Notícias sobre: ‘Palestras’

Sonhos e Espiritismo: o que a Doutrina tem a nos dizer?

terça-feira, agosto 25th, 2020 133 views

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Neste sábado (22), a oradora, palestrante e trabalhadora da Comunhão Espírita de Brasília, Roberta Assis, falou acerca do entendimento da Doutrina Espírita sobre os sonhos, em mais uma transmissão ao vivo das palestras que têm sido veiculadas pelo canal da Comunhão no YouTube. Um assunto que desperta inquietações e dúvidas nas pessoas, Roberta abordou o tema com base no que ensina o “Livro dos espíritos” (da questão 400 a 412) e o livro “A imensidão dos sentidos”, de Francisco do Espírito Santo Neto, ditado pelo espírito Hammed, em seu capítulo “O simbolismo dos sonhos”.

Antes de adentrar a temática dos sonhos e para explicar o fenômeno do sono, a oradora espírita nos relembrou que somos espíritos encarnados. A partir da leitura da questão 401 do “Livro dos espíritos”, Roberta destacou que o sono é reparador necessário para o organismo, mas que o espírito não repousa com o corpo. Ao adormecer, há um afrouxamento dos laços fluídicos que prendem o espírito à matéria, o que consubstancia o fenômeno do que se chama de desdobramento. Não há um rompimento desses laços, dado que esta situação ocorre apenas com o desencarne. O espírito, sempre ativo, pode, assim, estabelecer relação mais direta com outros espíritos, estar em maior liberdade e entrar em contato com outras dimensões – dentro e fora dele mesmo.

Sendo assim, prosseguiu Roberta, “o desdobramento é natural como o respirar, mas nem todos guardamos consciência de quando nos encontramos nesse estado”. Encarnados, estamos submetidos ao “véu” do esquecimento. Em desdobramento, temos maior acesso ao patrimônio espiritual que somos. A questão 402 do “Livro dos espíritos” nos ensina que, quando em equilíbrio, nós podemos ir, ao dormir, aonde nossos profundos desejos querem nos levar. Podemos encontrar nossos mentores, estudar, prestar assistência junto às equipes espirituais. Entretanto, quando em desequilíbrio, essa busca por nossos desejos pode fazer com que estejamos atrás de situações que nos levam a um desequilíbrio ainda maior.

Ao encarnarmos, assumimos o compromisso de empreender esforços para a efetivação de nossa reforma íntima. O sono seria, então, uma oportunidade de darmos continuidade à melhoria de nós mesmos, dentro do que a palestrante chamou de compromisso integral com nosso processo de autoconhecimento. Ela nos convida a sermos honestos conosco e, antes de dormir, buscar o encontro com Deus, com nossos mentores, para que tenhamos, pelo sono, acesso a auxílio, a esclarecimentos, a luz e as equipes espirituais.

“Sonho é a lembrança do que o espírito viu durante o sono”, esclarece-nos Roberta. E, ao citar o espírito Hammed, acrescenta que “o ‘sonho’ pode ser definido como uma sucessão de imagens mais ou menos coerentes, que aparecem quando o indivíduo dorme. Sua análise pode ser um dos meios para se conhecer as porções superficiais ou profundas do inconsciente, dado que o sonho traz um ‘conteúdo manifesto’ (alegorias, emblemas, figuras, paisagens, pessoas) que, após uma interpretação de sua simbologia, se pode chegar ao que realmente interessa – o ‘conteúdo latente’ (sentimentos reprimidos, desejos, traumas, lembranças, vocações, etc.) ”.

E por que não nos lembramos sempre dos sonhos? Os espíritos, em resposta à questão 403 do “Livro dos espíritos”, esclarecem-nos de que os sonhos são vivências do espírito e, não, do corpo físico. Normalmente, os simbolismos de um sonho representam pontos chaves para que possamos acessar uma experiência espiritual muito mais ampla. Contudo, Assis nos adverte que a interpretação dos simbolismos de um sonho deve ser individual, porquanto reflete contextos vivenciados por cada indivíduo em sua singularidade. As respostas vêm em camadas, decorrentes de um esforço para a correta compreensão dos sonhos em meio a um diálogo interior, lembrando, sempre, de que se trata de mais uma faceta do processo de autoconhecimento.

“Graças ao sono, os espíritos encarnados estão sempre em relação com o mundo dos espíritos. (…) Quis Deus que, tendo de estar em contato com o vício, pudessem eles (espíritos superiores encarnados) ir retemperar-se na fonte do bem”, lecionam os espíritos ainda em resposta à questão 402. “É por isso que muitas vezes nós acordamos com estado de ânimo renovado”, sintetizou Roberta.

A oradora espírita ressaltou a importância de termos calma e abraçar o processo de interpretação dos sonhos com gentileza, sem ansiedade. Na letra “a” da questão 410, Kardec questiona os espíritos sobre a utilidade de sonharmos, uma vez que, muitas vezes, esquecemos das ideias e dos conselhos passados pelo sonho. E os espíritos contestam: “Essas ideias, em regra, mais dizem respeito ao mundo dos espíritos do que ao mundo corpóreo. Pouco importa que comumente o espírito a esqueça, quando unido ao corpo. Na ocasião oportuna, voltar-lhe-ão como inspiração de momento”.

“O essencial é lembrarmos de que somos espíritos – estamos encarnados, em uma condição transitória”, salientou Roberta Assis. “Que em nossos desdobramentos diários possamos continuar o processo de auto iluminação, pautado na caridade e no amor, e que nossos sonhos possam refletir a construção da paz em nós e entre nós”.

Gostou da palestra? Clique aqui e acesse a íntegra.

Por: Luciana Matsunaga

Revisão: Renata Caixeta



A importância da confiança em si mesmo

segunda-feira, agosto 24th, 2020 84 views

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Claudia Piva começou sua palestra lendo um trecho do livro “Coragem”, de Chico Xavier, falando sobre confiança recíproca. “Confiança em si mesmo” foi tema do encontro presencial na manhã da última quarta-feira (12) e transmitido para o canal da Comunhão no YouTube.

Emmanuel fala que a dúvida atua como uma sombra entre as necessidades de evolução das pessoas e o poder do Senhor. Cláudia explica que, diante dos grandes desafios que cada um traz para essa encarnação, o pré-requisito básico para vencer é a confiança em si mesmo.

A palestrante alerta que na sociedade é muito comentado que os desafios precisam ser vencidos imediatamente. “Principalmente a nossa juventude se afeta com isso. Se não consegue imediatamente alguma vitória ou alguma conquista, seja ela em que nível for, a pessoa desiste e não consegue ir para a frente”, conta.

Além disso, as críticas são grandes vilãs para a desistência. Cláudia diz que elas sempre vão existir para derrubar a confiança das pessoas e que nem todos vão conseguir se reerguer. “Se eu duvidar de mim, se eu não confiar em mim, eu não vou conseguir chegar à vitória”.

A falta de confiança em si mesmo também perturba o auxílio de Deus para cada um. De acordo com a palestrante, isso acontece porque essa negatividade acaba impedindo a pessoa de enxergar o trabalho da espiritualidade que vem para ajudar.

Por fim, Cláudia lembra que dias ruins existem, mas que Deus confia em cada um e que por isso é preciso confiar em si mesmo. “Não existe essa vitória que a mídia prega. É com muito esforço que as coisas acontecem e, principalmente, com muitas quedas. Mantenhamos a confiança, mesmo que em algum momento não consigamos acreditar em nós mesmos”, finaliza.

Gostou da palestra? Clique aqui e acesse a íntegra.

 

Por: Tarsila Braga

Revisão: Silmara Sundfeld



Mediunidade e sonhos são alguns dos temas das lives do final de semana

sexta-feira, agosto 21st, 2020 385 views

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A programação do final de semana da Comunhão tem diversas lives para trazer conhecimento, trocas de experiências, paz e consolo aos corações. Confira abaixo a agenda completa:

Sábado, às 17h: Pinga-Luz: escutar a espiritualidade, com Denizard de Souza.

Sábado, às 19h: Sonhos e Espiritismo será o tema da palestra de Roberta Assis.

Domingo, às 18h: Conversa com João Leal sobre Plumas ao vento.

Domingo, às 19h: Live do PADES.

Domingo, às 20h: Comunhão em Comunhão: Mediunidade, para quê?, com a convidada Germana Carsten e moderação de Bárbara Brito.

Anote na agenda e não perca!

Clique aqui para acessar nosso canal no YouTube. Inscreva-se e fique por dentro de toda programação da Comunhão.



PADES dá dicas de como perdoar na live de domingo

quinta-feira, agosto 20th, 2020 109 views

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Perdoar não é fácil, até mesmo para espíritos evoluídos. Para ilustrar isso, Hebert conta a dificuldade que o espírito Emmanuel teve para convencer Chico Xavier a perdoar a senhora que havia envenenado seu cão. “A mágoa já estava atrapalhando a mediunidade dele”.

O perdão foi tema da live deste domingo (16) do Programa de Acolhimento da Doutrina Espírita (PADES), apresentado por Enô de Souza e Hebert Tavares.

Mas como perdoar? Para Enô, “perdoar não é esquecer a ofensa, porque aquele fato te magoou, te trouxe sentimentos. É preciso lidar com eles”. Segundo ela, para perdoar é preciso ressignificar o que aconteceu. “Contar uma nova história da sua própria história”.

Ela dá o exemplo da traição no casamento. Você pode passar a vida remoendo o passado ou contar uma história diferente: “Nós éramos jovens. Eu não conseguia me colocar no meu casamento. Meu companheiro também não. Mas depois que isso aconteceu, nós nos aproximamos e hoje somos felizes”.

Para Enô, guardar mágoa e ressentimento é traço da imaturidade emocional. “É preciso desenvolver habilidades para expressar a mágoa e a raiva de forma resolutiva, sem perder o controle dos nossos sentimentos”, diz.

Mágoa, ressentimento, desgosto, tudo isso nos faz mal. Hebert lembra a frase do doutor Lair Ribeiro, segundo o qual “para cada minuto de raiva, você perde 60 segundos de felicidade” e outra, de Shakespeare, “a mágoa é um veneno que você toma para matar seu inimigo”.

Hebert lembra ainda do exemplo daquele que nos ensinou o perdão incondicional. “No auge da aflição, pregado na cruz, Jesus ainda teve a capacidade de pedir para o Pai para que perdoasse os ofensores porque eles não sabiam o que estavam fazendo”.

Segundo Enô, “às vezes ficar em silêncio e não devolver com a mesma agressividade pode parecer fraqueza, mas, por trás, pode estar uma grandeza moral, uma fortaleza espiritual que o outro não reconhece”.

Ela enumera pelo menos duas boas razões para perdoar. A primeira: “nós somos todos imperfeitos. Hoje foi o outro que errou e amanhã pode ser você. Você não espera o perdão e a compreensão do outro?” A segunda é que o peso da mágoa recai sobre você, e não sobre seu ofensor. Para Hebert, não é o ofensor que merece perdão, mas você mesmo. “O maior beneficiado é você. O outro vai ter o aprendizado dele. Mas o alívio é sentido por quem perdoa”.

Por fim, os dois se inspiraram em Augusto Cury para dar algumas dicas de bem viver: ligue sua mente no acerto, e não no erro; mude as pessoas ao seu redor, mudando a si mesmo; seja leve e relaxe.

Quer mais? Clique aqui e assista à live no YouTube da Comunhão.

O programa acontece ao vivo todos domingo, às 19h, e o vídeo fica disponível para você assistir quantas vezes quiser. Gostou? Quer trocar ideias com Enô e Hebert? Participe dos encontros virtuais pelo Zoom, às quintas-feiras e aos sábados. Mais informações podem ser obtidas aqui.

Lembre-se, “nós estamos aqui para crescer, não para sofrer. Então, que venham os aprendizados”, esse foi o lembrete da Enô. Aqui vai o do Hebert: “tudo que me aconteceu, vou recontar essa história, me tornou mais forte, melhor e agora estou pronto para seguir mais longe ainda”.

 

Texto: Rafael Araujo

Revisão: Silmara Sundfeld



A esperança é o que nos move

quarta-feira, agosto 12th, 2020 77 views

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Sentimento inexplicável que nos faz acreditar nos nossos sonhos. Essa é a esperança. Mesmo quando tudo indica o contrário, com ela, temos forças para tentar de novo, mesmo quando o mundo diz para desistir.

A palestra de Roberto Pinheiro, disponível no canal da Comunhão no YouTube, foi sobre esse tema. Para o orador, “esperança é criar expectativas positivas, pois não existe mal que dure para sempre. Não existe sofrimento que dure para sempre. Até os sentimentos mais difíceis são passageiros.”

Assim como a esperança, a fé e o amor são sentimentos que conduzem para o bem. “São inatos a nós, nascem conosco. Não são apenas frutos de um ensinamento. Deus nos criou com esses e outros atributos, como se fosse a marca de um pai em um filho”, disse.

Enganam-se aqueles que pensam na esperança como um lugar de espera. Ela é ação. A construção do que se deseja é de responsabilidade de cada um. “Nós que temos que construir nosso futuro. Podemos ler milhões de histórias bonitas de superação. Deus não dá uma cruz mais pesada do que a que podemos carregar. Jesus está no leme nos guiando e amparando”.

Por mais terrível que seja a dor, a esperança é a luz capaz de mostrar um caminho.

Assista a conversa completa:



Alberto Almeida: um dia é pouco para a gratidão e o amor que devemos aos pais

terça-feira, agosto 11th, 2020 72 views

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Em comemoração ao Dia dos Pais, o programa Comunhão em Comunhão convidou o médico e palestrante espírita Alberto Almeida, do centro paraense Jardim das Oliveiras, que foi entrevistado por Jefferson Bellomo, orador da Comunhão Espírita de Brasília. O tema do bate-papo foi A importância de um pai.

“Hoje é mais um dia dos pais”, iniciou Almeida, afirmando que a data deve ter sido criada por filhos ingratos, já que muitos não visitam os pais e aproveitam uma data especial para isso. “Um dia é muito pouco para reduzir o amor e a gratidão que temos pelos pais”, enfatizou. O médico sugere, nessa data, que reflitamos sobre o papel do pai em nossas vidas.

Bellomo referiu-se a duas canções que tratam da paternidade: “Pai”, de Fábio Júnior, que chama o pai de seu herói e seu bandido, e a de Sérgio Bittencourt, filho do músico Jacob do Bandolim, intitulada “Naquela mesa”, na qual ele diz que é fã de seu pai.

Alberto Almeida comentou a beleza das letras das canções, que trazem a ideia de relações conflituosas mas também de idealização do pai. “A maioria de nós coloca nosso pai num trono, numa figura idealizada, mas há lugar para os dois: o pai que se equivoca e o que acerta”, disse. Uma relação madura entre pais e filhos, segundo o palestrante, parte do entendimento de que não existe paternidade perfeita, mas que sempre merece o reconhecimento e a honra do filho.

Ao recordar a música da banda Legião Urbana “Pais e Filhos”, Bellomo citou a letra de Renato Russo, na qual ele afirma que vamos repetir os erros que apontamos nos pais. Alberto Almeida comentou que a repetição de padrão existe, sim, mas que, numa família madura, ela é saudável. “Introjetamos a figura dos pais, independente se são bons os ruins. A criança não tem um crivo e repete comportamentos, constrói crenças”, afirmou. Para ele, a grande contribuição do Espiritismo vem das pausas e análises que fazemos: o que vem de meus pais que eu não quero, e o que eu quero para minha vida. “Temos a chance de separar o joio do trigo, pegando o melhor dos nossos pais”, salientou.

Do ponto de vista terapêutico, diz Alberto Almeida, percebe-se que o adulto repete até comportamentos negativos e sem reflexão, como o alcoolismo, o machismo, a violência. “Não deveríamos repetir tudo, mas entrar num processo de reflexão e ficar vigilantes, quebrando condicionamentos, implementando modificações, antes de engessar o adulto que vamos ser”, ponderou.

Alberto Almeida respondeu a inúmeras perguntas dos internautas sobre temas que denotam os conflitos entre pais e filhos. Acompanhe a live completa no link abaixo.

Por Ana Cristina Sampaio

Revisão Silmara Sundfeld