Notícias sobre: ‘Psicografias’

Pátria Brasileira! (Mensagem do espírito de Deodoro da Fonseca)

quinta-feira, junho 1st, 2017 308 views

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Abençoada pela fulgurante luz das estrelas do Cruzeiro do Sul, estás programada pelo Senhor da Vida para que sejas, em futuro não distante, o centro de irradiação do Evangelho restaurado.

Enquanto a humanidade sofre a noite terrível que se abate sobre a Terra, e tu experimentas, solo verdejante, a sombra dominadora do descalabro moral dos homens, na Consciência Cósmica que te gerou, estão definidos os desafios e rumos para que logres as tuas conquistas em futuro próximo.

Dormem, nas montanhas em que te apóias e na intimidade das águas oceânicas do Atlântico, que te banha de norte a sul, tesouros inimagináveis que te destacarão mais tarde do concerto econômico das grandes nações.

Embora a conspiração deste momento contra as tuas matas grandiosas, sobreviverás às ambições desconcertantes de madeireiros, pecuaristas e agricultores desalmados, e dos conciliábulos nefandos que lutam pela destruição da tua Amazônia, que permanecerá como último pulmão da Terra, sustentando a sociedade que hoje se encontra sem rumo.

Padeces, na conjuntura atual, a sistemática desagregação dos valores ético-morais, políticos e emocionais, os mesmos que abalam o mundo, mas esses transitórios violadores do dever passarão, enquanto persistirá a tua destinação histórica.Pátria do porvir!

Conseguiste libertar-se da mancha cruel da escravidão em etapas contínuas, que culminaram no gesto audaz da tua filha, que não teve pejo de, na ausência do pai, pôr fim ao abuso da exploração impiedosa do negro, também teu filho, no eito terrível e hediondo da perversidade.

Logo depois, já livre do jugo da pátria-mãe que te humilhava, pondo-te em subalterna situação, aspiraste por vôos mais altos, que um dia se transformaram em liberdades democráticas que sorriam para ti, e o teu pavilhão verde, azul e amarelo tremulou, numa república, que a partir de então podia compartilhar do banquete internacional realizado pelos povos livres da Terra.

É certo que ainda estertoras, neste momento de desafios, quando a cultura cambaleia, a ética desfalece, a moral se perverte e os direitos humanos esquecidos são postos à margem pelos dominadores ignorantes de um dia.

Tu, porém, sobreviverás a toda essa desdita, Brasil!

Compreende, neste momento, a desenfreada manobra dos manipuladores da opinião pública e a daqueles que te dilapidam os valores, transferindo-os para os paraísos fiscais da ignomínia e da insensatez, porque esse hediondo crime contra tua economia e os milhões de vidas, será de duração efêmera. Eles morrerão deixando tudo em contas secretas, em aplicações de que jamais se utilizarão….

Enquanto isso ocorre, gemem no teu solo os filhos da miséria, ocultos nos escombros do abandono.

As tuas vielas, ruas e avenidas nos pequenos burgos do interior, nas metrópoles, vêem e sofrem inermes, a desenfreada correria da violência que se atrela ao selvagem potro da morte, dizimando vidas, taladas em pleno alvorecer.

Paga, porém, em paciência e compaixão o preço da tua destinação histórica, na tua condição de futura pátria da paz e do Evangelho de Jesus.

Isto passará, e logo depois da noite sombria, uma aurora de esperanças irá colocar-te no lugar que está reservado, quando poderás oferecer lições de misericórdia e de solidariedade ao mundo que não perdoa, tu que apresentas em forma de um grande coração simbolizando a afabilidade e a doçura.

Oro por ti, Brasil, e por vós, brasileiras e brasileiros, na condição de filho que também sou da terra iluminada pela constelação do Cruzeiro do Sul.

Deodoro (*)

 

(Mensagem psicofônica recebida pelo médium Dilvado Pereira Franco, na sessão da noite de 16 de novembro de 2005, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia)

(*) Marechal Deodoro da Fonseca.

Fonte: FEB



Mensagem de Dr. Bezerra no Congresso Mundial, através de Divaldo Franco

segunda-feira, outubro 10th, 2016 615 views

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“Deveremos convertermo-nos em chamas vivas para que nunca mais haja escuridão na Terra. É necessário que o nosso amor se transforme em esperança e alegria.

Há tanta dor esperando por nós, tantas lágrimas a enxugar, tanto sofrimento, que temos vergonha de ser felizes.  Espíritas, meus filhos, transformai as lições profundas da Codificação espírita numa diretriz de segurança, para encontrar lhes a plenitude.

Nós, aqueles que atravessamos o portal de cinza e de lama, de que se lhe constituiu o corpo, voltamos para dizer-vos: amai a vida, em todas as suas expressões, porfiai no Bem e crede, Cristo Vive, a morte é nada mais do que a transformação de moléculas que voltam à química original do subsolo para novas conjugações atômicas. O Amor, a Luz na caridade, é o maior tesouro que podemos carregar.

Onde estejais, crede na Luz do Senhor, e que todos saibam que sois irmãos uns dos outros, diferindo a verbalização idiomática, o nascimento no solo, o endereço, mas uma só Pátria, a Pátria da Fraternidade.

Uni-vos, porque unidos no Amor sois uma força indestrutível, mas, separados, sereis vencidos pelas próprias paixões, e procurai levar sem temor a mensagem de Vida Eterna. Não tendes mais as arenas nem as cruzes, nem os empalamentos nem as fogueiras, mas tendes as paixões internas a vencer.

Os espíritos espíritas neste Congresso, em nome de Leon Denis que patrocinia o Evento Mundial, por intermédio deste servidor, suplica a Deus que a todos nós abençoe e nos guarde e muita paz.
O servidor humílimo e paternal de sempre. Bezerra.

 

Foto: Sayonara Lorenz



Carta de Tio Nilson psicografada por Divaldo Franco

quarta-feira, agosto 24th, 2016 421 views

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Corações afetuosos e queridos:

Esteja em nós a paz do Senhor!

Retorno ao convívio amigo, evocando os dias do passado impregnados no cerne do meu modesto ser.

Há 64 anos, sonhando, iniciamos, ou reiniciamos? uma jornada de amor que se deverá prolongar pelos longes do amanhã. Éramos inexperientes mas arrebatados pela fé espírita compreendemos que o sentido da nossa existência estava contido na obra de educação das novas gerações, especialmente daquelas socialmente abandonadas.

A luz da caridade brilhava em nossos sentimentos enquanto as sombras do passado tentavam impedir-nos o avanço.

A Espiritualidade superior convocara-nos a seguir Jesus, recuperando-nos de graves cometimentos que necessitavam de regularização.

Hediondos crimes que permaneciam desconhecidos impunham a felicidade das vítimas e a reparação dos algozes. Não havia outra alternativa, senão amar-sofrendo e sofrer-servindo.

Surgiu a Mansão do Caminho, evocando a Casa de Pedro, Tiago e João na estrada que levava de Jerusalém a Jope.

Ali a dor encontrava lenitivo, o abandono recebia amparo, o ódio era lenido pela compaixão.

A esforços inauditos, Deus e Mamom, mundo e Jesus, descalçamos os pés e distendemos as mãos na direção do serviço.

Não mais descanso, nem ilusões. Sol a chuva, estio a tempestade, com um grupo de consoladores iniciamos o trabalho da vivência cristã e começamos a semear esperança. Vimos surgir as plântulas frágeis que cresceram e favoreceram com fronde, flores e frutos, sorrindo também de incontida alegria.

Quase todos aqueles que se dedicaram ao amor retornaram ao Grande Lar e aqui estão conosco cantando hosanas com lágrimas que aljofram os nossos olhos enquanto agradecem ao Senhor.

Sucederam-se gerações, novos lidadores chegaram e deram continuidade à tarefa.

Os tempos mudaram, os hábitos se alteraram, a cultura se ampliou, a ciência e a tecnologia aumentaram os horizontes da humanidade e o nosso bastião de amor permanece inexpugnável a serviço do Amor não amado.

Embora as glórias destes dias, nunca houve tanta dor esperando por socorro, tanta solidão como agora.

Multiplicaram-se os crimes de todo jaez e o ser humano permanece estúrdio, agitado ou deprimido necessitado de amor.

As suas vozes e as suas ações mantêm a esperanço e agem em nome dEle.

Que nunca lhes tome o cansaço de amar e de servir, nem se permitam o luxo de desertar ou estacionar nos compromissos libertadores.

Permaneçam unidos na fé raciocinada, não descansando sob falsas justificações.

Continuem o trabalho sem enfado e ajudem-se reciprocamente.

O Senhor tem providenciado continuadores que já se encontram em ação, para que as características de nossa Casa fiel à doutrina espírita permaneça incorruptível e aberta ao sofrimento de qualquer matiz.

Que todos nos alegremos na consciência do dever cumprido e a executar, tornando-nos trabalhadores da última hora, mas devotados e felizes.

Abraçando-os ternamente, o velho amigo e devotado servidor,

Tio Nilson

(Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, na sessão mediúnica da noite de 15 e agosto de 2016, no Centro Espírita Caminho da  Redenção, na data de aniversário da Mansão do Caminho, em Salvador, Bahia.)

Fonte: Site Mansão do Caminho

Biografia: Nilson de Souza Pereira – carinhosamente chamado de Tio Nilson – (Salvador – 26 de outubro de 1924 – 21 de novembro de 2013) – espírita brasileiro. Junto com o seu amigo e “irmão” Divaldo Franco fundou o Centro Espírita Caminho da Redenção e a obra social Mansão do Caminho, que presidiu durante muitos anos. Ambos se conheceram na juventude, quando, na época da Marinha, Nilson frequentou aulas de português ministradas por Divaldo Franco. (Fonte Wikipedia).



Mensagens psicografadas no Legislativo

quarta-feira, maio 4th, 2016 420 views

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Projetos que proibiam o uso de psicografias, como meio de prova no Judiciário, foram vetados pela Câmara dos Deputados

Em 2007 e 2008, a Câmara dos Deputados rejeitou e decidiu pelo arquivamento de dois Projetos de Lei (PL) cujo propósito era proibir o uso de psicografias nos tribunais brasileiros, baseando-se no princípio constitucional do Estado laico e na liberdade de credo e religião.

O deputado federal Neucimar Fraga foi o relator designado para analisar ambos os projetos na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e emitiu parecer favorável. Entretanto, o ex-deputado Marcelo Itagiba apresentou voto em separado, propondo a rejeição.

À época, Itagiba argumentou que “a proposta é injurídica porque tolhe o exercício do magistrado no seu direito à livre apreciação das provas que lhe são trazidas ao conhecimento para sua persuasão racional sobre a matéria que lhe foi posta”. Segundo ele, os autores do PL 1.705/2007 e do PL 3.314/2008, o ex-deputado Robson Rodovalho e o ex-deputado Costa Ferreira, respectivamente, ignoraram o fato de que o juiz deve considerar o conjunto probatório e não se submeter a uma só prova, no caso, a mensagem psicografada.

A rejeição do projeto também foi pedida em outro voto separado, apresentado pelo deputado Régis de Oliveira. Um segundo relator, o deputado Antônio Carlos Biscaia, também pediu a rejeição das duas proposições. De acordo com Biscaia, no Direito brasileiro já havia princípios que inibiam o valor probatório de textos psicografados. “Os projetos não imprimem qualquer inovação no ordenamento jurídico”, entendeu o deputado.

Assim, o que permanece em vigor, juridicamente, é a possibilidade de se admitir a mensagem psicografada como lícita no âmbito processual penal, configurada como prova documental em sentido amplo, uma vez que o legislador deixa “em aberto” esse conceito. O que não cabe, segundo a matéria processual, é aceitá-la unicamente, como prova isolada. Se assim for, sua ilicitude pode gerar discussões. Entretanto, quando em conjunto com os demais meios probantes, a psicografia é plenamente lícita e segura para que o juiz dê a valoração que entenda merecida.

Por Isabel Carvalho



Perandréa: a psicografia é instrumento de consolação

quarta-feira, maio 4th, 2016 556 views

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O perito judiciário em Grafoscopia e Documentoscopia, Carlos Augusto Perandréa, dedicou sua vida a pesquisar cientificamente os escritos dos desencarnados e tornou-se referência no Brasil

Era julho de 1977. Carlos Augusto Perandréa, um dos maiores peritos brasileiros em Grafoscopia, ministrava um curso para funcionários do Banco do Brasil, em Brasília. Um dos participantes, Luiz Gonzaga da Silva, comentou sobre a existência de mensagens psicográficas, atribuídas aos espíritos de seus sobrinhos, Acylino Luiz Pereira Neto e Fausto Bailão Luiz Pereira, desencarnados em acidente de trânsito rodoviário, ocorrido em Anicuns (GO), um ano antes.

Naquele momento, descortinou-se um novo horizonte ao pesquisador, pois segundo ele, até então, “as atenções e os enfoques dos exames grafotécnicos, geralmente, direcionavam-se apenas para as qualidades dos traçados”. A comprovação científica da psicografia exigiu que o perito transcendesse o estudo dos traçados gráficos e expandisse sua análise, igualmente, aos conteúdos trazidos nas mensagens.

Despindo-se de suas convicções religiosas e do ceticismo, Perandréa debruçou-se durante 14 anos sobre a Doutrina Espírita, a qual desconhecia por completo. O resultado de seus estudos e de suas pesquisas foi relatado no livro “A psicografia à luz da Grafoscopia”, lançado em 1991. “Comecei, inicialmente, pelos livros fundamentais de Allan Kardec e me aprofundei nas obras psicografadas por Chico Xavier. Deparei-me com uma Doutrina, também Cristã, o Espiritismo, que de forma natural, suave e coerente explicou o, até então, para mim, inexplicável, como a questão relativa aos deficientes físicos de nascença”, exemplificou o perito.

Perandréa ressaltou que “muitos espíritas veem as mensagens psicografadas como um instrumento de consolação e, outros, como um auxílio ao melhor entendimento do que ocorre após a vida física. Aos pesquisadores, as psicografias proporcionam reflexões e aprendizados, abrindo um leque ideias que se desdobra em um universo de questões desafiadoras”.

Psicografia em processos judiciais
Perguntado se há resistência por parte do magistrado brasileiro em aceitar a psicografia como meio de prova documental em processos judiciais, Perandréa relatou que “os trabalhos dos grafotécnicos junto ao Judiciário, ordinariamente, dizem respeito a dois tipos de exames técnicos: de autenticidade e de autoria gráfica dos manuscritos questionados”. Afirmou, ainda, que essa é “uma questão bastante polêmica sob o ponto de vista jurídico, envolvendo os mais diversos trabalhos”.

O perito destacou não ter conhecimento de qualquer julgamento no qual tenha sido usado um laudo pericial voltado à comprovação da autenticidade ou à autoria gráfica de cartas psicografadas. Admitiu, porém, que cartas psicografadas pelo médium Chico Xavier foram utilizadas como provas, não como laudos técnicos, em casos judiciais de homicídios. Perandréa enfatizou, ainda, que nesses casos não foram lavrados laudos de exames grafotécnicos. As cartas psicografadas foram apresentadas aos juízes e lidas diante do Tribunal do Júri.

Legado acadêmico
A pesquisa de Perandréa prossegue até hoje, com foco no conteúdo das mensagens, relatado em cinco livros, no prelo, cujos direitos autorais serão cedidos a entidades espíritas. Perito judiciário em Documentoscopia, nos últimos 51 anos o advogado foi recrutado por juízes para atuar em vários estados brasileiros. Atualmente, conta com a parceria do filho, Carlos Augusto Perandréa Júnior, à frente do Laboratório Perandréa Perícias, em Londrina, no Paraná.

Trechos das mensagens dos sobrinhos desencarnados de Luiz Gonzaga da Silva, psicografadas por Chico Xavier
“Creiam o Senhor e a Mamãe, que as nossas conversas sobre o assunto do espírito e as poucas leituras que pude desfrutar me valeram muito.(…) A vida não termina quando o corpo cai estragado ou inútil. (…)Penso que somos parecidos com as lagartas e borboletas.”
Em 10 de março de 1976, pelo Espírito de Acylino Luiz Pereira Neto.
“Mãezinha, é tão difícil escrever assim, por mãos de terceiras pessoas! Sou grato às mãos que me servem, às da terra e essas outras que me guiam os dedos para que faça minha letra mais depressa. (…) Por aí, a pessoa não faz ideia do que seja despojar-se alguém do corpo, assim às pressas. A reconstituição é vagarosa. Tudo é lento e sem pressa. Até reaprender a pensar e a falar é trabalho a que se deve submeter”.
Em 15 de maio de 1976, pelo Espírito de Fausto Bailão Luiz Pereira.

Por Daniel Ribeiro



A psicografia como meio de prova documental

quarta-feira, maio 4th, 2016 346 views

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A Associação Jurídico-Espírita do Distrito Federal concorda que mensagens psicografadas possam ser usadas como meios de provas documentais, mas recomenda cautela na análise das informações transmitidas

“A psicografia nos tribunais deve ser vista como uma prova documental a mais no elenco de provas”. Essa é a opinião de Rômulo Teixeira, vice-presidente da Associação Jurídico-Espírita do Distrito Federal (AJE/DF). Para ele, trata-se de um testemunho válido, desde que sua fonte, o médium, preencha todos os requisitos éticos e morais, especialmente quanto à “respeitabilidade, confiabilidade e, acima de tudo, idoneidade e moral ilibada”.

 

Para Rômulo, apesar das especificidades da origem, a psicografia como prova de defesa está totalmente resguardada pelo artigo 232 do Código de Processo Penal, o qual dispõe que “consideram-se documentos quaisquer escritos, instrumentos ou papéis, públicos ou particulares”.

À luz da Doutrina Espírita, explica o jurista, esse tipo de prova busca corrigir injustiças visíveis. “Há que se ter sempre em mente o fato de que o beneficiado, por razões da lei de causa e efeito, esteja passando pelos dois polos da remição de falhas: a dor da acusação injusta e o reconhecimento de sua inocência pelos meios não convencionais”, ressalta.

Rômulo lembra que o uso da psicografia nos tribunais ainda é assunto pouco discutido, pois apenas seis casos foram veiculados pela mídia brasileira, todos entre 1944 e 2006, e não há notícia de ocorrência em outros países. Destaca, porém, que alguns estados americanos conferem crédito à paranormalidade. Pessoas consideradas paranormais, com vidência e intuição privilegiadas, são designadas para auxiliarem na solução de crimes complicados.

Análise da psicografia

Além da reputação do médium, o vice-presidente da AJE/DF recomenda alguns cuidados específicos no processo de análise da psicografia como prova documental. Segundo Rômulo, é preciso conferir a autenticidade das informações contidas no documento, tanto com a família quanto com as pessoas que conviveram com o espírito quando encarnado. Isso é necessário para verificar se trechos do relato identificam o autor, bem como a própria letra e a assinatura, principalmente esta última, por meio de um exame grafotécnico.

Para Rômulo, a mensagem psicografada precisa, também, conter informações relacionadas às circunstâncias do fato em julgamento. “Em alguns casos, ocorridos no Brasil, as cartas traziam detalhes que confirmavam exatamente o depoimento de testemunhas”, explica.

 Posições contrárias

Nem todos os juristas concordam com a aceitação de cartas psicográficas como prova em tribunais. Isso porque defendem que esse tipo de prova é uma ofensa ao Estado laico, garantido pela Constituição Federal, que prevê a liberdade de crenças e cultos religiosos. Tal argumento pressupõe que a psicografia é um elemento da Doutrina Espírita e utilizá-la seria confundir Direito com religião.

No entanto, para o representante da AJE/DF, a psicografia é inerente ao ser humano e nada tem a ver com documento religioso. “A Bíblia e o Alcorão são exemplos de documentos religiosos, mas a psicografia não”, enfatiza Rômulo.

Alguns juristas afirmam que a psicografia é uma prova ilícita, pois não tem sustentação documental para ser incluída em um processo judicial. Porém, segundo Rômulo, ilícita é a fraude, quando o médium não é confiável, por exemplo. Nesse caso, a prova pode, “a qualquer tempo, ser impugnada”, argumenta. A fraude, conforme Rômulo, pode ocorrer em qualquer prova, “até mesmo a testemunhal, além de outros documentos”, rebate.

Há também aqueles juristas que entendem a psicografia como ofensa ao princípio do contraditório, pela impossibilidade de testemunha contrária ao conteúdo psicografado. Rômulo defende que “basta a parte contrária não concordar com o testemunho psicográfico para alegar fraude ou impedimento. E isso é o princípio do contraditório”.

Modalidades da psicografia

No capítulo XV do Livro dos Médiuns, Allan Kardec explica que na psicografia existem várias modalidades de mediunidade, com destaque para a mecânica, a semimecânica e a intuitiva.

Nas psicografias mecânicas, o espírito tem total domínio sobre a mão do médium, que sequer sabe o que está escrevendo. O médium semimecânico “empresta” a mão ao espírito, mas não perde o controle total sobre ela. O médium intuitivo, por sua vez, apenas recebe as ideias e as vontades do desencarnado, que não atua sobre sua mão.

De acordo com Rômulo, a análise grafotécnica deve ser feita, sobretudo, em casos de psicografias mecânicas.