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Artigo: Equilibrando e iluminando nossas sobras

segunda-feira, julho 17th, 2017 47 views

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Um breve história inicia nosso texto de hoje:

“Era uma vez uma mulher que era muito controladora. A famosa “control freak”, como dizem por aí. Ela conheceu uma expressão espiritual que muito a contentava e dedicou-se a iniciar a trilha do ‘Conhece-te a ti mesmo’. Estudava com devoção a vida de Jesus e, como serviço-aprendizado, secretariava um grupo de implantação do Evangelho no Lar de famílias que precisavam desta prática-luz em suas vidas. Atuava, também, nas visitas a essas casas. Aquilo lhe proporcionava imensa alegria!

Mesmo nesta trilha abençoada, ela ainda controlava tudo que podia à sua volta, e essa atitude começou a incomodar a si mesma e às pessoas em volta. Ficou tão angustiada com essa característica que decidiu mudar e fez uma prece fervorosa aos céus, pedindo do mais fundo do seu coração para que Deus arrancasse o controle dela. Terminou a prece em prantos sentidos.

Cinco minutos depois, já recomposta e voltando a si, foi abrir seus e-mails e viu a seguinte mensagem da dirigente de seu grupo espiritual à diretoria à qual se reportava: “Graças ao controle minucioso exercido pela nossa secretária, duplicamos o número de lares visitados pelo Evangelho de Jesus”.

Chocada e embevecida com a palavra direta de Deus, porque há horas em que Ele não manda sinais, mas sim, tortas na cara, ela caiu de joelhos, num pranto realmente forte e agradecido. ‘Sim, Pai, recebi a Sua mensagem’. Daquele dia em diante, ela começou verdadeiramente a compreender que tudo serve ao Amor. Absolutamente tudo.”

*QUEM ESTÁ A SERVIÇO DE QUEM?*

Esta história real revela a luz que existe na sombra. Basta equilibrar a sua expressão. Para ilustrar esta compreensão, recorremos à imagem de um botão de volume de som. Pensando ainda em termos de “controle”, se estiver no volume dez, ele realmente incomoda bastante. Seu ruído fica alto demais, e ele – o controle – passa a preponderar e a usar a pessoa em questão, e não o contrário. E, afinal, quem está a serviço de quem? Quem manda em quem?

Por outro lado, o volume zero de controle mostra outro extremo desta equação. Sem controle algum, como ficariam as contas, a dieta, a agenda, a vida profissional? Novamente vem a pergunta: quem está a serviço de quem? Quem manda em quem?

Haverá momentos em que o controle, ele mesmo, precisará estar no zero, outras horas no dez, no oito, no cinco. Cada seara com sua demanda.

Num relacionamento, diversos níveis precisam ser regulados e administrados. Mas, quanto à reação do outro, o controle precisa estar em que volume?

É o movimento entre o zero o dez, momento a momento, desenvolvendo a sintonia fina da auto-observação, da observação do outro e das dinâmicas das relações que nos traz consciência, despertamento e sabedoria.

*CONHECE-TE A TI MESMO E MODULA O VOLUME*

E assim é com diversas outras expressões de nosso ser. Mesmo a violência, a raiva, o medo. Todos são úteis em situações muito particulares da vida. Numa situação de perigo, por exemplo, tudo que precisamos ter é muita adrenalina correndo nas veias para saber direcionar e dar bom uso a estas expressões. Sendo coerentes sempre mediante as Leis Divinas e as da Terra. O equilíbrio é a chave de tudo.

Nesses dias, propus este exercício a uma criança. Pedi que citasse as três características que mais a incomodavam. Ela mencionou: ‘ser fofoqueira’, ‘encrenqueira’ e ‘mandona’. Fomos olhar mais de perto e vimos as luzes que se expressam nesses lugares.

A fofoqueira é a comunicativa no volume dez, com o foco desviado para fora.

A encrequeira é a justiça tomada de forma desvirtuada no volume 8, segundo a própria criança. E provoquei: “Mas o que seria de nós se as tropas americanas não fossem encrenqueiras o suficiente para ir pro front combater o nazismo?”.

A mandona tem uma pró-atividade “nível 9” que pode acessar grandes riquezas se aprender a ouvir mais e abrir-se às sugestões dos demais coleguinhas. E valorizar-se com seu movimento de liderança bem ordenado e equilibrado.

*A RIQUEZA QUE MORA NAS SOMBRAS*

Este é um exercício que só parece ingênuo, mas que se levado ao mais fundo do nosso ser pode ser um imenso acervo de tesouros. Nossas sombras têm um porquê de se expressarem exatamente como se expressam. E precisam ser vistas e olhadas exatamente como são. Sem enfeites, sem subterfúgios, sem filtros.

Vamos olhar mais além e conversar com elas: “Por que você está aí?”. Ela responde: “Bem, quando precisei controlar tudo à minha volta, foi porque me senti insegura por tanto tempo, num determinado período da minha vida, que precisei mesmo desenvolver este aspecto para me garantir sã e segura. E quer saber? Foi bom, foi útil, foi fundamental ter atravessado este lugar no volume 10 do controle. Sendo mais exata: foi o que me salvou!”

Reverenciar este esforço, no momento certo, da forma como foi, é o que faz nossas dores se aquietarem e se permitirem tomar um novo sentido.

Elas precisam de validação por um tempo: “tudo bem ser ciumento, você precisou disso”; “tudo bem ser raivosa, você precisou disso”; “tudo bem ser avarento, você precisou disso”. TUDO BEM!!!!!!!!!!!!!

*VALIDAÇÃO NECESSÁRIA ANTECEDE O NOVO MOVIMENTO*

No momento seguinte, validado, o aspecto em questão quer sair da sombra e mostrar seus contornos mais sagrados. Então, olhamos para ele, o aspecto-sombra, e convidamo-lo ao novo, falando conosco mesmos: “O aspecto-x agora está mandando em mim, que tal fazer uso dele e não me deixar ser tão usado? Os tempos são outros, não preciso mais tanto dessa defesa assim. Ela foi útil sim, e ainda é ou será em um ou outro momento mas, pelo menos por agora, pode tornar-se num instrumento a ser equilibrado e usufruído com sabedoria”.

Em seguida, vamos colocando cada coisa em seu lugar: “Cabe mesmo eu exigir isso de mim? Do outro? Eu já estou tão segura em dizer NÃO que já posso me permitir dizer SIM algumas vezes?”

Enfim, a inspiração e os passos seguintes nos chegam por meio das nossas relações mais próximas. De ouvir aqueles que mais reclamam de nós.

Os desequilíbrios nos mostram onde estamos com volume muito alto ou muito baixo. As portas fechadas em nossa cara indicam o que precisa ser visto. As perdas mais dolorosas são um mapa do tesouro.

A Vida se expressa por meio dos aprendizados, apontando claramente a direção a seguir para amar mais, confiar mais e se entregar mais.

Convido-me, momento a momento, a fazer bom uso deste botão do volume. Ver a luz que reside na sombra, nos excessos, nos extremos e equilibrar. “Pasito a pasito”, pode ser leve, pode ser doce.

(Daniela Migliari. Texto escrito em Brasília, 15 de julho de 2017).



Artigo: Campos vibracionais

sexta-feira, junho 9th, 2017 95 views

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*CAMPOS VIBRACIONAIS – Compreendendo a ‘água’ em que estamos mergulhados* –
(Tempo de leitura: 5 minutos)

Compreender a forma como ativamos o melhor ou o pior em nós e no outro, atuando sobre o campo vibracional, é quase como um peixe compreender a água em que está mergulhado.
A real noção dessa responsabilidade que temos sobre os nossos atos é tão gigante e intensa que, muitas vezes, não conseguimos encará-la. No entanto, se bem compreendida, ela pode ser leve, pode ser doce, pode ser vivida passo a passo. Quanto mais focada em cada pequena expressão de nosso ser, tão mais substancial e iluminada essa consciência será.

Para apreendermos um pouco dessa água em que estamos mergulhados, precisamos falar de comportamentos humanos culturalmente repassados, de geração em geração. Vamos a alguns deles:

– Para fazer valer quem somos precisamos nos sentir melhores do que o outro, desavisados de que, quanto melhor estiver o outro, melhor estaremos, posto que vivemos numa rede absolutamente interdependente.

– Em muitos momentos, ao sinal de qualquer contrariedade, sentimos, falamos, apontamos e esperamos o pior das pessoas. Seja de nós mesmos, do cônjuge, dos filhos, dos colegas com quem convivemos. Junto com a exclusão de cada um deles, empobrecemos.

– Ainda que interdependentes, cada um tem seu caminho único, exclusivo, específico a desbravar e criar. A cada interferência com intenção de controle ativo do resultado, estamos perdendo o foco (e a energia) da própria caminhada e atrapalhando ou despotencializando o caminhar do ser que nos julgamos no papel de exigir uma resposta à nossa maneira.

– Não conseguimos abraçar a sombra, os “aindas-em-aprendizado”. Então, projetamos para fora tudo aquilo que não abraçamos, integramos e conciliamos dentro.

– Agimos de um lugar de desconexão desta rede, nos conectando a um sentimento de insegurança. Desligados da Fonte, ou seja, da confiança de que existe uma Ordem Maior de Amor nos conduzindo, caímos na ilusão de que “precisamos estabelecer controle, ou tudo irá de mal a pior”.

– Assim, começamos a impor ao mundo a nossa forma pessoal de sentir, pensar e agir. Passamos a cobrar que as pessoas façam do nosso jeito, ou tudo pode dar errado.

Pode parecer cansativo, dual e incômodo reconhecer cada um desses lugares em nós… Eu sei. Mas nessas horas me convido à firmeza de persistir, pois é na sombra que estão nossos grandes aprendizados e potenciais de luz. Ao olhar para esses comportamentos e perscrutá-los com atenção e auto-amor, vamos mais além.

No contexto da ativação do melhor e do pior em nós e nos outros, conhecer esses mecanismos nos permite compreender a forma como estamos emaranhados com as pessoas que nos cercam, e como nosso campo pessoal atua sobre os deles.

*A ESCOLA DA CONVIVÊNCIA*

Certa vez, há muitos anos atrás, um amigo meu me disse: “Dani, estamos nesse mundão de Deus pra (gente) se relacionar (com as pessoas)”. Naquela época eu me senti muito mexida com essa frase, e ela nunca mais saiu de mim. Foi um momento de encontro com A Verdade, aquela que tanto nos toca e nos liberta.

Esses emaranhamentos, e cada um deles, são os instrumentos de que a professora Vida se serve para nos ensinar. Ao mesmo tempo que são mapa da mina, fiquemos atentos para que a gente use o tesouro e não o contrário. Quem manda em quem? Falo isso porque em muitos momentos nos deparamos com a imensa tentação de nos apegarmos aos “rolos”, nos vitimizarmos e ficarmos por ali, lambendo o chão das zonas estéreis das lamentações.

E conforme vamos nos dando conta do caminho do meio que existe entre conviver e invadir; entre estender a mão e aprisionar alguém, cobrando multas e juros em seguida; entre amar e exigir; vamos percebendo quanta riqueza temos a desenvolver em nossa própria história, e passamos a fluir e passear pelas pessoas com quem convivemos, com beleza, inteireza, admiração pelo tempo evolutivo de cada um. Enfim, com embevecimento pelos seus tempos e processos internos – sejam como sejam.

Desistimos de querer salvá-los ou apontar o melhor rumo a seguir. Num movimento de humildade, nos recolhemos tão somente ao nosso próprio – e suficiente – lugar. Tratamos de fazer o melhor de nossas vidas, deixando brilhar nossa própria luz que, como diz Mandela, é a melhor maneira de, inconscientemente, permitir que os outros façam o mesmo. Seguimos focados em amar e alegrar os caminhos por onde passamos. Espelhamo-nos uns aos outros, aprendemos com isso, mas estamos sempre focados naquilo que tão somente nos cabe.

*DESCOBRINDO A BELEZA DOS “AINDAS”*

Indulgência. Nesta palavra, em latim, estão os sufixos in-dulce – doçura dentro. Quando nos deparamos com algum aspecto em construção em nós e no outro, as “incapacidades-ainda”, podemos olhar também para o que já está lá. Ou seja, para a capacidade de florescer e de acertar.

Uma criança que ainda não aprendeu a andar tem em si todas as possibilidades de, amparada, poder dar um passo após o outro. Mas se os pais desistirem dela e disserem: “esta definitivamente não anda”, o esforço dela precisará ser ainda maior na vida. Os pais terão perdido a oportunidade preciosa de apostar nos “aindas” da criança. Precisamos ter calma e acreditar que nossos “aindas” serão, no tempo certo, novas realidades.

Para isso, o foco precisa estar na confiança de que a Vida que habita a todos, o Amor que de nós se serve, irá trazer as oportunidades perfeitas para que cada um, a seu tempo, floresça. Basta a gente não atrapalhar muito. E à medida que pudermos atuar no apoio dessas pessoas, não como um professor ou salvador, mas como alguém que está ao lado, incentivando, sendo belo em seu próprio caminhar e estimulando o outro a desenvolver seu próprio percurso, estaremos entregando o nosso melhor ao mundo.

Sou apaixonada pela palavra “ainda”, que sorvi da fonte de sabedoria de minha amada mamãe. Simplesmente porque o “ainda” guarda em si todas as potências do Amor em Movimento. É uma palavra que sugere: algo em mim (e no outro) está em curso e chegará lá! Simplesmente amo a liberdade, a fé e a confiança que esta palavra desperta em mim.

*CONVITE A MIM MESMA (E QUE TALVEZ POSSA SERVIR, TAMBÉM, A VOCÊ)*

Nesse lugar mais livre, permito-me olhar para meus processos com calma, com leveza, auto-amor, e assim fico mais forte e nutrida para olhar para cada um dos professores que a Vida nos traz. Os observo com calma, acolho suas necessidades, converso com eles num processo de profunda empatia.

Amparada pelo Evangelho de Jesus, convido-os a vivenciar – devagar – a Boa Nova e, juntos, vamos amadurecendo e ensaiando novos pensamentos, sentimentos, palavras, atitudes e hábitos.

Deste lugar, plena de auto-amor e indulgência por mim mesma, passo a ter isso para oferecer aos outros. Olhando-os com as mesmas posturas, ativo seus campos de florescimento, posto que há coerência interna em mim para tanto.

Explica-se, assim, o “como a ti mesmo” da regra de ouro de Jesus: “Ame ao próximo, COMO A TI MESMO”. O “fora” sempre nos estimula e instiga, mas ganha força dentro: ativando nosso próprio campo interior e, então, ativando o campo do outro da forma mais livre, bonita e consciente que pudermos expressar, momento a momento.

(Daniela Migliari, 26 de maio de 2017, num voo entre São Paulo e Brasília)

*TEXTO 5 DA SÉRIE*: _A alegria de co-criar o mundo com responsabilidade e amor_ – Uma reflexão sobre como ativamos o melhor e o pior em nós e nos outros.



Artigo: Arte Espírita

terça-feira, maio 16th, 2017 77 views

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A arte surgiu com a humanidade, segundo o filósofo grego Aristóteles, a arte de imitar faz parte do próprio homem, desde as cavernas o homem já fazia gestos, para se comunicar e usava o sangue dos animais, carvão, barro e outros materiais para fazer as pinturas rupestres em suas cavernas ilustrando assim os fatos do seu dia a dia. Já na Grécia a arte desabrochou na cultura e arquitetura através das belas esculturas, e monumentos. Contam as tradições, que foi o grego Téspis que inventou a arte de atuar, durante um ritual de homenagem ao Deus Grego Dionísio, ele assumiu a figura do deus do vinho usando uma máscara. Deu certo e ele começou a imitar outros deuses da Grécia, surge ai a arte dramática, o teatro. Na idade média a arte se volta para fins religiosos, é a arte cristã substituindo a arte pagã (politeísta), para ensinar aos fiéis o caminho da salvação. No séc. XII surgem os “autos”, ou peças religiosas, que tomam as praças públicas. No Brasil após o descobrimento sabe-se que o padre espanhol José de Anchieta, com a missão de evangelizar os índios, na companhia jesuítica, usou de teatro para educar, sendo o primeiro evangelizador a usar arte na educação no Brasil.

Percebemos assim que a arte sempre acompanhou a humanidade em todas as suas fases e como qualquer cultura sofreu a influência das épocas e sempre esteve ligada ao sentimento humano. Então uma boa definição de arte seria: expressão do sentimento humano. Mas qual a relação da arte com o Espiritismo?

O Espiritismo em seu tríplice aspecto: científico, filosófico e religioso é um dos que mais estuda o sentimento humano, sua psique, a forma de atuação do homem no seu meio, com ele mesmo e com o próximo.

O Espiritismo então, dá às artes um mar de recursos, como disse Allan Kardec em Obras Póstumas: “O conhecimento da realidade espiritual oferece um leque imenso de possibilidades criadoras aos artistas que buscam banhar-se nesse mar de recursos”, Aliás o termo arte espírita foi dito por Kardec pela primeira vez na Revista Espírita, edição de dez de 1860, quando ele indaga o Espírito Alfred de Musset, este termo não seria um novo estilo de arte, mas um movimento artístico com características mais voltadas para o amor, para a paz e com os conhecimentos espíritas da vida futura, reencarnação e mundo espiritual. Leon Denis, contemporâneo de Kardec define ainda melhor a arte espírita em seu livro “O espiritismo na Arte” mostrando que ela é a manifestação da beleza eterna e que essa beleza eterna é trabalhar os nossos sentimentos ao encontro do Criador. Muito mais que um entretenimento de tempo é hora da arte na casa espírita ser vista como uma ferramenta de evangelização e educação do ser, proporcionando através das emoções tocar as cordas vibráteis da alma. Seja com uma música, uma peça, um filme, uma pintura, uma dança fazendo-nos refletir com esclarecimento e consolo na Doutrina Espírita. A arte então com o Espiritismo tem uma relação de criar uma harmonia entre a ética e a estética.

por Cleiton de Freitas, (cleiton.cesom@gmail.com)

Pós-graduado em Produção Audiovisual

Artista espírita no campo do audiovisual/teatro e poesia.

Apresentador/diretor e produtor do Programa Arte Espírita da FEBTV.

Conheça mais o trabalho da arte espírita no site: www.artespirita.com.br



James Leininger – um dos casos de reencarnação mais convincentes

terça-feira, maio 2nd, 2017 126 views

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Vídeo: Deixai brilhar a vossa luz

terça-feira, maio 2nd, 2017 40 views

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Por Daniela Migliari.



Artigo de Divaldo Franco: Há setenta anos

quinta-feira, abril 20th, 2017 151 views

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No domingo, dia 2 de abril, o Teatro Municipal do Rio de Janeiro  abriu as suas portas e bela sede para apresentar um Seminário intitulado  Seja Feliz Hoje.

Inspirada a sua arquitetura no belíssimo edifício Ópera de Paris, o  acontecimento despertou o interesse da multidão de amantes das artes cênicas, atraindo em uma semana um público de 2.200 pessoas, ficando uma fila de mais de cem outras em espera, na expectativa de alguma desistência.

O Seminário era realizado em favor de uma veneranda instituição com sede na capital antiga da República, denominada Movimento de Amor ao Próximo, que se dedica a amparar crianças e pessoas socialmente desvalidas, promovendo-as e oferecendo-lhes amor e respeito.

A programação artística foi apresentada por músicas clássicas (piano, violino e canto) e logo após a apresentação do expositor e estudo do tema em foco.

O apresentador referiu-se a um jovem de 19 anos, que no dia 27 de março de 1947, na cidade de Aracaju (SE), de improviso pronunciou a sua primeira conferência a respeito do Espiritismo, sob a inspiração superior do mundo espiritual.

Havendo causado um impacto na época, o referido médium prosseguiu durante os últimos setenta anos divulgando mensagens de amor e paz, vivenciando os postulados da doutrina que lhe conduzia a existência, reunindo amigos e simpatizantes em torno do ideal e criando uma vasta obra social, homenageando Jesus, o Modelo e Guia da Humanidade.

O seu curriculum apresenta dados surpreendentes: criação de mais de uma centena de Instituições Espíritas dedicadas à educação das massas, escolas, lares, hospitais por mais de 2.000 cidades em 70 países que teve ocasião de percorrer.

O seu exemplo de dedicação e a sua alegria de viver, às vésperas de completar 90 anos de idade, convidava os ouvintes a reflexões profundas em torno do Evangelho de Jesus e da Sua ética existencial, demonstrando que a vontade, quando dirigida ao bem, é capaz de transformar sonhos muitos difíceis em realidade legítima.

Procedente de modesta família do interior do Estado da Bahia, sem formação universitária, havia elegido o amor como veículo de uma vida feliz e próspera em saúde e bênçãos, demonstrando que é possível vencer-se a violência através da ação passiva e dignificadora.

Na ocasião, para surpresa do expositor iniciava-se a filmagem de uma película narrando-lhe a existência, a fim de estimular outras pessoas à prática do bem, do dever e da irrestrita confiança em Deus…

Durante o período em que esteve realizando o Seminário, volveu ao passado e agradeceu a Deus, assim como aos seus Guias espirituais e amigos humanos, dominado pela emoção.

Ei-lo aqui agradecendo aos leitores pela sua gentileza e bondade.

Divaldo Franco escreve quinta-feira, quinzenalmente.
Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, em 06/04/2017