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Para curar as doenças do corpo é preciso curar a alma

domingo, outubro 28th, 2018 149 views

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A Associação Médico-Espírita do Distrito Federal promoveu no último sábado, 27, o seminário Somatização das Emoções. A médica oncologista Katia Marabuco, presidente da AME do Piauí, falou sobre os problemas da alma  e sua relação direta com os transtornos mentais, com a ansiedade generalizada, depressão e outras doenças do corpo, como o câncer.

A presidente da AME do DF, Fabíola Lima, acredita que as pessoas estão começando a despertar para esse tema, diante do sofrimento que vêm passando, exatamente por não conhecerem as suas emoções e por não perceberem que elas influenciam a forma como o organismo físico e espiritual funciona. “A temática trazida para a casa espírita, dentro do paradigma médico-espírita, é importante para a pessoa entender que existe toda uma conexão e que hoje a ciência, com todo o seu avanço, tem trazido cada vez mais conhecimento, mostrando que nós somos aquilo que pensamos e, a partir daí, temos que procurar harmonizar os nossos sentimentos, os nossos pensamentos, para que possamos realmente ter uma saúde mais efetiva”, ressaltou Fabíola.

Já para a palestrante Katia Marabucco, falar sobre saúde mental é de extrema importância para a sociedade atual, que viven tempos difíceis, com a alma e o corpo adoecidos. “O limite entre a sanidade e a insanidade é muito sutil em face das mudanças da vida moderna e dos primórdios de maturidade espiritual que estamos alcançando. Faz-se necessária uma discussão ampla, educação e esclarecimento para que as pessoas conheçam as suas próprias dores, procurem ajuda, bem como os caminhos do tratamento para uma vida saudável e feliz, que é o grande objetivo de cada um de nós”, ressaltou.

A especialista explicou que 20% da população mundial sofre transtornos de somatização de emoções. Ela apresentou o perfil destes, chamados de somatizadores: maioria mulheres, com média de idade de 42,6 anos; 40% sofrem de depressão; 20 % apresentam transtorno do pânico e ansiedade. Disse, ainda, que 60% das consultas médicas desses pacientes não têm nenhuma causa orgânica, sendo as principais reclamações dores no peito, fadiga, tontura,  dor de cabeça, dor nas costas, falta de ar, insônia e dor abdominal.

Segundo Katia, todas as doenças, com raras exceções, têm fundo espiritual. Ela também relatou que, em diagnósticos de câncer, por exemplo, sempre se encontram mágoas, ressentimentos e perdas que não foram trabalhadas nos pacientes. “Se não descobrirmos as dores da alma, a medicina não avançará, pois se não curar a alma a doença sempre vai voltar”, alertou a oncologista.

A médica explicou que o autoconhecimento é vital para sabermos que somos responsáveis pela nossa saúde e para desenvolvermos uma conduta saudável para o futuro. Segundo ela, do mesmo jeito que escolhemos o alimento para o corpo físico, temos que escolher o alimento para o corpo espiritual. O que pensamos, sentimos, falamos e ouvimos tem o poder de fazer o bem ou o mal para nossa saúde. “Falamos muito sobre estresse e como as emoções influenciam na nossa saúde, mas precisamos saber como fazer para nos equilibrar. Da mesma forma que temos o estresse, podemos fazer o nosso próprio bem-estar”, disse ela.

Para administrar o estresse, controlar as emoções e não se tornar refém delas, Katia explicou que quando se tem um sentimento de tristeza, por exemplo, é preciso encará-lo. Segundo ela, por trás de toda emoção existe uma mensagem do inconsciente e, por isso, é muito importante ter o hábito de silenciar, orar e conversar consigo. E para se manter saudável, cultivar a calma e a paz, a especialista deu algumas dicas, tais como a prática de ioga, preces, natação, meditação e relaxamento, que liberam endorfina, nosso“analgésico interno” e substância responsável pelo bem-estar.

Katia Marabucco autografou na Livraria da Comunhão.

“Ninguém conhece mais sobre nós do que nós mesmos. É muito importante esse conhecimento. A espiritualidade é vital. Não se pode deixar pra depois. Em todas as idades a vida espiritual do ser precisa desabrochar”, finalizou Katia Marabuco.

Por Fernanda Pinheiro. Fotos de Vanessa Vieira.

Assista à íntegra do seminário:

 

 



A importância do sentido da vida na busca da saúde mental

domingo, outubro 28th, 2018 78 views

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Saúde mental e espiritualidade foi o tema que lotou o auditório Bezerra de Menezes, na Comunhão Espírita de Brasília, na noite de sábado, dia 27 de outubro, quando foi realizada a Mesa Redonda com a médica oncologista Kátia Marabucco, da Associação Médico-Espírita do Piauí, e a neuropsiquiatra Henriqueta Camarotti.  A mediação ficou por conta do apresentador Ricardo Honório.
 

Henriqueta  Camarotti iniciou o bate-papo fazendo a relação do tema saúde física, mental e emocional com a espiritualidade e a física quântica, além dessa ligação com valores sagrados dentro das religiões e filosofias. Ela explicou que tudo isso se reflete na qualidade de vida e na saúde. Segundo a psiquiatra, dedicar-se ao sagrado traz um efeito benéfico para a saúde. “É importante, no tratamento das questões emotivas, nos avaliarmos onde precisamos reorganizar a nossa vida. As pessoas  estão buscando o sentido da vida” explicou.

Katia Marabucco, por sua vez, contou que desde criança sonhava em  ser médica e cuidar das pessoas.  De acordo com a palestrante, 80% da saúde das pessoas  depende do estilo de vida, do meio ambiente em que vivem e de como se alimentam. Uma pequena parte cabe a fatores hereditários.

Para Kátia Marabucco, a maior ou menor moralidade do espírito é responsável por sua saúde mental. O aspecto moral, segundo ela,  deve ter início na educação familiar. A médica citou a importância das obras de André Luis para a medicina bio-psiquico-social.  Ao final, disse:  “Somos seres complexos e buscamos na familia as nossas referências com Deus”.

Por Ilka Oliveira. Fotos de Vanessa Vieira.
Assista à íntegra do evento no link abaixo:
https://www.youtube.com/watch?v=4TjOBjCxSFs&t=1082s



Mesa redonda sobre saúde mental e espiritualidade acontece neste sábado (27)

quinta-feira, outubro 25th, 2018 346 views

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Com a participação da neuropsiquiatra Henriqueta Camarotti e da médica oncologista Kátia Marabuco, a mesa redonda sobre saúde mental  e espiritualidade acontece neste sábado, dia 27 de outubro, às 19h30, na Comunhão Espírita de Brasília, na 604 Sul.

O evento será transmitido ao vivo pelo canal da Comunhão n YouTube.

 



AME faz seminário sobre somatização das emoções neste sábado (27)

quinta-feira, outubro 25th, 2018 614 views

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A Associação Médico-Espírita do DF promove dois eventos na Comunhão Espírita no próximo sábado, dia 27 de outubro. Às 15h, a médica oncologista Katia Marabuco, da AME-Piauí, faz duas palestras no auditório Bezerra de Menezes. A primeira tem como tema “Somatizações das emoções”, e a segunda “As emoções e o câncer”.

Já às 19h acontece a mesa redonda Saúde Mental e Espiritualidade, com a neuropsiquiatra Henriqueta Camarotti e a oncologista Kátia Marabuco. A mediação é do palestrante espírita Ricardo Honório. Na pauta, os panoramas científicos e espirituais sobre a saúde mental.

Ambos os eventos serão transmitidos ao vivo pelo canal da Comunhão no YouTube.



Buscar valores internos é a saída

terça-feira, outubro 23rd, 2018 75 views

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A segunda parte do 12º Seminário de Dependência Química, realizado pela Comunhão Espírita no dia 21 de outubro, foi conduzida por Janete Reis. Ela trabalha com dependentes químicos desde 1993 e participou da criação do Programa Renascer, da Comunhão, já expandido para 30 instituições espíritas em diversos estados do Brasil.

A palestrante falou sobre as dificuldades enfrentadas para o desenvolvimento do amor próprio. Isso ocorre, segundo Janete Reis, porque adotamos o olhar para fora de nós mesmos. “A exigência de valores materiais gera uma busca incessante por recursos externos, num ciclo vicioso com muitos conflitos internos”, disse.

Nesse ciclo surgem as dependências que já estão gravadas no nosso espírito. “Toda dependência é espiritual e temos que resolvê-la pensando como seres espirituais.  O começo de tudo é a aceitação, porque quem não se aceita não tem ponto de partida” acrescentou.

Com exposições gráficas, Janete pontuou as questões básicas que afligem o ser humano, sempre mostrando como mudar as pendências espirituais.

Em um dos quadros ela mostrou que só atraímos aquilo que precisamos aprender. E sugere uma reflexão: Qual a minha deficiência? Por que a deficiência do outro está mexendo comigo?

A partir daí, o caminho é educar o espírito por meio do conhecimento literário, da meditação, do autoconhecimento e manter-se nesse foco: aceitação como primeiro passo, reflexão para se reconhecer como espírito e mudar o modo de viver para fora, passando a ver os valores internos que todos ser humano traz consigo, também gravados no espírito.

Por Diva Ferreira.

Assista à íntegra da palestra no link abaixo:

 

 



Amor e compaixão marcam o 12º Seminário de Dependência Química

domingo, outubro 21st, 2018 112 views

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No dia 21 de outubro, a Diretoria de Atendimento e Orientação (DAO) da Comunhão Espírita de Brasília promoveu o 12º Seminário Dependência Química. Sob o tema central Amor que não se mede, os palestrantes Ênio Francisco da Silva e Janete Reis compartilharam seus conhecimentos e reflexões com famíliares e pessoas que enfrentam essa difícil realidade.

Na abertura do encontro, a palestrante espírita Andrea Rocha falou sobre o tema Amor que não se mede. Já a diretora da DAO, Evani Bueno, ressaltou a importância do encontro para mostrar “o que é esse amor que trazemos no coração em momentos de tamanha dificuldade e aflição durante a jornada da vida”.

O psicológo e palestrante espírita Enio Francisco da Silva iniciou a palestra convidando todos os participantes a se abraçarem com emoção. Ele explicou que o trabalho contra a dependência química não pode ficar apenas na teoria, que é preciso ser feito de alma para alma, “com muito calor humano”.

Ênio contou que foi dependente químico e deu o seu depoimento sobre como entrou em contato pela primeira vez com as drogas e enfrentou a dependência e o mundo do tráfico. Em 1990, fundou o grupo espírita Ajudantes Anônimos no Combate à Dependência Química (AJA), que auxilia  usuários de drogas e suas famílias.

Ele também publicou o livro Falando a Real, que conta suas experiências pessoais e de dependentes químicos que ele ajudou ao longo desse caminho (toda a renda adquirida com a venda da obra é revertida ao trabalho de prevenção da AJA).

O psicólogo explicou que a recuperação do dependente químico está totalmente associada à realidade social na qual se deu  início essa dependência, e que construir esse amor que ampara e sustenta passa por uma reestrutura familiar. “A mudança só acontecerá quando ocorrer uma mudança profunda e verdadeira no lar do dependente”, disse.

“Culturalmente a dependência química é vista como um caminho sem volta. Essa atitude de desespero fragiliza a família e a torna doente também – codependente. É preciso buscar ajuda especializada. É preciso afinar os olhares e estabelecer um projeto de recuperação dentro família”,  ressaltou o psicólogo.

O palestrante afirmou ainda que a cura está no do desenvolvimento das potencialidades íntimas latentes em cada um, despertando a essência Divina que é própria do ser humano, “Deus”.

Ele falou sobre a importância da busca do autoconhecimento, da conexão com nós mesmos, com Deus, para então ocorrer a desconexão com a doença. E lembrou que Allan Kardec, no Livro dos Espíritos, na questão 919, que questiona qual o meio prático mais eficaz que tem o homem de se melhorar nesta vida e de resistir à atração do mal, respondeu: “Conhece-te a ti mesmo”.

“Conhecemos muito sobre drogas, mas conhecemos pouco o ser humano. É preciso conhecer mais os nossos filhos e quem amamos. Não se pode rotular e confundir o ser humano com a droga. So se acaba com isso com muita compaixão e bondade, pacificado a própria alma”, disse o psicólogo.

Ênio afirmou que quando a Doutrina Espírita  entra na vida dos adictos os faz ver a vida de outra forma. Promove uma mudança de pensamentos e atitudes em relação à vida, e traz uma nova perspectiva de crença, de afeto e de amor.

Por fim, esclareceu que a dependência química é uma doença pluridimensional e deve-se considerar o psicológico, o social, o familiar e o espiritual.

Por Fernanda Pinheiro.

Assista à íntegra: