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Artigo: Arte Espírita

terça-feira, maio 16th, 2017 41 views

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A arte surgiu com a humanidade, segundo o filósofo grego Aristóteles, a arte de imitar faz parte do próprio homem, desde as cavernas o homem já fazia gestos, para se comunicar e usava o sangue dos animais, carvão, barro e outros materiais para fazer as pinturas rupestres em suas cavernas ilustrando assim os fatos do seu dia a dia. Já na Grécia a arte desabrochou na cultura e arquitetura através das belas esculturas, e monumentos. Contam as tradições, que foi o grego Téspis que inventou a arte de atuar, durante um ritual de homenagem ao Deus Grego Dionísio, ele assumiu a figura do deus do vinho usando uma máscara. Deu certo e ele começou a imitar outros deuses da Grécia, surge ai a arte dramática, o teatro. Na idade média a arte se volta para fins religiosos, é a arte cristã substituindo a arte pagã (politeísta), para ensinar aos fiéis o caminho da salvação. No séc. XII surgem os “autos”, ou peças religiosas, que tomam as praças públicas. No Brasil após o descobrimento sabe-se que o padre espanhol José de Anchieta, com a missão de evangelizar os índios, na companhia jesuítica, usou de teatro para educar, sendo o primeiro evangelizador a usar arte na educação no Brasil.

Percebemos assim que a arte sempre acompanhou a humanidade em todas as suas fases e como qualquer cultura sofreu a influência das épocas e sempre esteve ligada ao sentimento humano. Então uma boa definição de arte seria: expressão do sentimento humano. Mas qual a relação da arte com o Espiritismo?

O Espiritismo em seu tríplice aspecto: científico, filosófico e religioso é um dos que mais estuda o sentimento humano, sua psique, a forma de atuação do homem no seu meio, com ele mesmo e com o próximo.

O Espiritismo então, dá às artes um mar de recursos, como disse Allan Kardec em Obras Póstumas: “O conhecimento da realidade espiritual oferece um leque imenso de possibilidades criadoras aos artistas que buscam banhar-se nesse mar de recursos”, Aliás o termo arte espírita foi dito por Kardec pela primeira vez na Revista Espírita, edição de dez de 1860, quando ele indaga o Espírito Alfred de Musset, este termo não seria um novo estilo de arte, mas um movimento artístico com características mais voltadas para o amor, para a paz e com os conhecimentos espíritas da vida futura, reencarnação e mundo espiritual. Leon Denis, contemporâneo de Kardec define ainda melhor a arte espírita em seu livro “O espiritismo na Arte” mostrando que ela é a manifestação da beleza eterna e que essa beleza eterna é trabalhar os nossos sentimentos ao encontro do Criador. Muito mais que um entretenimento de tempo é hora da arte na casa espírita ser vista como uma ferramenta de evangelização e educação do ser, proporcionando através das emoções tocar as cordas vibráteis da alma. Seja com uma música, uma peça, um filme, uma pintura, uma dança fazendo-nos refletir com esclarecimento e consolo na Doutrina Espírita. A arte então com o Espiritismo tem uma relação de criar uma harmonia entre a ética e a estética.

por Cleiton de Freitas, (cleiton.cesom@gmail.com)

Pós-graduado em Produção Audiovisual

Artista espírita no campo do audiovisual/teatro e poesia.

Apresentador/diretor e produtor do Programa Arte Espírita da FEBTV.

Conheça mais o trabalho da arte espírita no site: www.artespirita.com.br



James Leininger – um dos casos de reencarnação mais convincentes

terça-feira, maio 2nd, 2017 80 views

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Vídeo: Deixai brilhar a vossa luz

terça-feira, maio 2nd, 2017 30 views

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Por Daniela Migliari.



Artigo de Divaldo Franco: Há setenta anos

quinta-feira, abril 20th, 2017 134 views

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No domingo, dia 2 de abril, o Teatro Municipal do Rio de Janeiro  abriu as suas portas e bela sede para apresentar um Seminário intitulado  Seja Feliz Hoje.

Inspirada a sua arquitetura no belíssimo edifício Ópera de Paris, o  acontecimento despertou o interesse da multidão de amantes das artes cênicas, atraindo em uma semana um público de 2.200 pessoas, ficando uma fila de mais de cem outras em espera, na expectativa de alguma desistência.

O Seminário era realizado em favor de uma veneranda instituição com sede na capital antiga da República, denominada Movimento de Amor ao Próximo, que se dedica a amparar crianças e pessoas socialmente desvalidas, promovendo-as e oferecendo-lhes amor e respeito.

A programação artística foi apresentada por músicas clássicas (piano, violino e canto) e logo após a apresentação do expositor e estudo do tema em foco.

O apresentador referiu-se a um jovem de 19 anos, que no dia 27 de março de 1947, na cidade de Aracaju (SE), de improviso pronunciou a sua primeira conferência a respeito do Espiritismo, sob a inspiração superior do mundo espiritual.

Havendo causado um impacto na época, o referido médium prosseguiu durante os últimos setenta anos divulgando mensagens de amor e paz, vivenciando os postulados da doutrina que lhe conduzia a existência, reunindo amigos e simpatizantes em torno do ideal e criando uma vasta obra social, homenageando Jesus, o Modelo e Guia da Humanidade.

O seu curriculum apresenta dados surpreendentes: criação de mais de uma centena de Instituições Espíritas dedicadas à educação das massas, escolas, lares, hospitais por mais de 2.000 cidades em 70 países que teve ocasião de percorrer.

O seu exemplo de dedicação e a sua alegria de viver, às vésperas de completar 90 anos de idade, convidava os ouvintes a reflexões profundas em torno do Evangelho de Jesus e da Sua ética existencial, demonstrando que a vontade, quando dirigida ao bem, é capaz de transformar sonhos muitos difíceis em realidade legítima.

Procedente de modesta família do interior do Estado da Bahia, sem formação universitária, havia elegido o amor como veículo de uma vida feliz e próspera em saúde e bênçãos, demonstrando que é possível vencer-se a violência através da ação passiva e dignificadora.

Na ocasião, para surpresa do expositor iniciava-se a filmagem de uma película narrando-lhe a existência, a fim de estimular outras pessoas à prática do bem, do dever e da irrestrita confiança em Deus…

Durante o período em que esteve realizando o Seminário, volveu ao passado e agradeceu a Deus, assim como aos seus Guias espirituais e amigos humanos, dominado pela emoção.

Ei-lo aqui agradecendo aos leitores pela sua gentileza e bondade.

Divaldo Franco escreve quinta-feira, quinzenalmente.
Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, em 06/04/2017



Artigo: Confiança no amor que nos habita

quarta-feira, abril 5th, 2017 83 views

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(Tempo de leitura: 7 minutos)

A necessidade de controle nasce da insegurança, do medo, e de toda sensação de ameaças que vivemos em nossas vidas.

Histórica e culturalmente, essa sensação é passada de geração em geração. Numa visão ainda mais ampla, na psicologia transpessoal, ela pode, até mesmo, vir de existências anteriores.

Quando convivemos com essa vibração por muito tempo, entramos num modus-operandi que não confia na existência de uma Sabedoria Maior, uma Força, uma Ordem que a tudo rege. Nesse lugar, nos distanciamos da realidade de que no Universo tudo tem um porquê, e que estamos mergulhados num oceano de bênçãos.

Não percebemos que, mesmo as circunstâncias mais doloridas, difíceis e adversas têm sua razão e função de ser. A gente corta a relação de confiança na Vida, e se desconecta da Fonte de Amor, que nos provê com abundância contínua. E, por outro lado, nos ligamos ao paradigma da escassez.

Na escassez, convivemos com a possibilidade constante de viver uma falta. É aí que surge a necessidade de controle, que encontra sua expressão mais intensa na busca de exercer e ter poder. E como podemos fazer o caminho inverso, de volta para casa?

A GRATIDÃO NOS RECONECTA COM A ABUNDÂNCIA

De pouco em pouco, momento a momento, reconhecemos na nossa própria vida os milagres, as bênçãos, e o quanto recebemos todos os dias. A gratidão é o grande mapa que nos leva de volta para casa, para os braços da abundância de Amor! Esse sentimento chega quando percebemos, com calma, que as coisas todas que acontecem, mesmo as piores, têm grande sentido em nossas vidas.

Compreendemos melhor depois que passa a tempestade, quando acabamos (quase) sempre reconhecendo que o que vivemos foi pra melhor, ou que, no mínimo, permanece um profundo aprendizado. Mesmo quando perdemos alguém que muito amamos, a força que nos salva dos braços da revolta é a gratidão pelos momentos vividos.

Nesse movimento, percebemos pistas de uma Força Maior regendo a tudo, e nos conduzindo por meio de aprendizados – ora leves e doces, ora pesados e doloridos. Mas todos sempre ensinam. Aos poucos, a gente se rende a essa certeza de que o Amor a tudo rege, especialmente nos momentos de maior dor.

Quando essa certeza chega, a fé se estabelece, posto que a fé é a certeza que a Ordem do Amor conduz nossas vidas. Nesse momento, a gente volta a se reconectar com a Fonte, pouco a pouco. Não é, no entanto, um passe de mágica: reconectou, resolveu! Não…

Essa conexão é algo a ser cultivado e exercitado, dia a dia. Nela, a gente se rende, descansa, e passa a confiar na Vida. Essa Vida que nos habita e que essencialmente habita TO-DOS: habita nossos pais, a esposa, o marido, os filhos, os amigos.

E quando a gente verdadeiramente confia na Luz que habita a todos, descobrimos e acessamos, um tanto mais, a essência do Namastê: Eu saúdo verdadeiramente o Deus, a Vida, a Sabedoria que habita todo ser humano com quem convivo. Especialmente o próximo mais próximo… ahá!!!!!!!!

SOBRE HUMILDADE E ENTREGA

Quando me comunico e me conecto com esse Amor que habita tudo, a relação fica fluida. Eu não questiono mais o tempo evolutivo do outro: eu percebo que se ele está vivendo uma determinada experiência, é porque lhe é importante.

Compreendo que existe uma Força Maior atuando nele – força esta que não precisa da minha interferência, das minhas dicas e dos meus conselhos. Nesse ato de humildade, coloco-me no meu lugar, importante e intransferível sim, mas igual ao de todos os demais.

Quando eu respeito o fato de que essa Força conduz a vida com total sabedoria e segurança, muito maior e melhor do que achamos que poderíamos fazer se a nós fosse dada essa possibilidade, eu vivo uma realização nova: acesso a HUMILDADE em mim, que entra no processo de mãos dadas com a ENTREGA.

Lembrando que Humildade é uma palavra que tem origem no latim: “húmus”, que significa “terra”, e “ilde” que significa “pés”. Aquele que tem os pés no chão. Ou seja, está nivelado, conectado com os demais, e já abandonou a defesa egóica de elevar-se sobre o outro em atitude de superioridade.

QUAL A NOSSA PARTE NISSO?

A nós, cabe conduzir a própria experiência, nos amando, observando os movimentos dos demais em silêncio. Emanando essa nova realidade num campo vibracional que, pode ter certeza, influencia muito mais os outros em torno, do que o modelo de interferência anterior.

E mais do que isso: quando confio na Luz que habita o outro, na Sabedoria que habita o outro, contribuo profundamente para o processo dele. Porque o olhar funciona como um fermento: onde está o foco, está o reforço. Assim é quando olho e foco na luz que a cada um habita.

Por outro lado, quando desconfio do processo do outro, e fico interferindo, dizendo a melhor forma de fazer, pra onde vai, o que fazer, como fazer… eu me coloco numa posição de superioridade! A posição de quem sabe melhor do que o outro, e que sabe melhor – até mesmo – do que a própria Vida, Luz e Amor que habita o outro. Nos arrogamos neste lugar, pela necessidade de exercer poder, que vem do medo e da insegurança da falta e da escassez.

Que esteja claro que não trato aqui do aconselhamento profissional e espiritual que, muitas vezes, salvam vidas. Refiro-me à atitude continuada e insistente de, nas relações pessoais, atuarmos com pesados níveis de interferência e projeção pessoal dos nossos próprios conflitos.

Isso é muito profundo. Isso não é fácil. Especialmente na relação com o próximo mais próximo: a gente fica sempre tentando influenciá-los, tentando dizer para eles o jeito melhor de ser.

Com os filhos então, isso é catastrófico e vem sendo repassado, a reboque, de geração em geração. E fato seja dito: somos todos produtos dessas construções individuais e coletivas.

FILHOS: APRENDIZADO TRIPLICADO

Enquanto pais, por termos a “licença poética” para interferir, e por um amor profundamente intenso (e bastante cego), a gente comete grandes impropérios na melhor das intenções.

Por amor (e uma profunda insegurança), transferimos para eles o que a gente acha que é mais correto, melhor aceito, mais seguro, que garante mais sucesso, maior aprovação dos outros, menos críticas, menos sofrimentos…

Porém, tais parâmetros derivam das nossas medidas pessoais – nunca das medidas dos filhos. Atropelamos o ser real que eles são, e projetamos neles nossas receitas de sucesso espiritual, social, profissional, financeiro, familiar e evolutivo.

Como pais que os amam profundamente, se pararmos para refletir um pouco, descobriremos rapidamente: tudo que um filho precisa é que a gente confie no Amor e na Luz que os habitam!

Podemos, sim, sempre, dar as diretivas necessárias: mostrar as regras da casa, as noções de convivência, de bem viver em sociedade, resumidas todas basicamente na regra de ouro de Jesus: “Ao próximo como a ti mesmo”. Ensinamos os pequenos a amar ao próximo como a si mesmo, sempre reforçando a importância de começar dentro esse amor e, então, transbordar.

Podemos até mesmo interferir e atropelar, mas que isso não se torne o padrão.

Confiando no Amor que os habita, eles encontram terra firme e segurança para florescer seu propósito individual. Uma conquista que só é entregue a peso de um profundo tesouro: a confiança na vida e o abrir mão da necessidade de controle e de poder.

Lembrando que essa necessidade não é maligna e maquiavélica por si só: ao contrário, nasce de uma falsa atitude de proteção que tem suas raízes no profundo terror que temos de confiar na grandeza da Vida.

Nesse sentido, repito a pergunta do texto 1 desta série: “É fundamental que nos questionemos: quero ser a mão que constrói algo novo, deixando-se guiar pelo Amor em Movimento? Ou quero ser a crítica cansada e descrente, que se entrega ao julgamento impotente e à estagnação?”

Não há meio termos, somente escolhas a fazer. Vamos juntos, momento a momento, refletir sobre isso e, assim, co-criar de forma mais elevada?

(Daniela Migliari. Brasília, 03 de abril de 2017)
Texto 2 da série: “A alegria de co-criar o mundo com responsabilidade e amor” – Uma reflexão sobre como ativamos, momento a momento, o melhor e o pior em nós e nos outros

PS – Dedico esse texto a Maximo Migliari, Rafaela, Noah e Theo, os grandes mestres dessa lição em mim. A vocês, todo meu amor e toda a minha gratidão