cores. Nesta edição o tema abordado foi o papel das mães na sociedade moderna, os desafi os da educação e os cuidados dos pais com crianças e adolescentes.

 

 

Atualmente, a Assessoria de Comunicação empreende esforços no sentido de coordenar o conteúdo impresso do Jornal com o universo digital e as outras mídias ofertadas pela Comunhão, tais como site, blog, boletins online, facebook, whatsapp. Além disso, a Assessoria tem planos ousados para transformar o Libertação em uma revista, projeto já avalizado pela Presidência da Comunhão.

 

 

Fica registrada aqui a celebração de três décadas do Jornal Liberta- ção, na expectativa de que esta história, em prol da difusão doutrinária e em respeito aos princípios do Espiritismo, estenda-se a perder de vista.



AME examina o ser humano em sua integralidade

segunda-feira, dezembro 21st, 2015 325 views

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Divulgação

 

 

Por Valéria Castanho

Fonte:  Jornal Libertação – Ano 30, n. 11, dezembro de 2015

 

 

A Associação Médico-Espírita do Distrito Federal (AME-DF) foi criada em 2007, como braço da AME-Brasil, fundada em 1995. Existem, atualmente, 67 AMEs em todo o Brasil e outras espalhadas em dez países, por meio da AME Internacional, criada em 1999. O objetivo da instituição é “levar a alma para a medicina, em seu duplo sentido, através do estudo e da pesquisa e, ao mesmo tempo, ressaltar o valor do calor humano e da solidariedade, no amparo ao paciente”, como mencionava Marlene Nobre, fundadora da AME Brasil e da AME Internacional, desencarnada em janeiro deste ano.

 

 

A AME parte do pressuposto de que as pessoas devem ser vistas em sua integralidade: corpo-mente-espírito, com alma imortal. A partir desta visão, a instituição desenvolve estudos e pesquisas no campo da saúde-doença, com base em abordagens que levam em consideração a espiritualidade e a imortalidade. Neste contexto, considera como fundamentais as pesquisas sobre experiência de quase-morte (EQM), assunto que a ciência, em um paradigma exclusivamente materialista, ainda não conseguiu explicar como um todo.

 

 

Segundo Fabiola Zanetti, médica fundadora e presidente da AME- -DF, as AMEs podem ser consideradas como suporte científico à Doutrina Espírita, pois baseiam seus trabalhos no estudo, no ensino, na pesquisa e na benemerência. A associação desenvolve e divulga estudos importantes para a compreensão do processo do adoecimento a partir da visão da imortalidade trazida pela Doutrina Espírita, com o objetivo de promover a saúde integral em cada um de nós. “A saúde integral envolve, além do processo material, a mudança de hábitos e a compreensão da importância dos pensamentos, das atitudes e das emoções equilibradas, geradoras de saúde e bem-estar em um contexto mais amplo”, explica.

 

 

A AME-DF reúne-se todas as segundas-feiras, às 20h, na Comunhão Espírita de Brasília. Promove também palestras, debates e seminários públicos, em dias previamente agendados. Mais informações sobre a AME-DF e a AME-Brasil podem ser encontradas nos sites www.amedf. com.br e www.amebrasil.org.br.

 

 

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Divulgação

 

Vivência extracorpórea

 

A EQM é o registro consciente da vivência e das percepções do períspirito no mundo extracorpóreo, uma prova da imortalidade da alma. Não se trata, portanto, de um atributo da matéria, do cérebro. Esta definição, clara para os espíritas, é o grande debate que as associações médico-espíritas vêm fazendo em todo o mundo, em contraponto à ciência materialista, que tenta provar a causa meramente material da EQM. Segundo o médico Arismar Léon, que responde pelos estudos de EQM na AME-DF, não há mais dúvidas, entre os cientistas de todo o mundo, de que a experiência de quase-morte existe, mas sim de onde vem. “Reconhecer que a EQM é extracorpórea é aceitar a imortalidade da alma”, destaca.

 

 

Ainda conforme Arismar, a EQM é um processo similar ao sono, mas com um desdobramento consciente, ao contrário do que ocorre quando a pessoa dorme. Qual é a principal diferença, então, entre a EQM e o sono? Ao acordar do sono, segundo Arismar, não há lembranças do que ocorreu no mundo extracorpóreo, além de sensações sutis e sonhos, muitas vezes criativos e fragmentados. Mas na EQM, o registro da vivência e das percepções do perispírito são lembran- ças de um desdobramento consciente e, portanto, memorizado. “Isso porque, na EQM, o indivíduo encontra-se ‘acordado’ no plano espiritual”, explica o médico.

 

 

Outra diferença entre a EQM e o sono, segundo Arismar, é que a EQM é, em geral, uma experiência vivenciada durante um estado próximo da morte, após uma parada cardiorrespiratória, na qual os indivíduos acreditam deixar seus corpos e ingressar em outra esfera ou dimensão. Cerca de 20% dos pacientes sobreviventes de paradas cardíacas passam por essa experiência em todo o mundo, segundo dados da Fundação de Pesquisas em EQM (NDERF), uma instituição americana.

 

 

Para as correntes materialistas, que tentam provar que a EQM é um fenômeno da matéria, as explicações são variadas e envolvem, em geral, imaginação construída pelas expectativas individuais com relação à morte, memória do próprio nascimento, durante a passagem pelo canal vaginal, e alucinações e delírios provocados por medicação, entre outras.

 

No entanto, segundo Arismar, nenhuma destas explicações jamais conseguiu demonstrar os pressupostos da EQM como atributo da matéria e, ao contrário, sempre foram cientificamente combatidas por inúmeros estudos. “Pesquisas comprovam que alucinações causam irritabilidade e não pensamento de paz e calma; que pessoas com delí rio só veem pessoas vivas e não mortas; que indivíduos que nasceram de cesariana, e passaram por EQM, também relatam a passagem por um túnel e até cegos congênitos, que jamais enxergaram, também apresentam os mesmos relatos pós EQM, contrariando todas as afirmações materialistas”, ressalva Arismar.

 

 

Há vários estudos e livros que abordam a EQM. O capítulo VIII do Livro dos Espíritos, que tem como título “Da emancipação da alma”, traz 55 perguntas e respostas sobre temas correlatos, como o sono e os sonhos, visitas espíritas entre pessoas vivas, mortes aparentes, entre outras.



Sensações que também podem ser vivenciadas

segunda-feira, dezembro 21st, 2015 121 views

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Fonte:  Jornal Libertação – Ano 30, n. 11, dezembro de 2015

 

 

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• Recordações vívidas de todos os fatos da vida em segundos ou minutos, fugindo do conceito terreno de tempo.

 

• Encontros com parentes ou amigos desencarnados e encarnados e, até mesmo, com pessoas completamente desconhecidas.

 

• Mesmo as pessoas sem religião narram encontros com uma entidade bondosa, caridosa e acolhedora. A identidade deste ser superior varia de acordo com a fé individual.

 

• Durante a EQM, a pessoa pode encontrar uma esfera que encerra todo o conhecimento do Universo. O ego desaparece, tudo e todos passam a ser uma coisa só.



A experiência em 5 etapas

segunda-feira, dezembro 21st, 2015 278 views

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Fonte:  Jornal Libertação – Ano 30, n. 11, dezembro de 2015 

 

 

Modelo de EQM criado em 1980 por Kenneth Ring para facilitar o estudo do fenômeno. Os eventos nem sempre acontecem nesta sequência.

 

 

1) Sentimento de paz profunda. Ocorre em 60% dos casos.

 

2) Sensação de desprender-se do corpo físico e de fl utuar no ambiente ou no espaço sideral.

 

3) Viagem veloz por um túnel vazio e escuro.

 

4) Encontro com uma forte luz brilhante ao fi nal do túnel.

 

5) Entrada na luz. Em cerca de 10% dos casos, a pessoa relata entrar na luz do fi m do túnel, mas consciente de que há um limite e que, se ultrapassado, torna a morte irreversível.



Outros pesquisadores da EQM

segunda-feira, dezembro 21st, 2015 347 views

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Fonte:  Jornal Libertação – Ano 30, n. 11, dezembro de 2015

 

 

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Phyllis Atwater. Divulgação

 

 Phyllis M. H. Atwater iniciou seus estudos em 1978. É considerada uma das maiores autoridades no assunto e com maior casuística. A pesquisadora passou por três episódios de EQM. Foi a primeira autora a afirmar que a EQM modifica a fi siologia do cérebro, alterando sua estrutura e modificando, significativamente, os campos eletromagnéticos das pessoas.

 

 

 

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Bruce Greyson. Divulgação

 

Bruce Greyson, diretor da Divisão de Estudos da Percepção da Universidade de Virgínia, defende que as EQMs são confiáveis porque os relatos das testemunhas permanecem inalterados ao longo do tempo.

 

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Peter Fenwick. Divulgação

 

Peter Fenwick, médico e cirurgião inglês, membro do Royal College of Psychiatrists, consultor neuropsiquiátrico e neurofisiológico do Instituto de Psiquiatria de Londres, afirma que 10% dos pacientes com parada cardíaca têm EQM. Desses, 30% relatam ter uma experiência fora do corpo enquanto estão inconscientes e assistindo sua própria ressuscitação.

 

 

Photograph by © Dan Callister www.dancallister.com Dr. Sam Parnia, M.D., Ph.D. March 02, 2013 is a critical care physician and director of resuscitation research at the Stony Brook University School of Medicine. He is recognized as an authority on the scientific study of death, the human mindÐbrain relationship, and near-death experience. He spends time between UK hospitals and Stony Brook Medical Center, NY , where he is an Assistant Professor of Critical Care Medicine. He founded the Consciousness Research Group at the University of Southampton and is chairman of the Horizon Research Foundation. He is the author of best selling book Erasing Death: The Science That is Rewriting the Boundaries Between Life and Death  [Exclusive] [ Pictures] **© DAN CALLISTER. FEE MUST BE AGREED BEFORE USAGE.  ALL RIGHTS RESERVED**  Tel: +1 347 649 1755 Mob: +1 917 589 4976 E-mail: dan@dancallister.com Web:  www.dancallister.com 3149 41st St, #3rd Floor, Astoria, NY 11103 USA Photograph by © DAN CALLISTER  www.dancallister.com

Photograph by © Dan Callister www.dancallister.com 

Sam Parnia, cientista da Universidade de Southampton, na Grã-Bretanha, estudou dois mil casos de infarto em 15 hospitais do Reino Unido, EUA e Áustria. 39% dos sobreviventes relataram ter experimentado algum estado de consciência e 9% passou por EQMs.



Vestibular da Unesp cita Livro dos Espíritos

sexta-feira, dezembro 18th, 2015 420 views

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Por Rubens Toledo

Fonte: usesp.org.br

 

 

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O enunciado mencionou capacidades morais e intelectuais do homem,  especialmente as habilidades no campo da música

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Os vestibulandos da Unesp (Conhecimentos Específicos) depararam-se, no último domingo (15), com uma questão no mínimo surpreendente. O enunciado trazia dois textos para explicar as capacidades morais e intelectuais do homem — o conceito filosófico do inatismo –, especialmente as habilidades no campo da música. Um dos textos vinha de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec. O outro fora extraído de um artigo da revista Superinteressante, assinado por Nelson Jobim. O que explicaria o virtuosismo de alguns indivíduos?

 
Antes de mais nada, cabe destacar aqui a atualidade do pensamento espírita, capaz de confrontar a Ciência Oficial e apresentar resposta para questões complexas. A resposta dos Espíritos, com adaptações ao texto original, foi apresentada assim ao vestibulando:

 
“Não confundais o efeito com a causa. O Espírito tem sempre as capacidades que lhe são próprias; ora, não são os órgãos que produzem as capacidades, mas as capacidades que conduzem ao desenvolvimento dos órgãos. O Espírito, se encarnando, traz certas predisposições, admitindo-se, para cada uma, um órgão correspondente no cérebro. O desenvolvimento desses órgãos será um efeito e não uma causa. Se as capacidades se originassem nesses órgãos, o homem seria uma máquina sem livre-arbítrio e sem responsabilidade dos seus atos. Seria preciso admitir que os maiores gênios, sábios, poetas, artistas, não são gênios senão porque o acaso lhes deu órgãos especiais”.

 

 

Contrapondo a visão espírita, o examinador apresentou o artigo na Supeinteressante (“Um dom de Gênio”, maio de 2015), em que o autor cita pesquisa do neurologista alemão, Helmut Steinmetz, pesquisador da Universidade Henrich Heine, de Düsseldorf, que comparou cérebros de um grupo de 30 músicos com os de outros 30 que não se dedicavam à arte musical.

 
Na conclusão do cientista, o virtuosismo dos primeiros explicar-se-ia por um acentuado desenvolvimento do lobo temporal esquerdo (região do córtex cerebral onde são processados os sinais sonoros). “Nos músicos, esse tamanho pode ser duas vezes maior”, diz o texto.

 

 

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Resolução do Colégio Objetivo
Interessante notar também a resposta preparada pelos professores do Objetivo: “No texto de Kardec, codificador do Espiritismo, religião amplamente professada no Brasil, o Universo é visto como constituído de matéria e espírito. Essa concepção tem ressonância no pensamento de Platão e Descartes, considerados também pensadores dualistas. Assim, o corpo material é plasmado pelo Espirito que o encarna. A alma, entendida por Kardec como o espírito encarnado, é o portador de uma bagagem cultural e moral de existências passadas. conceito semelhante ao inatismo cartesiano e platônico, em que a razão humana é portadora e produtora de conhecimento humano.”

 

 

No artigo de Nelson Jobim, extraído da revista Superinteressante, a genialidade humana surge como produto de determinação biológica. “Tal concepção se aproximaria mais dos empiristas, para quem toda inteligência nasce como tábula rasa, e nesse caso poderíamos admitir que a genialidade resultaria do acaso. O que, na crítica de Kardec, ‘os maiores gênios, sábios, poetas e artistas não são gênios senão porque o acaso lhes deu órgãos especiais’”.

 

 

Como terão reagido os vestibulandos frente a essa questão? Na verdade, essa não foi a única a questionar temas filosóficos. O pensamento atualíssimo de Voltaire, o grande mestre do Iluminismo, também foi tema da questão que abordou, de forma implícita, as lutas étnicas e a ação de grupos extremistas. No texto de Voltaire, o pensador apresenta Deus não como uma divindade de um povo, de uma raça ou de uma nação, mas como o criador do Universo e pai de todos os homens. Uma visão, com certeza, coerente e compatível com o ensino trazido pelo Espiritismo.
Que os estudantes tenham tido um bom desempenho na prova. E levem para os bancos universitários o desejo de estudar mais a Doutrina Consoladora, que, com muita razão, foi considerado por alguns como uma faculdade que reúne todos os ramos do conhecimento humano.