Notícias sobre: ‘Psicografias’

Mensagens psicografadas no Legislativo

quarta-feira, maio 4th, 2016 613 views

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Projetos que proibiam o uso de psicografias, como meio de prova no Judiciário, foram vetados pela Câmara dos Deputados

Em 2007 e 2008, a Câmara dos Deputados rejeitou e decidiu pelo arquivamento de dois Projetos de Lei (PL) cujo propósito era proibir o uso de psicografias nos tribunais brasileiros, baseando-se no princípio constitucional do Estado laico e na liberdade de credo e religião.

O deputado federal Neucimar Fraga foi o relator designado para analisar ambos os projetos na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e emitiu parecer favorável. Entretanto, o ex-deputado Marcelo Itagiba apresentou voto em separado, propondo a rejeição.

À época, Itagiba argumentou que “a proposta é injurídica porque tolhe o exercício do magistrado no seu direito à livre apreciação das provas que lhe são trazidas ao conhecimento para sua persuasão racional sobre a matéria que lhe foi posta”. Segundo ele, os autores do PL 1.705/2007 e do PL 3.314/2008, o ex-deputado Robson Rodovalho e o ex-deputado Costa Ferreira, respectivamente, ignoraram o fato de que o juiz deve considerar o conjunto probatório e não se submeter a uma só prova, no caso, a mensagem psicografada.

A rejeição do projeto também foi pedida em outro voto separado, apresentado pelo deputado Régis de Oliveira. Um segundo relator, o deputado Antônio Carlos Biscaia, também pediu a rejeição das duas proposições. De acordo com Biscaia, no Direito brasileiro já havia princípios que inibiam o valor probatório de textos psicografados. “Os projetos não imprimem qualquer inovação no ordenamento jurídico”, entendeu o deputado.

Assim, o que permanece em vigor, juridicamente, é a possibilidade de se admitir a mensagem psicografada como lícita no âmbito processual penal, configurada como prova documental em sentido amplo, uma vez que o legislador deixa “em aberto” esse conceito. O que não cabe, segundo a matéria processual, é aceitá-la unicamente, como prova isolada. Se assim for, sua ilicitude pode gerar discussões. Entretanto, quando em conjunto com os demais meios probantes, a psicografia é plenamente lícita e segura para que o juiz dê a valoração que entenda merecida.

Por Isabel Carvalho



Perandréa: a psicografia é instrumento de consolação

quarta-feira, maio 4th, 2016 807 views

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O perito judiciário em Grafoscopia e Documentoscopia, Carlos Augusto Perandréa, dedicou sua vida a pesquisar cientificamente os escritos dos desencarnados e tornou-se referência no Brasil

Era julho de 1977. Carlos Augusto Perandréa, um dos maiores peritos brasileiros em Grafoscopia, ministrava um curso para funcionários do Banco do Brasil, em Brasília. Um dos participantes, Luiz Gonzaga da Silva, comentou sobre a existência de mensagens psicográficas, atribuídas aos espíritos de seus sobrinhos, Acylino Luiz Pereira Neto e Fausto Bailão Luiz Pereira, desencarnados em acidente de trânsito rodoviário, ocorrido em Anicuns (GO), um ano antes.

Naquele momento, descortinou-se um novo horizonte ao pesquisador, pois segundo ele, até então, “as atenções e os enfoques dos exames grafotécnicos, geralmente, direcionavam-se apenas para as qualidades dos traçados”. A comprovação científica da psicografia exigiu que o perito transcendesse o estudo dos traçados gráficos e expandisse sua análise, igualmente, aos conteúdos trazidos nas mensagens.

Despindo-se de suas convicções religiosas e do ceticismo, Perandréa debruçou-se durante 14 anos sobre a Doutrina Espírita, a qual desconhecia por completo. O resultado de seus estudos e de suas pesquisas foi relatado no livro “A psicografia à luz da Grafoscopia”, lançado em 1991. “Comecei, inicialmente, pelos livros fundamentais de Allan Kardec e me aprofundei nas obras psicografadas por Chico Xavier. Deparei-me com uma Doutrina, também Cristã, o Espiritismo, que de forma natural, suave e coerente explicou o, até então, para mim, inexplicável, como a questão relativa aos deficientes físicos de nascença”, exemplificou o perito.

Perandréa ressaltou que “muitos espíritas veem as mensagens psicografadas como um instrumento de consolação e, outros, como um auxílio ao melhor entendimento do que ocorre após a vida física. Aos pesquisadores, as psicografias proporcionam reflexões e aprendizados, abrindo um leque ideias que se desdobra em um universo de questões desafiadoras”.

Psicografia em processos judiciais
Perguntado se há resistência por parte do magistrado brasileiro em aceitar a psicografia como meio de prova documental em processos judiciais, Perandréa relatou que “os trabalhos dos grafotécnicos junto ao Judiciário, ordinariamente, dizem respeito a dois tipos de exames técnicos: de autenticidade e de autoria gráfica dos manuscritos questionados”. Afirmou, ainda, que essa é “uma questão bastante polêmica sob o ponto de vista jurídico, envolvendo os mais diversos trabalhos”.

O perito destacou não ter conhecimento de qualquer julgamento no qual tenha sido usado um laudo pericial voltado à comprovação da autenticidade ou à autoria gráfica de cartas psicografadas. Admitiu, porém, que cartas psicografadas pelo médium Chico Xavier foram utilizadas como provas, não como laudos técnicos, em casos judiciais de homicídios. Perandréa enfatizou, ainda, que nesses casos não foram lavrados laudos de exames grafotécnicos. As cartas psicografadas foram apresentadas aos juízes e lidas diante do Tribunal do Júri.

Legado acadêmico
A pesquisa de Perandréa prossegue até hoje, com foco no conteúdo das mensagens, relatado em cinco livros, no prelo, cujos direitos autorais serão cedidos a entidades espíritas. Perito judiciário em Documentoscopia, nos últimos 51 anos o advogado foi recrutado por juízes para atuar em vários estados brasileiros. Atualmente, conta com a parceria do filho, Carlos Augusto Perandréa Júnior, à frente do Laboratório Perandréa Perícias, em Londrina, no Paraná.

Trechos das mensagens dos sobrinhos desencarnados de Luiz Gonzaga da Silva, psicografadas por Chico Xavier
“Creiam o Senhor e a Mamãe, que as nossas conversas sobre o assunto do espírito e as poucas leituras que pude desfrutar me valeram muito.(…) A vida não termina quando o corpo cai estragado ou inútil. (…)Penso que somos parecidos com as lagartas e borboletas.”
Em 10 de março de 1976, pelo Espírito de Acylino Luiz Pereira Neto.
“Mãezinha, é tão difícil escrever assim, por mãos de terceiras pessoas! Sou grato às mãos que me servem, às da terra e essas outras que me guiam os dedos para que faça minha letra mais depressa. (…) Por aí, a pessoa não faz ideia do que seja despojar-se alguém do corpo, assim às pressas. A reconstituição é vagarosa. Tudo é lento e sem pressa. Até reaprender a pensar e a falar é trabalho a que se deve submeter”.
Em 15 de maio de 1976, pelo Espírito de Fausto Bailão Luiz Pereira.

Por Daniel Ribeiro



A psicografia como meio de prova documental

quarta-feira, maio 4th, 2016 614 views

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A Associação Jurídico-Espírita do Distrito Federal concorda que mensagens psicografadas possam ser usadas como meios de provas documentais, mas recomenda cautela na análise das informações transmitidas

“A psicografia nos tribunais deve ser vista como uma prova documental a mais no elenco de provas”. Essa é a opinião de Rômulo Teixeira, vice-presidente da Associação Jurídico-Espírita do Distrito Federal (AJE/DF). Para ele, trata-se de um testemunho válido, desde que sua fonte, o médium, preencha todos os requisitos éticos e morais, especialmente quanto à “respeitabilidade, confiabilidade e, acima de tudo, idoneidade e moral ilibada”.

 

Para Rômulo, apesar das especificidades da origem, a psicografia como prova de defesa está totalmente resguardada pelo artigo 232 do Código de Processo Penal, o qual dispõe que “consideram-se documentos quaisquer escritos, instrumentos ou papéis, públicos ou particulares”.

À luz da Doutrina Espírita, explica o jurista, esse tipo de prova busca corrigir injustiças visíveis. “Há que se ter sempre em mente o fato de que o beneficiado, por razões da lei de causa e efeito, esteja passando pelos dois polos da remição de falhas: a dor da acusação injusta e o reconhecimento de sua inocência pelos meios não convencionais”, ressalta.

Rômulo lembra que o uso da psicografia nos tribunais ainda é assunto pouco discutido, pois apenas seis casos foram veiculados pela mídia brasileira, todos entre 1944 e 2006, e não há notícia de ocorrência em outros países. Destaca, porém, que alguns estados americanos conferem crédito à paranormalidade. Pessoas consideradas paranormais, com vidência e intuição privilegiadas, são designadas para auxiliarem na solução de crimes complicados.

Análise da psicografia

Além da reputação do médium, o vice-presidente da AJE/DF recomenda alguns cuidados específicos no processo de análise da psicografia como prova documental. Segundo Rômulo, é preciso conferir a autenticidade das informações contidas no documento, tanto com a família quanto com as pessoas que conviveram com o espírito quando encarnado. Isso é necessário para verificar se trechos do relato identificam o autor, bem como a própria letra e a assinatura, principalmente esta última, por meio de um exame grafotécnico.

Para Rômulo, a mensagem psicografada precisa, também, conter informações relacionadas às circunstâncias do fato em julgamento. “Em alguns casos, ocorridos no Brasil, as cartas traziam detalhes que confirmavam exatamente o depoimento de testemunhas”, explica.

 Posições contrárias

Nem todos os juristas concordam com a aceitação de cartas psicográficas como prova em tribunais. Isso porque defendem que esse tipo de prova é uma ofensa ao Estado laico, garantido pela Constituição Federal, que prevê a liberdade de crenças e cultos religiosos. Tal argumento pressupõe que a psicografia é um elemento da Doutrina Espírita e utilizá-la seria confundir Direito com religião.

No entanto, para o representante da AJE/DF, a psicografia é inerente ao ser humano e nada tem a ver com documento religioso. “A Bíblia e o Alcorão são exemplos de documentos religiosos, mas a psicografia não”, enfatiza Rômulo.

Alguns juristas afirmam que a psicografia é uma prova ilícita, pois não tem sustentação documental para ser incluída em um processo judicial. Porém, segundo Rômulo, ilícita é a fraude, quando o médium não é confiável, por exemplo. Nesse caso, a prova pode, “a qualquer tempo, ser impugnada”, argumenta. A fraude, conforme Rômulo, pode ocorrer em qualquer prova, “até mesmo a testemunhal, além de outros documentos”, rebate.

Há também aqueles juristas que entendem a psicografia como ofensa ao princípio do contraditório, pela impossibilidade de testemunha contrária ao conteúdo psicografado. Rômulo defende que “basta a parte contrária não concordar com o testemunho psicográfico para alegar fraude ou impedimento. E isso é o princípio do contraditório”.

Modalidades da psicografia

No capítulo XV do Livro dos Médiuns, Allan Kardec explica que na psicografia existem várias modalidades de mediunidade, com destaque para a mecânica, a semimecânica e a intuitiva.

Nas psicografias mecânicas, o espírito tem total domínio sobre a mão do médium, que sequer sabe o que está escrevendo. O médium semimecânico “empresta” a mão ao espírito, mas não perde o controle total sobre ela. O médium intuitivo, por sua vez, apenas recebe as ideias e as vontades do desencarnado, que não atua sobre sua mão.

De acordo com Rômulo, a análise grafotécnica deve ser feita, sobretudo, em casos de psicografias mecânicas.



History Channel estreia especial sobre Chico Xavier

terça-feira, março 29th, 2016 1.217 views

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Fonte: Exorbeo – Notícias e novidades do mundo da TV

 

 

 

 

 

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Divulgação

 

 

Histórias de famílias que receberam notícias de entes queridos já falecidos, através de cartas psicografadas por Chico Xavier, serão contadas no novo especial que o History Channel estreia em abril.

No documentário “As Cartas Psicografadas por Chico Xavier”, o telespectador vai conhecer pessoas que receberam cartas psicografadas pelo médium espírita Francisco Cândido Xavier, e que encontraram nessas cartas um grande alento para uma dor enorme.

A produção mostra como essas cartas manuscritas pelo famoso médium brasileiro, cujas mensagens trazem muitas lembranças e conforto, são grandes elos dos familiares com seus entes queridos que já se foram.

Repletas de significados para as famílias que as receberam, as cartas psicografadas por Chico Xavier também acabam sendo de grande importância para outras pessoas que nada têm a ver com aquelas histórias, como será mostrado no especial, que traz vários depoimentos.

A estreia do documentário “As Cartas Psicografadas por Chico Xavier” está programada para o dia 2 de abril, às 19h, na tela do History.



Perseverai no bem e não vacileis

sexta-feira, novembro 13th, 2015 428 views

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(Mensagem psicofônica ditada pelo Espírito Bezerra de Menezes ao médium Divaldo Pereira Franco no encerramento da reunião ordinária do Conselho Federativo Nacional, realizada em Brasília, entre os dias 6 e 8 de novembro de 2015.)

 bezerra

 Unidos seremos resistência, fragmentados seremos vencidos em nossos objetivos essenciais.

Temos o direito de discrepar, de pensar de maneira diversa e o dever de discutir, de expor, mas não de dissentir.

Filhos e filhas do coração, guarde-nos na sua paz o Mestre incomparável.

Os ciclos da evolução sucedem-se invariavelmente obedecendo à planificação superior. Períodos de ascendência evolutiva caracterizados pelo conhecimento, períodos outros de maturidade para fixação dos postulados apreendidos. É inevitável que vivamos as crises existenciais decorrentes da situação moral em que se encontra o nosso planeta.

Reencarnastes-vos para contribuir com o momento da mudança de paradigmas do planeta de provas e de expiações para o mundo de regeneração. Assumistes o compromisso de divulgar Jesus Cristo conforme as lições insuperáveis do seu Evangelho.

A ciência e a tecnologia, a partir do século XVII, vêm realizando mister para o qual foram criadas pela Divindade esses paradigmas, mas o amor, experiência nova no mapa evolutivo das criaturas terrestres, não pode acompanhar esse desenvolvimento fascinante que, de um lado, proporciona comodidade, diminuição de aflições, facilidades no intercâmbio, aproximação dos sentimentos na construção do bem, mas sob outro aspecto, utilizados por mentes enfermas e corações aturdidos, têm sido os instrumentos da degradação das massas, da apropriação indébita das consciências, da vulgarização das propostas nobres do bem.

Alucinam-se aqueles que desejam controlar as inteligências humanas e proclamam o niilismo, assumindo a responsabilidade grave de diluir a fé nas almas já enfraquecidas, contribuindo para que se estabeleça o caos, através da perda de valores morais e de sentimentos de engrandecimento da alma. É necessário vigiar para depois orar em tranquilidade ante os recursos que se intrometem com objetivos nefandos na sementeira luminosa do conhecimento. Olhamos uma sociedade que se degrada na luta infeliz do egocentrismo, do individualismo, da consumpção dos valores herdados da divina Providência e, não poucas vezes, a dúvida interroga as mentes mais saudáveis, “quando a sociedade será melhor?”, porque a grande mídia prefere a divulgação daquelas condições canhestras, exageradamente perniciosas, como as que devem ser vivenciadas pelas massas.

Surgem comportamentos esdrúxulos, atitudes que chocam, e lentamente o desencanto e o medo passam a residir nos sentimentos antes audazes com a deserção de muitos lutadores empenhados na construção do reino de Deus.

Não temais o mal, nem os maus. As suas artimanhas têm a durabilidade da sua própria facécia, logo desaparecem assim que são arrebatados pelo túmulo os idealistas que despertam no Além com a consciência atormentada e o coração estiolado. Perseverai no bem. Unidos seremos resistência, fragmentados seremos vencidos em nossos objetivos essenciais. Temos o direito de discrepar, de pensar de maneira diversa e o dever de discutir, de expor, mas não de dissentir.

Evocando o encontro de Jerusalém, quando as duas figuras exponenciais do Evangelho de Jesus, Pedro e Paulo, enfrentaram-se para debater paradigmas de alta relevância na divulgação do Evangelho límpido e cristalino que Jesus trouxe para todos, sem privilégios nem preconceitos, relembramos que foi o amor que venceu as opiniões divergentes e que em lágrimas fez que o primeiro concílio dos cristãos se transformasse na pedra angular da divulgação da verdade, depois que o Mestre retornou aos páramos divinos.

Mantende-vos coesos com a Codificação Espírita, que um dia influenciará o comportamento da sociedade terrestre.

O Espiritismo não é uma filosofia para determinado número de criaturas, é uma mensagem de vida eterna para todos os seres humanos. E, ante a interrogação dos desafios que parecem apresentar uma humanidade em decadência, ponde a certeza de que a Barca terrestre continua sob o comando do nauta Jesus, e na sua marcha inexorável irá aportar no país da regeneração. Dai-vos as mãos em qualquer circunstância.

Que a sensibilidade exacerbada, nascida na presunção ou nos dispositivos egóicos, não vos constitua impedimento ao trabalho de iluminar consciências. Existem, filhas e filhos amados, mais relevantes ações do bem do que degradação e decadência. Sucede que o erro e o vício trombeteiam as suas ações, enquanto a virtude discreta e silenciosa aproveita das noites sem estrelas para se tornarem as lâmpadas divinas guiando para o momento supremo da libertação.

Sabemos das vossas lutas, dos vossos testemunhos silenciosos, das lágrimas vertidas ante o que desejais realizar e o que lograis fazer. Não poucas vezes, com os vossos guias espirituais, enxugamo-vos o pranto e apontamo-vos o rumo no oceano bravio a ser conquistado para serem encontradas as terras da promissão.

Não vacileis!

Utilizai-vos dos sublimes recursos da Doutrina, especialmente as reuniões mediúnicas para, através dessa ponte sublime, que liga um ao outro plano da vida, deslindardes os aranzéis das forças negativas que muitas vezes vos envolvem, disseminando nos sentimentos amarguras e decepções. Não creiais que aquilo que não lograis seja negativa do Senhor; antes considerai que a dificuldade de agora é a melhor solução para as necessidades vigentes. Amanhã entendereis melhor o que hoje vos constitui incógnita.

Saudamo-vos, filhas e filhos da união, pelos resultados do nosso encontro anual, pela serenidade com que discutistes os temas em pauta. Agradecemos a Deus a compreensão das necessidades locais, na Pátria do Cruzeiro, neste país continental, que deve restaurar o pensamento de Jesus e enviá-lo para a humanidade.

À Europa e aos Estados Unidos da América do Norte cabem as investigações mais profundas em quase todas as áreas do conhecimento. À nova Sulamérica, marcada pela dor, pelo sofrimento do irmão de África e do indígena ingênuo e nativo, compete o surgimento do bem com a contribuição da Europa e da Ásia, caracterizado pelo sentimento de amor.

Seremos a demonstração viva de que a mais pulsante força do universo é o amor, porque Deus é amor, e através desse amor que vige em toda parte e em nós, podemos tolerar-nos e dar-nos as mãos para os objetivos que nos levarão à plenitude. Exultai, porque o Senhor vigia e os seus embaixadores, os cocriadores do planeta que lhe têm a direção estão alertas e a programação em pauta está sendo executada mesmo que, por enquanto, não seja visível quanto gostaríamos.

Contribuí, pois, filhas e filhos da alma, com a vossa ternura, burilando as imperfeições do período primário da evolução e, transformando-as em sentimentos de entrega em nome da caridade fraternal que, em breve, se expandirá pela Terra toda, sem que haja a diferença dos superdesenvolvidos e dos miseráveis, quando então o lobo feroz estará na mesma fonte sorvendo a água ao lado do cordeiro pacífico. Nesses dias que se aproximam, e de que fazeis parte, exultai com os corações voltados para Jesus e cantai hosanas.

Tendes o nome escrito no livro do reino dos Céus e esforçai-vos para que seja mantido diante da misericórdia inefável daquele que é o caminho para a verdade, que é o caminho para a vida: nosso Senhor Jesus Cristo!

Os Espíritos-espíritas trabalhadores da Casa de Ismael, mantenedora do lema Deus, Cristo e Caridade, aqui conosco, solicitam-nos para que lhes sejamos a voz pedindo: avante, anônimos seareiros da verdade, e amai até as últimas forças da vossa jornada no planeta abençoado!

Muita paz, filhas e filhos, são os votos do servidor e amigo de sempre,

Bezerra.

Revista pelo autor espiritual.



O Espírito da Maldade

quinta-feira, novembro 12th, 2015 444 views

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maldade

Pelo Espírito Neio Lucio. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Livro: Alvorada Cristã. Lição nº 48. Página 191.

“O Espírito da Maldade, que promove aflições para muita gente, vendo, em determinada manhã, um ninho de pássaros felizes, projetou destruir as pobres aves.

A mãezinha alada, muito contente, acariciava os filhotinhos, enquanto o papai voava, à procura de alimento.

O Espírito da Maldade notou aquela imensa alegria e exasperou-se.

Mataria todos os passarinhos, pensou consigo.

Para isto, no entanto, necessitava de alguém que o auxiliasse. Aquela ação exigia mãos humanas.

Começou, então, a buscar a companhia das crianças. Quem sabe algum menino poderia obedecê-lo?

Foi a casa de Joãozinho, filho de Dona Laura, mas Joãozinho estava muito ocupado na assistência ao irmão menor, e, como o Espírito da Maldade somente pode arruinar as pessoas insinuando-se pelo pensamento, não encontrou meios de dominar a cabeça de João.

Correu à residência de Zelinha, filha de Dona Carlota. Encontrou a menina trabalhando, muito atenciosa, numa blusa de tricô, sob a orientação materna, e, em vista de achar-lhe o cérebro tão cheio das idéias de agulha, fios de lã e peça por acabar, não conseguiu transmitir-lhe o propósito infeliz.

Dirigiu-se, então, à chácara do senhor Vitalino, a observar se o Quincas, filho dele, estava em condições de servi-lo. Mas Quincas, justamente nessa hora, mantinha-se, obediente, sob as ordens do papai, plantando várias mudas de laranjeiras e tão alegre se encontrava, a meditar na bondade da chuva e nas laranjas do futuro, que nem de leve percebeu as idéias venenosas que o Espírito da Maldade lhe soprava na cabeça.

Reconhecendo a impossibilidade de absorvê-lo, o gênio do mal lembrou-se de Marquinhos, o filho de Dona Conceição.

Marquinhos era muito mimado pela mãe, que não o deixava trabalhar e lhe protegia a vadiagem.

Tinha doze anos bem feitos e vivia de casa em casa a reinar na preguiça.

O Espírito da Maldade procurou-o e encontrou-o, à porta de um botequim, com enorme cigarro à boca.

As mãos dele estavam desocupadas e a cabeça vaga.

– “Vamos matar passarinhos?” – disse o espírito horrível aos ouvidos do preguiçoso.

Marquinhos não escutou em forma de voz, mas ouviu em forma de idéia.

Saiu, de repente, com um desejo incontrolável de encontrar avezinhas para a matança.

O Espírito da Maldade, sem que ele o percebesse, conduziu-o, fàcilmente, até à árvore em que o ninho feliz recebia as carícias do vento.

O menino, a pedradas criminosas, aniquilou pai, mãe e filhotinhos.

O gênio sombrio tomara-lhe as mãos e, após o assassínio das aves, levou-o a cometer muitas faltas que lhe prejudicaram a vida, por muitos e muitos anos.

Somente mais tarde é que Marquinhos compreendeu que o Espírito da Maldade somente pode agir, no mundo, por intermédio de meninos vadios ou de homens e mulheres votados à preguiça e ao mal.”