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Minuto DED: Por que os espíritas não fazem o sinal da cruz?

quarta-feira, março 27th, 2019 3.532 views

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O sinal da cruz é um ritual pertencente a grande parte das Igrejas cristãs. Ele simboliza a fé trinitária, ou seja, que Deus é um em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo.

Segundo a Doutrina Espírita, só há um Deus, que não possui outras personalidades. Jesus não é Deus, mas um Espírito de alta evolução que nos foi enviado como guia e modelo. Não há um único Espírito Santo, arauto de Deus, mas uma infinidade de Espíritos criados por Ele. Desta forma, não seria adequado a um espírita convicto utilizar um símbolo de uma fé que não professa.

Sendo um gesto ritual, também não convém utilizá-lo porque o Espiritismo não utiliza símbolos, como velas e amuletos, nem realiza cerimônias, como eucaristia e missas.

Conforme o Livro dos Espíritos, a adoração a Deus não necessita de manifestações exteriores porque a verdadeira adoração é a sincera, que vem do coração.(1) Ademais, ao ser perguntado se era útil iniciar as sessões espíritas com preces e atos exteriores de devoção, Kardec afirma que os Espíritos ensinam que é,”não apenas útil, mas necessário, rogar, por uma invocação especial, por uma espécie de prece, o concurso dos bons Espíritos. (…) Já o mesmo não se dá com os sinais exteriores de culto, pelos quais certos grupos crêem dever abrir suas sessões, e que têm mais de um inconveniente, a despeito da boa intenção com que são sugeridos.”

Apesar do sinal da cruz ser um ritual que os espíritas não utilizam em suas práticas, ele deve ser respeitado enquanto convicção íntima pois o Espiritismo respeita todas as crenças e reconhece como boas as preces de todos os cultos, quando ditas de coração. (3).
📖 Referências:
(1) O livro dos Espíritos questão 653
(2) Viagem Espírita em 1862. Instruções particulares dadas aos grupos em resposta a algumas questões propostas XI.
(3) O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXVIII, ítem 1.
Texto: Iara Paiva



Divaldo Franco: EU PROTESTO

sexta-feira, março 8th, 2019 1.414 views

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EU PROTESTO
#ArtigoDivaldoFranco – Professor, médium e conferencista

Lamentavelmente, a liberdade é uma conquista que nem todos os seres humanos compreendem. Alguns setores da sociedade confundem-na com a libertinagem, a permissão que lhes faculta o direito ao desrespeito a tudo quanto lhes perturba ou lhes impõe disciplina moral. Cada dia acompanhamos a perversão dos costumes e os atentados de vária ordem, utilizados insensatamente por esses libertinos escudados no direito que negam aos outros.

Não há muito, em nome da cultura, vimos exibir-se despido um homem no Museu de Arte Moderna de São Paulo, que se dispôs permitir-se apalpar por crianças em nome da liberdade. Outras exposições perversas foram apresentadas em Porto Alegre e em Belo Horizonte, em nome da arte, em espetáculos chulos e de baixo padrão moral, numa apresentação psicopatológica, exaltada pelos mesmos representantes do chamado progresso cultural. Há poucos dias, em São Paulo, no desfile do Carnaval, a Escola de Samba Gaviões da Fiel exibiu um quadro horripilante, ironizando Jesus, que era apresentado semidespido, surrado por Satanás, que o martirizava com um tridente, matando-O, enquanto caveiras sambavam em Sua volta. O espetáculo vulgar e agressivo mereceu a revolta de muitos foliões e pessoas outras que não puderam compreender a razão pela qual esse extraordinário vulto, considerado o maior da humanidade, cujo berço dividiu a História, naquela situação profundamente vexatória e agressiva não somente à Sua memória, assim como a todos aqueles que O respeitamos e cultuamos em nosso comportamento.

Com que direito esses sambistas arbitrários se permitiram denegrir a figura do Homem de Nazaré, respeitado mesmo por aqueles que não Lhe seguem as diretrizes filosóficas e religiosas? Esse comportamento viola todos os valores morais que a liberdade concede, naturalmente exigindo consideração ao direito dos outros. Sou espírita-cristão que aprendi com Ele a respeitar todas criaturas, credos e ateísmo, impositivos sociais e morais, não me podendo calar ante a afronta vil e zombeteira dos carnavalescos embriagados pelas paixões subalternas… Não é a primeira vez que a crueldade ateísta de alguns indivíduos tenta macular a figura incorruptível de Jesus. Incomodados com a grandeza e excelência dos Seus ensinamentos, que eles não têm valor moral para vivenciar, dominados por conflitos sexuais e de outra ordem, buscam desacreditar o incomparável pensador e Mestre, que vem iluminando a consciência da sociedade desde há dois mil anos.

Tem-se insistido em informar que Jesus era gay, em tentativa de diminuir-lhe a dignidade, e advogam, ao mesmo tempo, que os gays merecem todo respeito e consideração. Claro que os gays são credores de nosso respeito, pois que são pessoas normais e dignas, mas aqueles que assim procedem visam diminuir-Lhe o conceito de honradez, o que não deixa de ser um paradoxo. Espero que outros cristãos decididos apresentem a sua recusa e protesto a esses adversários da dignidade humana, demonstrando-lhes que as suas demências não servirão de modelo moral à sociedade em construção neste momento quando iniciamos uma Era Nova de justiça e amor. Jesus não é apenas um símbolo do Mundo melhor, mas o exemplo que e guia para a conquista da plenitude.

Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, de 7 de março de 2019.

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Jornal Libertação trata do tema da depressão

quarta-feira, agosto 29th, 2018 410 views

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A Assessoria de Comunicação da Comunhão Espírita acaba de lançar a edição de agosto do jornal Libertação. O tema do mês é Depressão.

A equipe de repórteres da Ascom foi em busca de especialistas e trabalhadores da Doutrina Espírita que passaram ou passam pelo transtorno e contam como lidar e superar a depressão.

O jornal Libertação é distribuido gratuitamente nas dependências da Comunhão Espírita, mas você pode lê-lo no link abaixo.

file:///C:/Users/Guest/Downloads/jornal_libertacao_agosto%20(1).pdf



Jornal Libertação traz reportagens sobre os mundos habitados

quarta-feira, maio 30th, 2018 394 views

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O Jornal Libertação, editado pela Assessoria de Comunicação da Comunhão Espírita de Brasília, traz em sua edição reportagens sobre o tema da pluralidade dos mundos habitados.

Confira as reportagens na edição completa. Baixe a edição em PDF no link abaixo.

http://www.comunhaoespirita.org.br/portal2/index.php/component/phocadownload/category/14-jornal-libertacao?download=440:libertacao-n-16



Divaldo Franco fala sobre liberdade de consciência

segunda-feira, março 12th, 2018 642 views

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“Um dos grandes desafios que a sociedade moderna tem enfrentado, entre outros mais graves, é aquele que diz respeito à liberdade de consciência e, por extensão, a de expressão e conduta. Todos somos livres para pensar, ninguém podendo conseguir impedir-nos desse admirável sentido da vida.

Graças às conquistas democráticas, podemos expender os nossos conceitos em decorrência do pensamento desde que não venhamos a ferir o direito alheio.

Entretanto, não são poucos aqueles que se tornaram vítimas dessa liberdade, ao apresentar as suas ideias à sociedade.
Sempre existem de plantão os cerceadores da liberdade dos outros, tentando cercear-lhes esse direito adquirido através dos séculos, quando as ideias apresentadas não obedecem aos seus padrões de pensamento e de conduta.

São proclamadores do direito deles e rudes atacam toda e qualquer expressão que não corresponde às suas paixões…

Fazem-se agressivos, voltando-se contra os idealistas e arrasando-os ou tentando fazê-lo.

Como os seus propósitos não são de iluminar consciências, partem para o ataque à pessoa e à sua conduta, assacando acusações mediante as quais os insultam e buscam manter intermináveis discussões nas quais exaltam as próprias qualidades, como se fossem os únicos que pensam e se apropriam de tudo que lhes deve passar pelo crivo da aceitação.

Na sua insânia acreditam que intimidam, quando procuram desmoralizar aqueles aos quais se opõem, arrogantes e temerários.

Não podendo discutir apenas no campo das ideias, perseguem os idealistas e estão sempre dispostos a sacrificar quem se encoraja a opinar livremente. Assim ocorre em todos os campos do pensamento.

Convém recordarmos que não se combatem ideias senão com outras superiores, e que toda vez quando um idealista é excruciado, o seu silêncio nobre, que resulta das convicções que mantém, mais desperta simpatia e credibilidade pela força do sentimento e a legitimidade do seu conteúdo.

Constitui um dever permitir a outrem o direito à liberdade que se desfruta, não lhe maldizendo o comportamento, muitas vezes sob a injunção da inveja e do despeito, travestidos de verdade e defesa do que abraçam.

Vale a pena repetirmos o pensamento de Voltaire, a respeito do tema, aliás, já muito conhecido: “Não estou de acordo com o que dizes, porém, defenderei com a minha vida o teu direito a expressá-lo.”

Os grandes líderes da humanidade pagaram esse pesado tributo, sofrendo a perseguição dos apaixonados, principalmente quando dominados por políticas arbitrárias que sempre perseguem aqueles que se lhes não aderem aos postulados partidários.

Vale, no entanto, ser livre, sem deixar-se afligir ou abater pelos seus perseguidores gratuitos.”

Divaldo Franco escreve quinta-feira, quinzenalmente.
Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, em 22/02/2018



Dia da Mulher, por Divaldo Franco

sexta-feira, março 9th, 2018 336 views

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Ao largo da História, exceção ao período matriarcal, a mulher veio sofrendo discriminação em face do domínio machista, de alguma forma inspirado no Velho Testamento, quando afirma que a mesma foi produzida numa costela arrancada de Adão.

Concluiu-se, erradamente, que a sua existência era consequência inevitável da dependência do homem.

A partir de então passou-se a acreditar que a mulher não tinha alma, tornando-a somente instrumento para a reprodução e o prazer masculino.

Mesmo o Apóstolo Paulo, rico de conhecimentos humanistas e teológicos, não se pode furtar de ser severo com o sexo feminino, discriminando-o de maneira rigorosa, confundindo hábitos sociais com impositivos espirituais.

No século XIX, quando as luzes do conhecimento já haviam estabelecido os direitos humanos, até hoje desrespeitados, tecelãs de New York resolveram protestar contra o excesso de horas de trabalho que lhes havia sido imposto, para que fosse diminuído. Esse gesto de justiça compreensível custou-lhes uma reação inesperada. Foram empurradas pela polícia a um barracão de madeira que logo foi incendiado, matando-as a todas impiedosamente.

Surgiram, então, as reações de algumas verdadeiras heroínas, que se puseram a proclamar os direitos que lhes eram negados. Iniciou-se nos Estados Unidos da América do Norte os pleitos em favor do voto feminino, assim como da sua candidatura a postos governamentais.

As lutas foram contínuas e começaram a surgir as primeiras e aparentemente insignificantes vitórias, porém de alto valor. Foram iniciados os primeiros encontros internacionais femininos e destacou-se a figura de Clara Zetkin, a grande feminista e socialista alemã, que logrou realizar uma verdadeira revolução em torno dos direitos da mulher.

Esses encontros dedicados à mulher, no dia 8 de março, reúnem na atualidade quase todos os países do mundo, estudando-se novos métodos de valorização e sentido dignificante.

A partir dos anos 60 do século passado, a libertação da mulher tornou-se uma realidade, embora ainda permaneçam injustiças lamentáveis, quais a diferença de salários, etc.

Nada obstante às grandiosas vitórias, pôde-se observar, nestes dias, a banalização do sexo, o feminismo desordenado, que vem adicionando aos valores habituais muitos dos vícios que antes pertenciam apenas aos homens.

De alguma forma, segmentos feministas reivindicam igualdade de conduta aos homens sempre concedidas, dando lugar a uma verdadeira masculinidade da mulher, com total desprezo pelos valores ético-morais que a devem caracterizar. Em consequência, a família e o lar em desagregação tornam-se responsáveis por muitos bolsões de violência e de vulgaridade da mulher.

Divaldo Franco
Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, em 08-03-2018.