Notícias sobre: ‘Palestras’

Rumo aos 60 anos: Palestra de José Carlos de Lucca abordará o tema atenção plena

sexta-feira, julho 10th, 2020 222 views

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No dia 16 de janeiro de 2021, a Comunhão Espírita celebrará seus 60 anos. Como forma de aquecimento para o grande marco, a partir deste mês de julho iniciaremos a contagem regressiva de 6 meses.

Serão publicações quinzenais com recortes da história dessa que é uma das maiores casas espíritas do mundo e palestras mensais com renomados nomes do movimento espírita.

A abertura do “Rumo aos 60 anos” terá palestra do orador e escritor José Carlos de Lucca no próximo domingo (12), às 18h, no canal da Comunhão no YouTube. O tema abordado será Atenção plena, a arte de viver o dia de hoje. Não perca!



Paternidade e maternidade são as maiores de todas as missões

quarta-feira, julho 8th, 2020 58 views

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“Família e parentela” foi o tema abordado por Terezinha de Jesus, na última quinta-feira (2), em uma live transmitida pelo canal da Comunhão Espírita de Brasília no YouTube.

Terezinha começou explicando o objetivo da encarnação. “Por que eu estou aqui neste mundo? Para quê eu fui criado? Qual o sentido da minha vida?”, questionou.

O objetivo da encarnação dos espíritos também foi um dos questionamentos de Allan Kardec no “Livro dos Espíritos”, capítulo 2. “A encarnação tem um objetivo mais amplo. Já a reencarnação é uma necessidade da alma, para que ela possa cada vez mais evoluir, se adiantar, aprender”, explanou Terezinha.

E é a reencarnação que fortalece os laços de família, pois as famílias são compostas por espíritos que estão entrelaçados pela semelhança. No entanto, Terezinha ressaltou que Deus permite que, nas famílias, ocorram encarnações de espíritos estranhos, com duplo objetivo: servir de prova para uns e de meio de progresso para outros.

“Nós vamos nos melhorando em contato com o outro. Por isso que a paternidade e a maternidade, naturalmente, são missões. As maiores de todas as missões. Não tem encarnação sem amparo de pai e de mãe”, acrescentou a palestrante.

Cada existência é como se fosse uma vida nova. Por isso, segundo Terezinha, os laços de família, os laços de consanguinidade, são sagrados. “Se estamos juntos é porque nós temos um compromisso de amor. Mesmo que tenhamos sido inimigos em outra existência, Jesus está ali convidando a nos lembrar ‘amai os vossos inimigos’”, ressaltou.

Por fim, a palestrante trouxe a explicação de Emmanuel sobre família e parentela, que se encontra no livro “Caminho, Verdade e Vida”, capítulo 62. A família é o símbolo dos laços eternos do amor, enquanto a parentela significa o “cadinho de lutas, por vezes acerbas, em que devemos diluir as imperfeições dos sentimentos, fundindo-os na liga divina do amor para a eternidade”.

Assim, a família não seria a parentela, mas a parentela deve se converter, mais tarde, nas santas expressões da família.

Gostou da palestra? Assista na íntegra:

 

Texto: Tarsila Braga

Revisão: Luciana Matsunaga



Live discutiu violência doméstica contra a mulher sob múltiplas abordagens

terça-feira, julho 7th, 2020 58 views

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A violência doméstica contra as mulheres, suas causas e consequências e como combatê-la foi o assunto discutido na live transmitida no domingo (28/6), às 20h, pelo canal da Comunhão no YouTube. Com o tema DeFEMda-se – A mulher em isolamento, a abordagem foi feita sob as perspectivas espírita, psicológica e jurídica.

Conduzido pelas jornalistas Waleska Maux e Isabel Carvalho, o debate contou com a participação das psicólogas Paula Uchôa e Marianna Braga, e da promotora de Justiça Gabriela Starling.

O encontro trouxe reflexões sobre uma dura realidade: o aumento dos casos de violência contra a mulher durante o isolamento social. Em alguns estados, como no Rio de Janeiro, esse crescimento chegou a 50%. Em 2016, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil já registrava a quinta maior taxa de feminicídios no mundo: 4,8 para 100 mil mulheres.

Durante a live, as profissionais responderam às perguntas das jornalistas e dos internautas que acompanhavam a transmissão ao vivo: Quais as causas da violência doméstica? Como combatê-la? Por que tantas mulheres permanecem em relacionamentos abusivos?

Responsabilidade coletiva 

A psicóloga Marianna Braga lembrou que a violência doméstica deve ser analisada no contexto histórico das sociedades patriarcais, nas quais o homem detém poder e privilégios, enquanto a mulher é tratada com inferioridade e é sujeita ao controle masculino.

“A reflexão não pode ser individualizada, pois a responsabilidade da violência contra a mulher é coletiva também”, observou Marianna. “Quando assumirmos nossos papeis, conseguiremos fazer mudanças estruturais, que irão proteger as mulheres e os homens igualmente, pois eles também tiveram uma educação rígida e limitada em questões de gênero e de expressão dos sentimentos”, destacou. “Essas limitações do homem se traduzem em opressão e em sofrimento para a mulher”.

Dependência e medo  

O medo e, em muitas situações, a dependência econômica são fatores que desencorajam as mulheres de denunciar os agressores.

De acordo com a psicóloga e trabalhadora espírita, Paula Uchôa, em muitas situações, a mulher também permanece na relação por acreditar que precisa “expiar” ou “resgatar” alguma situação mal resolvida em outras encarnações.  “Mas essa é uma visão equivocada.”

“Ninguém muda ninguém”

“Se a mulher está sofrendo, tem que pedir socorro mesmo. Amor não é para doer. Se está doendo, não é amor”, alertou Paula. Às vezes, a mulher fica na relação acreditando que o agressor vai mudar. “Ninguém consegue mudar ninguém. A mulher precisa olhar para dentro e perguntar: por que insisto nesse relacionamento? Em que ele está contribuindo para a minha vida?”

Essa reflexão é necessária, pois o agressor submete a mulher a vários tipos de violência: física, psicológica, sexual e patrimonial, esta última quando o agressor controla o dinheiro da mulher (mesmo que ele não trabalhe) e se apodera até mesmo dos documentos da vítima e dos filhos, para impedir que ela fuja ou que o denuncie.

Como se libertar

Para se libertar do relacionamento abusivo, a mulher precisa buscar apoio psicológico, psiquiátrico (quando necessário) e espiritual. Ter amigos de confiança para dividir o problema também é muito importante. Sob a ótica espiritual, Paula destacou a importância do perdão para que a mulher possa seguir a vida normalmente.

“Eu fui vítima de abuso sexual na infância. Hoje essa situação está muito bem resolvida dentro de mim, mas precisei trabalhar o perdão”, revelou Paula, enriquecendo a discussão com o próprio testemunho.

Políticas públicas 

Segundo a promotora Gabriela Starling, quando a mulher busca o Poder Judiciário é porque a situação chegou ao limite, com ameaças de morte ou mesmo tentativas de feminicídio. Apesar da gravidade, em cerca de 30% dos casos, as mulheres retomam o relacionamento abusivo e desistem de efetivar a denúncia.

“As autoridades precisam agir rapidamente para proteger as vítimas e impedir que elas desistam da denúncia”, alertou a promotora. Segundo ela, a violência contra a mulher precisa ser tratada sob a ótica dos direitos humanos e não apenas do ponto de vista criminal.

Campanha sinal vermelho

No dia 10 de junho deste ano, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) lançaram a campanha Sinal Vermelho para a Violência Doméstica. A ideia é mobilizar as redes de farmácia para ajudar as mulheres a dar o grito de socorro.

Paula explicou como funciona a campanha: a vítima desenha um “X” na mão (com batom, esmalte, tinta ou caneta de cor vermelha) e, ao entrar na farmácia, exibe o sinal para o atendente ou o farmacêutico. Nesse momento, o profissional aciona o número 180, da Central de Atendimento à Mulher. “A mulher não precisa falar nada. Ao ver o sinal na mão, o atendente ligará imediatamente para fazer a denúncia”, explicou Gabriela.

App Direitos Humanos Brasil

Além do Ligue 180, existem outros canais para denunciar violência contra a mulher: o Disque 100 (serviço de proteção aos Direitos Humanos), o 190 (da Polícia Militar) e o mais novo App Direitos Humanos Brasil, disponível para iPhones. A ferramenta gratuita é a nova plataforma digital do Disque 100 e do Ligue 180. No aplicativo, podem ser feitas denúncias anônimas sobre temas relacionados a direitos humanos e a família.

Clique aqui para assistir à live.

Texto: Arlinda Carvalho
Revisão: Luciana Matsunaga
Foto: CNJ



Vamos falar sobre aceitação?

segunda-feira, julho 6th, 2020 75 views

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Na noite desta quarta-feira (1º), Leila Parreira abordou o tema “aceitação” em uma live transmitida pelo canal da Comunhão Espírita de Brasília no YouTube. A partir de leituras e reflexões edificantes, a palestrante destacou a importância de desenvolvermos um modo de viver baseado na aceitação, em busca do próprio amparo e do amparo de nossos semelhantes.

Com origem no latim, aceitar significa admitir e concordar. Leila iniciou sua explanação fazendo menção aos ensinamentos presentes no livro “Renovando atitudes”, ditado por Hammed e psicografado por Francisco do Espírito Santo Neto, em seu capítulo “A arte da aceitação”. “Aceitar nossa realidade tal qual é representa um ato benéfico em nossa vida”, ensina o espírito Hammed.

Bem-aventurados os aflitos, consola o capítulo V do “Evangelho Segundo o Espiritismo”. A palestrante lembrou-nos de que nós escolhemos as provações desta vida para que possamos progredir. “A atitude da aceitação é quase sempre característica dos adultos serenos, firmes e equilibrados, à qual se soma o estímulo que possuem de senso de justiça, pois enxergam a vida através do prisma da eternidade”, ressaltou Leila ao citar Hammed.

Segundo Parreira, precisamos respeitar os mecanismos da vida. Em um primeiro momento, recusar as adversidades que chegam até nós pode ser benéfico. É um mecanismo de defesa. Entretanto, ao se prolongar, essa recusa acaba por impedir o nosso crescimento. Precisamos aprender a nos aceitar e essa aprendizagem é facilitada por processos de autoconhecimento. Ao olhar para nós mesmos, somos capazes de romper barreiras e de multiplicar os nossos dons — somos capazes de doar aquilo que temos em abundância.

A palestrante destacou a importância de aceitarmos não apenas nós mesmos, mas também aqueles que estão ao nosso redor nos diversos contextos sociais nos quais vivemos. “Senhor, concedei-me serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar, coragem para mudar aquelas que posso e sabedoria para que eu saiba a diferença”, Leila esclareceu-nos a partir da leitura da Prece da Serenidade.

Parreira fez menção à lei da destruição, presente na questão 728 de “O livro dos espíritos”, e assim nos mostrou que há um propósito em tudo o que acontece em nossas vidas. “Preciso é que tudo se destrua para renascer e se regenerar. Porque, o que chamais de destruição, não passa de transformação que tem por fim a renovação e o melhoramento dos seres vivos”, respondem os espíritos. Ao elencar alguns frutos da experiência de isolamento social provocada pela pandemia do novo coronavírus, Leila orientou-nos sobre os benefícios de se “descobrir qual a mensagem da vida, de se entender qual o propósito de tudo isso. O período faculta-nos a desaceleração, a interiorização para que, tecendo, nossa borboleta possa voar”.

Tudo é questão de receptividade e de coragem para o reencontro com nós mesmos. Hanna Wolff, em seu livro “Jesus psicoterapeuta”, esclarece-nos de que não há integração nem crescimento psíquico sem a receptividade. Acolher as lições da vida faz-nos crescer, desenvolver e ampliar nossas percepções e consciências. A receptividade criativa aliada à aceitação possibilita-nos renovação e frutificação.

Leila, então, ressaltou os ensinamentos de Chico Xavier ao citar que “o segredo é aceitar sem inquietação”. Deus jamais imporia peso superior ao que podemos carregar. Aceitar “é um ato de força interior”, a qual, em conjunto com a sabedoria e a humildade, mostra-nos uma forma lúcida de encarar a vida. A expansão de nossa consciência permite-nos ter uma atitude mais saudável diante da vida.

Ao recomendar a leitura da fábula “A galinha afetuosa”, presente no capítulo 34 do livro “Alvorada Cristã”, ditado pelo espírito Neio Lúcio e psicografado por Chico Xavier, Leila Parreira finalizou sua palestra com a leitura da “Prece de aceitação”, de Maria Dolores e de Chico Xavier: “(…) não me deixes a sós por onde vou… Se não posso, Jesus, ser bondade, socorro, paz e luz, toma-me o coração e, perdoando a minha imperfeição, esquece tudo o que meu sonho almeja e ensina-me, Senhor, com teu imenso amor, o que queres que eu seja”.

Gostou da palestra? Assista na íntegra:

 

Texto: Luciana Matsunaga

Revisão: Silmara Sundfeld



Você é uma pessoa melindrosa?

sábado, julho 4th, 2020 79 views

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Você é uma pessoa melindrosa? Não é problema ser melindroso. Afinal, todos estamos aqui para evoluir. Mas é importante perceber e trabalhar isso, já que o melindre é um estado espiritual que nos afasta do aprendizado e do crescimento.

É isso que nos ensinam Enô Souza e Hebert Tavares no Programa de Acolhimento da Doutrina Espírita (PADES) do último domingo, 28. Para essa palestra, eles se basearam no livro “Reforma íntima sem martírio”, de Ermance Dufaux, psicografado por Wanderley Oliveira.

Mas o que é melindre? Segundo Hebert, “é uma disposição para se ressentir e se ofender”. Ele explica que o melindroso é uma pessoa que tem muito escrúpulo, é muito delicada e suscetível à diferença de opinião ou de atitude que a molesta.

O melindre pode se manifestar de diversas formas, como o ressentimento, o escrúpulo e a susceptibilidade. Hebert explica que o ressentimento significa sentir de novo. “Aquele que te causou a moléstia, a ofensa já não está mais presente e a gente ainda continua sentindo”, completa.

“Uma pessoa que tem muito escrúpulo é aquela que tem muito medo de errar”, continua. A pessoa hesita diante da severidade do próprio julgamento. Já a susceptibilidade é a tendência para se sentir ofendido por coisas sem significância.

Enô ressalta que o melindroso acaba se enchendo de razões para esconder sua própria insegurança emocional. “Todos nós temos inseguranças emocionais”, explica. “Isso faz parte de um aprofundamento e melhoria de cada um. Agora, se encher de razão para evitar críticas, isso a gente precisa realmente tratar”.

De acordo com os estudos que fizeram sobre o melindre à luz da Doutrina Espírita, o orgulho está na raiz do melindre. “Como a pessoa que mais amo, que sou eu mesmo, pode ser contestada?”, pergunta Hebert.

Segundo ele, o melindre gera “reações no mundo íntimo”e os reflexos disso podem ser percebidos de diversas formas: pessimismo, infelicidade, desapontamento, animosidade, tristeza, rancor, etc. “Tudo o que o obsessor adora”, completa Enô.

Hebert usa a figura de um dique, um reservatório, para dar a dimensão do amor que sentimos por nós mesmos através do orgulho. Segundo ele, “só assim temos a capacidade de diminuir um pouco do volume desse amor por nós e direcionar para o próximo. E como chamamos isso?” Ele mesmo responde: “Humildade.”

Enô e Hebert encerram com dicas práticas de como combater o melindre. Entre outras, ressaltam a busca por instrução consoladora e dão dicas de leitura, como “Reforma íntima sem martírio”, já citado aqui, e “Prazer de viver”, também de Ermance Dufaux, psicografados por Wanderley Oliveira.

Quer saber mais dicas de como combater o melindre? Assista ao vídeo! E não perca as próximas edições. Marque na sua agenda: o programa acontece todos os domingos, às 19h, no canal da Comunhão Espírita no YouTube.

Texto: Rafael Silva de Araujo

Revisão: Silmara Sundfeld

 

 

 

 



Desafios do envelhecimento

quinta-feira, junho 25th, 2020 105 views

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Quem não quer ter vida longa? Todos querem. Mas, para isso, é preciso que a fase do envelhecimento chegue e são poucos os que lidam bem com essa realidade.

Nos anos de 1900, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expectativa de vida do homem era baixa: em torno dos 37 anos. Porém, o limite da força veio chegando cada vez mais tarde. O Livro dos Espíritos nos esclarece sobre a existência da lei da destruição.

De acordo com Márcia Sirotheau, em palestra realizada no canal da Comunhão no YouTube, o envelhecer não deixa de ser a destruição gradual do corpo físico. E, indagados por Kardec se esse fenômeno seria algo da natureza, os espíritos respondem que o envelhecimento não passa de uma transformação que tem, por fim, uma renovação em sentido amplo – uma renovação enquanto seres integrais. A cada transformação do corpo, o ser humano é convidado à transformação interior.

Do ponto de vista espírita, é necessário que se tenha em mente três percepções: a primeira é a imortalidade. A segunda é a necessidade de experimentar vivências para que se possa desenvolver potencialidades. Se a experiência fosse sempre igual às da juventude, não seria possível o despertar diante de outras situações. A terceira, por sua vez, é o livre arbítrio, colado à lei de causa e efeito.

Ao chegar na velhice “vamos perdendo um pouco da agilidade, tanto física como mental. Perdemos nossa independência, mas vamos conquistando outras coisas. É uma mudança de situação”, comenta Márcia. Segundo ela, nem sempre essa situação de fragilidade ou de maior dependência está ligada à velhice. Muita gente, ao longo da vida, experimenta contextos de intensa fragilidade física ou emocional, por múltiplas circunstâncias.

Márcia cita a médica geriatra dra. Ana Cláudia Quintana que, por meio de um vídeo, conta que o envelhecimento coloca o ser humano diante de duas grandes situações: a perda da autonomia e a perda da independência. Autonomia é a capacidade de tomar decisões e independência é a execução dessas decisões. Contudo, a palestrante destaca que o contexto do envelhecimento é, de certa forma, esperado pelas pessoas e que é necessário haver uma preparação para tal. “É nesse ponto que entra a questão do livre arbítrio”, diz Márcia. O ser humano precisa ter em mente que o livre arbítrio é a manifestação maravilhosa do amor de Deus em permitir escolher como envelhecer, não esquecendo, claro, da lei de causa e efeito. A vida é feita de escolhas. O tempo todo é preciso tomar decisões, que têm reflexos não só no agora, mas principalmente no futuro.

Márcia cita também, em sua palestra, pesquisa do médico psiquiatra e professor da Universidade de medicina em Harvard, Robert Waldinger. As vidas de jovens foram acompanhadas anualmente, em diversos aspectos, até o envelhecimento. A pesquisa, então, concluiu a importância do relacionamento interpessoal para se envelhecer bem. A dor física era exacerbada pela dor emocional daqueles que se sentiam solitários. “A conclusão é simples: bons relacionamentos nos mantêm mais felizes e mais saudáveis. Com base nisso, temos uma escolha. Olha o livre arbítrio entrando! Podemos escolher como nós queremos viver e envelhecer”, comenta Márcia.

De acordo com a palestrante, manter boas relações exige do ser humano e, como seres imperfeitos, há certa dificuldade nesse quesito. O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo 13, lembra que a caridade moral consiste ‘em vos suportardes uns aos outros…’, portanto há o desafio de exercitar a caridade moral para que saibamos envelhecer. Um dos exemplos que o Evangelho menciona é o de calar para poder ouvir, suportar uma palavra irônica. “Não nos incomodarmos tanto com as falhas alheias, pois também temos nossas inúmeras e complicadas falhas. Isso é saber viver”, conclui Márcia.

É importante ressaltar que, além da percepção da forma de se relacionar com o próprio envelhecimento, é necessário olhar com respeito, paciência e carinho para o envelhecimento do próximo. A cada contexto que a vida nos apresentar, é preciso ter no coração que tudo que acontece vem para o desenvolvimento maior.

Confira a palestra na íntegra:

Texto: Virgínia Bravim.

Revisão: Luciana Matsunaga.