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Mayse Braga: “Tínhamos a ilusão de que tudo ia bem”

terça-feira, agosto 4th, 2020 59 views

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A médium e oradora espírita Mayse Braga, que há 47 anos faz palestras na Comunhão Espírita de Brasília, retornou, pela primeira vez após a pandemia, com sua tradicional palestra no primeiro sábado do mês (1º/08), desta vez on-line.

Com o tema Verdades e Mentiras, Mayse deu início contando uma história de Jesus. O Mestre dormia recostado no discípulo João. Pedro conversava com os demais sobre como seria a vida deles após terem vivido tantas experiências. Tiago, por sua vez, questionou Pedro se, acaso, após todos os aprendizados vividos com Jesus, eles voltariam a viver a mesma vida de antes, pois seria impossível retornarem a seus lares para o mesmo cotidiano anterior, já que todos eles tiveram seus corações e vidas permanentemente transformados.

A oradora disse que a pandemia a faz recordar dessa história, pois acredita que novas verdades nos nortearão a alma após todas as lições do isolamento social. “Está difícil para todos nós, de uma forma ou de outra, especialmente para as 90 mil famílias cujos amores voltaram para o mundo espiritual, vítimas desse vírus que parece raciocinar. Não sairemos os mesmos depois que tudo isso passar”, garantiu.

Para Mayse, é preciso admitir quanto nos custou viver sem os abraços e beijos de quem amamos durante esse período, para que iniciemos o processo de cura de tudo o que estamos vivendo. Ela chamou a atenção para como a inconformidade, a descrença e os conflitos nos atrapalham a receber a ajuda espiritual que nos é endereçada. “Tínhamos a ilusão de que tudo ia bem, mas, de repente, todas as pessoas do mundo se viram absolutamente frágeis. Não importa como tudo começou, mas quando isso tudo vai acabar”, afirmou.

Diante desse panorama triste, Mayse enfatiza a necessidade de obtermos alegria com as pequenas coisas. “Tenho amigos que viraram maníacos da limpeza, outros estão estudando línguas, outros ainda se separaram. Mas também há muita gente corajosa que está levando ajuda a outros”. A médium questionou fortemente se permaneceremos na inatividade, vivenciando mentiras que não nos permitem avançar, e se seguiremos adiando atitudes de mudanças necessárias.

“A ilusão de Pedro nós com certeza não vamos ter, por que sabemos que precisamos ser outras pessoas. Tem que haver em nós a verdade de nossa alma, que sempre promete tanto realizar e quase nada realiza. Mas, desta vez, parece que algo nos une a todos”, enfatizou. Para Mayse, quando toda a humanidade tem que parar, é preciso olhar para o que estamos evitando encarar.

 

Assista à palestra completa:

Por: Ana Cristina Sampaio

Revisão: Silmara Sundfeld

 



Sobre a riqueza interior de cada um

segunda-feira, agosto 3rd, 2020 33 views

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Todos os dias somos convidados a ser melhores, a evoluir. A espiritualidade sugere que o homem sirva dentro dessa evolução e não fique apegado àquilo que já passou. Cada dia aprende-se coisas novas e elas ficam guardadas; logo, o dia seguinte será uma nova jornada de renovados aprendizados.

O Espírito Hammed, no livro “Um modo de entender − uma nova forma de viver”, psicografado por Francisco do Espírito Santo Neto, compara o Cosmo a um arquivo vivo, no qual o arquivo é o homem que vive dentro desse Cosmo. O arquivo seria um grande espaço que armazena obras-primas e o homem é a verdadeira obra-prima.

Em sua live, no canal da Comunhão no YouTube, a palestrante Ruth Daia faz um questionamento: “Nós somos muita coisa. Somos obras-primas. E por que a gente se desfaz tanto de nós, da nossa condição?”.

Em seguida, ela traz o argumento de Hammed: cada texto dessas obras-primas representa diversas experiências. Cada livro que é escrito é a experiência do autor. O autor criou ou viveu aquela condição que escreveu. O homem, por sua vez, é um livro cheio de textos/experiências de múltiplas reencarnações.

O fato de cada ser humano ser um “livro” faz com que seja único em suas experiências ímpares e selado pela maior divindade, que é Deus. “Deus não ia fazer nada mais ou menos. Ele nos fez um livro perfeito com a característica de que cada um é um, então quantos bilhões de livros temos aqui na Terra? E a gente ainda acha que não somos nada?”, diz Ruth.

Nos momentos difíceis nos quais o homem tem crises existenciais, é importante que ele consiga fazer uma leitura de si próprio e, a partir daí, expressar-se diante do mundo usando aquilo que é. O que muito acontece é que, quando o homem não se valoriza como criação Divina, acaba pegando “carona” com o outro, e o outro tem um outro contexto, o outro tem outras experiências.

“Vamos tomar cuidado para a gente não ler o livro do outro ao invés de ler o nosso livro. Quando eu não me leio, quando eu não exercito a minha leitura, eu só fico na capa e a capa agrada muita gente. No entanto, quando alguém vai fazer a leitura, não encontra conteúdo”, alerta Ruth.

A Divindade é tão grandiosa que permite ao homem começar de novo com um conteúdo mais glorioso, melhor, mais humano. De acordo com o Espírito Hammed, só nos pertence aquilo que interpretamos. Enquanto o homem estiver neste planeta, é importante que tenha consciência da sua originalidade para que escreva sua história acrescentando coisas melhores, fazendo diferente, crescendo, modificando-se.

“Vamos reter apenas aquilo que nós vivemos nas nossas experiências. O que eu não experimentei eu não sei”, enfatiza a palestrante. É necessário que o ser humano experimente as coisas para que crie experiência. “Imagina eu sair daqui sem experimentar nada?”, diz Daia — experimentar o perdão, a resignação, a tolerância, a experiência da perda para tirar coisas boas nessa construção.

Ruth ressalta ainda que não saber fazer a própria leitura, isto é, se o ser humano não se conhece, ele não saberá escolher as pessoas que irão ficar junto dele. “Para nos relacionarmos, é necessário que tenhamos a capacidade de entender o conteúdo do outro”, acrescenta. O corpo/casa pode envelhecer, pode sofrer danos, mas o conteúdo que ali foi retido fica para sempre.

“Vamos ter a habilidade de silenciar a mente, entrar na essência das coisas para escolhermos o livro que nos leve a uma maior reflexão, tomar posse da biblioteca viva que existe dentro de nós”, finaliza a palestrante Ruth Daia.

Por: Virginia Bravim

Revisão: Silmara Sundfeld



Final de semana terá palestra inédita de Mayse Braga e muito mais

sexta-feira, julho 31st, 2020 659 views

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No final de semana, teremos Mayse Braga, Jeferson Bellomo e Simão Pedro no canal da Comunhão no YouTube.

Confira abaixo os temas, dias e horários:

Sábado, às 17h: Reprise do Cantando a Doutrina com a banda Nova Luz;

Sábado, às 19h: Palestra inédita de Mayse Braga sobre verdades e mentiras;

Domingo, às 18h: Quando chega a despedida é o tema da conversa com Jeferson Bellomo;

Domingo, às 19h: Live do PADES;

Domingo, às 20h: Comunhão em Comunhão: Regeneração planetária, com o convidado Simão Pedro e moderador Ricardo Honório.

Anote na agenda e não perca!

Clique aqui para acessar nosso canal no YouTube. Inscreva-se e fique por dentro de toda programação da Comunhão.

 



Mensagem do dia: Livre-se do mal e do homem que diz coisas perversas

quinta-feira, julho 30th, 2020 96 views

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“Comungue com amor em todas as suas nuances, sem esmorecer com as tempestades que por vezes venham ao seu encontro”. Fazer o bem é o caminho para livrar-se do mal.

Toda semana, mensagens de cinco minutos que trazem paz, conforto e serenidade para a alma nos nossos dias de tribulação. A Voz do Coração é um projeto criado por Caio Brasil e produzido pela Comunhão Espírita de Brasília.



Geraldo Campetti: qual nosso comportamento diante da política?

quinta-feira, julho 30th, 2020 34 views

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Momentos de polarização política, discursos de ódio nas redes sociais, brigas entre amigos e familiares por divisões partidárias, muitos conflitos advindos de visões políticas antagônicas. Esse momento vivido por brasileiros e, por que não dizer, por muitas outras sociedades, merece um olhar atento sobre nosso comportamento diante da política.

Para tratar desse tema complexo mas fundamental nos dias de hoje, o Papo Espírita convidou o vice-presidente da FEB Geraldo Campetti. Para o orador espírita, o respeito ao livre arbítrio e à opinião contrária, o não julgamento diante da discordância política e a postura de aprendizagem diante da vida precisam ser desenvolvidos  em nossas atitudes. “Não podemos impor nosso ponto de vista. Não somos donos da verdade. A verdade absoluta vem de Deus, mas a nossa percepção da verdade é relativa, por isso a revelação da verdade é gradativa”, afirma, ao referir-se ao confronto e ao julgamento implacável que fazemos diante de posições partidárias contrárias à nossa.

Ele também trata da omissão diante das ilegalidades que presenciamos, da posição espírita frente à política partidária, do impacto das turbulências sociais e políticas no exercício da mediunidade, da divulgação de fake news, e da construção do equilíbrio, do bom senso e do discernimento como seres sociais que somos.

Acompanhe a íntegra do programa no link abaixo.



“A fé tem que ser raciocinada. Eu tenho que compreender para crer”, afirma Roberto Pinheiro

quinta-feira, julho 30th, 2020 69 views

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Com a oração “Tarde te amei”, de Santo Agostinho, Roberto Pinheiro começou a falar sobre a fé e como esse encontro com Deus é tardio para tantas pessoas. Sua palestra foi transmitida pelo YouTube da Comunhão Espírita na última quinta-feira (23).

De acordo com Pinheiro, os pais passam para os filhos muitos costumes e crenças que vão sendo assimilados na infância. “A partir da nossa adolescência, começamos a questionar as coisas e muitas vezes não concordamos em como aquilo nos foi dado”, diz, ao explicar que, no caso da religião, as pessoas muitas vezes foram conduzidas sem maiores explicações e esclarecimentos.

Mas o que é a fé? O palestrante esclarece que ela é um sentimento de total confiança na revelação de uma religião e também em Deus. “Não tem uma natureza lógica, mas constitui uma natureza moral, que tem por base fundamentos pessoais”, acrescenta Pinheiro.

Ele destaca que muitas pessoas acreditam em Deus, mas, quando voltam o olhar para uma outra parte da crença, ficam em dúvida. “Qual a razão para as desigualdades e para o sofrimento humanos?”, questiona.

Muitas explicações estão na Doutrina Espírita e foram trazidas ao conhecimento conforme a capacidade de entendimento da humanidade. Pinheiro lembra que a primeira revelação foi dada por Moisés, com os Dez Mandamentos; a segunda foi com a vinda de Jesus; e a terceira veio com o lançamento do Livros dos Espíritos.

Mas, para se conectar com Deus, a prece é o caminho direto. No entanto, alerta Pinheiro, não é justo procurar o Pai somente quando se precisa de alguma ajuda e, no restante do tempo, nem lembrar que Ele existe.

Então, como é possível desenvolver a fé? “A fé tem que ser raciocinada. Eu tenho que compreender para crer”, frisa o palestrante. Por isso, a relação com Deus tem diferentes formas de se iniciar. Pinheiro explica que uma delas é pela educação e a outra é pela experiência íntima e pessoal.

“A fé nos exige um testemunho maior, principalmente nas horas de tormentos e grandes sofrimentos. Nós vivemos em um mundo de provas e expiações, onde o sofrimento ainda predomina e é consequência do nosso livre-arbítrio”, completa.

Por fim, o palestrante conta que a fé se desenvolve ao longo do tempo, ao longo de várias existências. Mas não se pode ficar acomodado e deixar de buscar respostas, pois a dúvida leva a uma estagnação evolutiva ou retrocesso. “A dúvida não anula a fé. Ela é um estágio. Ninguém pode crer naquilo que não entende. Por isso, é necessário buscar a superação”, finaliza o palestrante.

Gostou da palestra? Acesse a íntegra no link:

 

Texto: Tarsila Braga

Revisão: Silmara Sundfeld